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segunda-feira, outubro 26, 2009

umas verdades inconvenientes


a ciência é uma chatice. ao fim de mais de 10 anos de os factos não encaixarem na fantasiosa teoria do aquecimento global, alguém havia começar a dar por isso.

o telegraph publica hoje um artigo, com algumas verdades inconvenientes, cuja leitura aconselho vivamente:

the real climate change catastrophe

domingo, fevereiro 08, 2009

a p(h)oda das àrvores


lembram-se da erythrina que existia no páteo do tijolo, em frente ao palácio braamcamp, da qual falei aqui e aqui? afinal não desapareceu totalmente (ainda), mas foi selvaticamente podada. para poderem avaliar a extensão do desastre, reproduzo a página da time out desta semana (artigo não disponível online).



domingo, janeiro 18, 2009

quarta-feira, janeiro 14, 2009

palácio braamcamp

vi a notícia no dn. a cml - como já há muito se murmurava - vai alienar património. não vou começar por discutir se a decisão é lícita ou proveitosa, mas parte da informação que é veículada ao público, é incorrecta.
sobre os imóveis - palacetes destinados à venda para conversão em hotéis de charme - diz-se que estavam votados ao abandono e em processo de degradação. ora acontece que conheço muito bem um dos edifícios, o palácio braamcamp. nele funcionou, durante décadas, a caixa de previdência do pessoal da cml. nele trabalhou, durante cerca de 40 anos, a minha mãe. dele foram despejados, no ano passado, os funcionários que ainda lá trabalhavam, tranferidos para o novo edifício dos serviços sociais da cml, no areeiro.
há muito que planeava fazer este périplo por mais um local da geografia da minha memória. por coincidência, foi ontem também que me chegou às mãos o livro do dr. jorge trigo, sobre a história do palacete e dos seus ocupantes.
a propósito do suposto estado de degradação e abandono do palácio braamcamp, deixo-vos com algumas fotos do seu livro. para que os que aqui passarem, possam avaliar por si próprios da veracidade das afirmações que são passadas para a opinião pública, pelos nossos dirigentes políticos, através dos jornais.










por este palacete passaram pessoas que fizeram história, como d. joão da costa, um dos conjurados que prendeu a duquesa de mântua, d. catarina de bragança, raínha de inglaterra, os filhos ilegítimos de d. pedro II, o abade de livry, embaixador de frança. neste local se instalou o teatro do bairro alto e as concorridas óperas do séc. XVIII. atingido pelo terramoto de 1755, foi reconstruído por anselmo braamcamp para sua residência pessoal, com recurso às estruturas mestras que subsistiram. posteriormente albergou a escola francesa de lisboa e por fim a caixa de previdência do pessoal da cml. jorge trigo realça, no seu livro, que o palácio braamcamp constitui um vasto acervo de conhecimentos históricos e é uma referência importante da história de lisboa...nada disso parece importar perante a perspectiva de dinheiro fácil. se construíram um condomínio de luxo na antónio maria cardoso, se até na prisão de peniche almejam construír um hotel de charme, porque não o hão-de fazer em qualquer outro edifício histórico? isto da história, da cultura e da memória não passam de empecilhos que uns quantos intelectuais da treta querem colocar no glorioso caminho do progresso e da ambição das novas elites endinheiradas que sonham desfrutar de locais com charme, exclusivos e bem longe da populaça que não pode aceder a esses luxos e que se quer ignorante e mansa, desfolhando revistas inenarráveis e suspirando por existências telenovelescas.


neste palacete, do qual só recentemente aprendi o nome e a história mais antiga, vi, ao longo dos anos, inúmeras pessoas a serem atendidas com profissionalismo, respeito e dignidade, como raramente se deve encontrar numa repartição pública. gente vulgar, gente comum, com doenças, problemas sociais, reclamações e pedidos. ali fui atendida, até aos dezoito anos, pelos melhores médicos que tive em toda a minha vida. ali brinquei quando era pequena, descobrindo o fascínio de agrafadores, tinteiros, furadores, máquinas de escrever, o funcionamento do pbx, o selo branco dos serviços. ali entrava, envergonhada e de olhos no chão, antecipando o momento de puro horror em que tinha de me deslocar de secretária em secretária, para cumprimentar com um beijinho todas as gerações de funcionários que a minha mãe chefiou e ajudou a formar, tendo sempre em mente o carácter de serviço público que era imperioso prestar aos utentes. ou beneficiários, como sempre lhe ouvi chamar-lhes. outros tempos, outras terminologias. eram, de facto, beneficiários de uma pequena organização que existia para os servir.


lamento o destino anunciado do palácio braamcamp. desejaria vê-lo preservado como edifício de utilidade pública e de livre acesso. uma biblioteca, uma galeria de arte,um museu, qualquer coisa de útil. uma vez mais recorro às palavras de jorge trigo no seu desejo expresso em jeito de conclusão do seu livro (cuja leitura recomendo): seja qual for a opção da câmara municipal de lisboa, como proprietária do edifício, é fundamental que a finalidade se identifique com uma vertente cultural (...) deve-se criar condições para que todo o seu explendor de beleza e requinte possa ser apreciado. infelizmente assim não será. escrevo com raiva e tristeza esta crónica de trazer por casa. é a minha despedida e o meu pequeno contributo para que não vingue a mentira, para que não se apague mais uma memória.



nota - o palácio braamcamp situa-se em pleno coração do bairro alto, no páteo do tijolo, com ampla vista sobre lisboa e o tejo. no pátio, junto ao varandim do miradouro, existiam bancos de jardim e uma árvore, de flores (ou folhas modificadas?) vermelhas e carnudas, que adquire um aspecto fantástico durante o inverno. nas fotos que pesquisei -no arquivo municipal de lisboa - da envolvente do edifício, essa àrvore não está visível. gostaria muito de ter informação sobre de que tipo de espécime se trata e também de um registo de imagem da mesma. antecipadamente grata a quem me possa fazer chegar mais essa pecinha do puzzle.
agradeço ainda ao dr. jorge trigo a oferta do seu livro, a qual me permitiu dar suporte à minha memória.


segunda-feira, julho 28, 2008

outra vez a mãozinha da denúncia

há sempre umas luminárias dispostas a denunciar - anonimamente - como conteúdos impróprios, o que não passa de mera opinião.
contam com a própria esperteza saloia e com a a incapacidade da plataforma do blogger verificar a veracidade das acusações. basta a atitude cobarde e estúpida de clicar num botãozinho e silencia-se uma voz que é incómoda ou que desagrada.
desta vez, calhou ao jumento ser o alvo de gentinha deste tipo. felizmente, esta atitude de bufaria só revela a estupidez de quem a comete. o jumento vai continuar aos coices e já prepara a mudança para palheiro próprio, onde - discordando ou não - poderemos continuar a ler os seus comentários e opiniões.

segunda-feira, junho 02, 2008

aviso à navegação

pronto, eu também confesso. apesar de todo o esforço de encriptação de mensagens, eles estão atentos e não vale a pena desmentir. mas são só fisgas. e só às sextas-feiras, porque a minha vida não é só isto e depois não me sobrava tempo para os filmes porno e para assaltar velhinhas no metro.


sexta-feira, maio 23, 2008

nós não merecemos um governo tão bom


GOVERNO CUMPRE PROMESSA ...... e cria mais um dos 150 mil empregos prometidos.Num momento em que a situação financeira do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge é descrita como "paupérrima", a entidade pública decidiu contratar uma assessora de imagem por 50 mil euros.Em lugar do típico "pobrezinhos mas honestos", o Instituto optou por um "pobrezinhos mas com boa imagem". E de passagem contribui para manter Portugal como o país que apresenta maiores desigualdades sociais.

(WALDORF - no blogue dos marretas

Infelizmente, quem como eu teve a triste ideia de escolher uma profissão na área da saúde, sabe que esta é apenas a ponta do iceberg, um dos poucos casos a que o público tem acesso através da comunicação social. Todos os dias se poupa na razão de ser dos serviços de saúde - que são os doentes, para o caso de estarem esquecidos - para se gastar faraonicamente em acessores, gestores e obras de fachada (ou de fantochada).

terça-feira, abril 22, 2008

too bad stupidity isn't painful

vá-se lá saber porquê, algum idiota ressabiado e mesquinho denunciou o menina-limão como um blog de conteúdos reprováveis. acontece que a plataforma do blogger, sem se dignar verificar a veracidade da acusação do pseudo-moralista com alma de bufo, agora colocou um aviso à porta, advertindo-nos dos potenciais danos morais que poderemos sofrer se insistirmos em aceder à insidiosa página. infelizmente, o ridículo não mata e portanto resta-nos protestar e ajudar a menina-limão a lutar contra a censura. vão até lá e dêem uma mãozinha.