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sexta-feira, setembro 12, 2008
segunda-feira, abril 28, 2008
sábado, abril 26, 2008
domingo, novembro 18, 2007
hey, you...

Julia M. Cameron
Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.
Eu venho do nada, porque arrasei o que não quis
em nome da estrada, onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.
Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.
(happy birthday, sister)
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terça-feira, outubro 16, 2007
terça-feira, outubro 09, 2007
segunda-feira, setembro 17, 2007
segunda-feira, agosto 27, 2007
Queixa das almas jovens censuradas
Dão-nos um lírio e um canivete
e uma alma para ir à escola
mais um letreiro que promete
raízes, hastes e corola
Dão-nos um mapa imaginário
que tem a forma de uma cidade
mais um relógio e um calendário
onde não vem a nossa idade
Dão-nos a honra de manequim
para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
sem pecado e sem inocência
Dão-nos um barco e um chapéu
para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
levado à cena num teatro
Penteiam-nos os crâneos ermos
com as cabeleiras das avós
para jamais nos parecermos
connosco quando estamos sós
Dão-nos um bolo que é a história
da nossa historia sem enredo
e não nos soa na memória
outra palavra que o medo
Temos fantasmas tão educados
que adormecemos no seu ombro
somos vazios despovoados
de personagens de assombro
Dão-nos a capa do evangelho
e um pacote de tabaco
dão-nos um pente e um espelho
pra pentearmos um macaco
Dão-nos um cravo preso à cabeça
e uma cabeça presa à cintura
para que o corpo não pareça
a forma da alma que o procura
Dão-nos um esquife feito de ferro
com embutidos de diamante
para organizar já o enterro
do nosso corpo mais adiante
Dão-nos um nome e um jornal
um avião e um violino
mas não nos dão o animal
que espeta os cornos no destino
Dão-nos marujos de papelão
com carimbo no passaporte
por isso a nossa dimensão
não é a vida, nem é a morte
Natália Correia / José Mário Branco
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segunda-feira, agosto 06, 2007
Thirsty
As far as I can tell
I'm nothing like a princess
but today I find myself
curling up behind the house
There's nothing in the air today
now I know I'm not so important
Take these girly arms
and ever keep me
Take these girly arms
and ever keep me
I don't have a hawk in my heart
no dumbass dove in my brain
I don't have a hawk in my heart
no dumbass dove in my dumbass brain
Take these girly arms
and ever keep me
Take these girly arms
and ever keep me
I don't have a hawk in my heart
no I don't have a hawk in my heart
no I don't have a hawk in my heart
...
The National
I'm nothing like a princess
but today I find myself
curling up behind the house
There's nothing in the air today
now I know I'm not so important
Take these girly arms
and ever keep me
Take these girly arms
and ever keep me
I don't have a hawk in my heart
no dumbass dove in my brain
I don't have a hawk in my heart
no dumbass dove in my dumbass brain
Take these girly arms
and ever keep me
Take these girly arms
and ever keep me
I don't have a hawk in my heart
no I don't have a hawk in my heart
no I don't have a hawk in my heart
...
The National
sábado, agosto 04, 2007
domingo, junho 10, 2007
segunda-feira, maio 28, 2007
há dias...
Há dias que eu não sei o que me passa
Eu abro o meu Neruda e apago o sol
Misturo poesia com cachaça
E acabo discutindo futebol
Mas não tem nada, não
Tenho o meu violão
Acordo de manhã, pão com manteiga
E muito, muito sangue no jornal
Aí a criançada toda chega
E eu chego a achar Herodes natural
Mas não tem nada, não
Tenho o meu violão
Depois faço a loteca com a patroa
Quem sabe nosso dia vai chegar
E rio porque rico ri à toa
Também não custa nada imaginar
Mas não tem nada, não
Tenho o meu violão
Aos sábados em casa tomo um porre
E sonho soluções fenomenais
Mas quando o sono vem e a noite morre
O dia conta histórias sempre iguais
Mas não tem nada, não
Tenho o meu violão
Às vezes quero crer mas não consigo
É tudo uma total insensatez
Aí pergunto a Deus: escute, amigo
Se foi pra desfazer, por que é que fez?
Mas não tem nada, não
Tenho o meu violão
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quarta-feira, maio 23, 2007
terça-feira, maio 22, 2007
segunda-feira, maio 14, 2007
segunda-feira, maio 07, 2007
music addiction
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