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domingo, novembro 29, 2009

terça-feira, fevereiro 03, 2009

portugal



nunca pensei que o google news fosse tão certeiro nos diagnósticos da actualidade nacional.

domingo, janeiro 18, 2009

quarta-feira, janeiro 14, 2009

sexta-feira, junho 13, 2008

d' a natureza do mal

Durante três dias, as estradas, em alguns pontos nevrálgicos do país, foram controlada por façanhudos que impediram a circulação de mercadorias. A polícia do Estado assistiu com benevolência. Habituada a dar porrada em trabalhadores fabris e estudantes faltava-lhe o cacete adequado e não actuou, nem seguramente recebeu ordens para tal. Agressões, atropelamentos mortais, destruição de bens, incêndios, foram consentidos com placidez. Enquanto os jagunços ocupavam a rua, o governo negociava com os representantes engravatados do sector. E repunha-lhes os lucros à custa dos restantes cidadãos, mais preocupados em encher os depósitos de carros e discutir o contrato de Scolari com o Chelsea.

Em plena crise a Galp aumentou o preço dos combustíveis. Mas não se ouviu nenhum grito de revolta, nem foi conhecida nenhuma acção responsável dirigida contra os distribuidores ou os produtores de petróleo.

A paralisação foi decidida, executada e dirigida por pequenos e médios patrões, com organização rudimentar. Os aparelhos sindicais clássicos que tinham mobilizado 200.000 pessoas na semana anterior assistiram, como o resto do país, ao espectáculo. Dos aparelhos sindicais neo-clássicos ninguém espera verdadeiramente nada.

Os partidos parlamentares estiveram a comemorar o dia não-se-sabe bem de quê. Os partidos de esquerda parlamentar fizeram declarações pavlovianas sobre a gaffe pavloviana do Presidente. A líder da oposição, economista de obra conhecida, esteve calada.

Os teóricos da alterglobalização fizeram ponte.

O Dr. Vital Moreira escreveu um artigo em louvor da economia de mercado regulada pelo Eng.ºSócrates e o dr. Loureiro fez um negócio milionário com peixe congelado no fim do prazo de validade.

Quando se esperava que os partidos explicassem aos eleitores a crise que encena os próximos episódios da civilização baseada no mercado, no individualismo e nos combustíveis fósseis, e apresentassem medidas para a dominar, houve futebol, história fedorenta, medalhas de metal sem valor em peitos sempre feitos e outros mais ingénuos.

Os jovens não acreditam na crise. Os jovens têm uma religião que tem como pilares os supermercados cheios de comida, o depósito de gasolina e os concertos de cerveja. A crise de Junho foi vivida como uma interrupção da festa, uma ressaca antes dos festivais de Verão.

Os mais velhos são jovens retardados. Como se vê nas reportagens do Europeu, os mais velhos olham para o lado antes de gritar, para ver como gritam os mais novos.

Os mais velhos dos mais velhos querem é que os deixem.

Os mais novos dos mais novos vão ser entregues aos pais biológicos.

Eu sei de um sítio com uma horta, água limpa, um falcão peneireiro nos céus. Não tenho é gasolina para lá chegar.
um país alienado e em crise, retratado pelo luís, n'a natureza do mal

sábado, maio 24, 2008

combustíveis, impostos e ganâncias

O Fernando diz que não tem vida para isto, mas ensina a fazer as continhas sobre os lucros das gasolineiras e as pressões sobre o governo para descer o ISP.
Seria caso para dizer que fossem roubar para a estrada, se não fosse já isso que andam a fazer.

sexta-feira, maio 23, 2008

nós não merecemos um governo tão bom


GOVERNO CUMPRE PROMESSA ...... e cria mais um dos 150 mil empregos prometidos.Num momento em que a situação financeira do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge é descrita como "paupérrima", a entidade pública decidiu contratar uma assessora de imagem por 50 mil euros.Em lugar do típico "pobrezinhos mas honestos", o Instituto optou por um "pobrezinhos mas com boa imagem". E de passagem contribui para manter Portugal como o país que apresenta maiores desigualdades sociais.

(WALDORF - no blogue dos marretas

Infelizmente, quem como eu teve a triste ideia de escolher uma profissão na área da saúde, sabe que esta é apenas a ponta do iceberg, um dos poucos casos a que o público tem acesso através da comunicação social. Todos os dias se poupa na razão de ser dos serviços de saúde - que são os doentes, para o caso de estarem esquecidos - para se gastar faraonicamente em acessores, gestores e obras de fachada (ou de fantochada).

terça-feira, maio 06, 2008

subscrevo

Tudo tem limites. Desta vez, foram excedidos.

Quem tem memória e idade para tal - como diz a Joana - recorda-se e envergonha-se que esta cena tenha sido possível