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quinta-feira, novembro 12, 2009

para sempre



se alguém disser que morreste, avançarei até à varanda do céu
escutarei a noite e recolherei o teu corpo da espuma dos planetas.
não deixarei que o teu rosto se dissolva nas minhas mãos,
insistirei no teu nome até que o mar ascenda à minha boca
e de luar em luar celebrarei o coração que fizeste meu, mudamente
porque o amor sobrevive às veias paradas do sangue.


adaptação de um poema de vasco gato, encontrado aqui


há um ano, por esta hora, estava a receber o pior telefonema da minha vida e inexplicavelmente soube-o assim que ouvi o toque do telemóvel. um ano, trezentos e sessenta e cinco dias. foi ontem. foi há uma eternidade.