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sábado, janeiro 02, 2010

infelizmente, o luís tem razão



Para modernizar a agenda eleitoral, Sócrates, o pior dos farsantes, prometeu o fim da discriminação heterosexual no casamento e convidou um intelectual para o espectáculo. Há sempre um intelectual pronto para morder o isco. Um intelectual ou um operário, no tempo em que havia classe operária. Dizia-se então que não tinham consciência de classe ou que a tinham em excesso, consoante o prisma. Os intelectuais aderiram. Era a sua janela de oportunidade. Como se o engenheiro do Fundão pudesse abrir janelas que não dessem para os pátios do costume: a esperteza, o negócio, a trapalhada, a conciliação sem princípios. Os gays prestaram-se à jogada do mestre beirão. Como as Isildas do costume e as sotainas de naftalina vieram a correr, houve almas distraídas que pensaram estar ali uma batalha ideológica, daquelas que une a esquerda, A Esquerda, esse guarda-chuva virtual que serve de abrigo a tanto malandro. Uma das revelações do ano foi ver a Unidade Simplex, com gente de bem a fazer a campanha do malandro e a perder a tramontana, como sucede nas acções prosélitas. Agora está tudo claro: os gays são iguais, mas diferentes. Para menos. Podem casar mas é-lhes vedada a adopção. Vão lá fazer as porcarias para longe das crianças. Fica assim consagrada a suspeição infamante de serem perigosos para o desenvolvimento da infância. É proibido votar outra coisa que não esta, decretou o chefe. Como se o esclarecimento se fizesse cedendo à ignorância e a justiça pactuasse com a discriminação. História triste. Uma lição para quem se mete com os capatazes da construção civil.

post d'a natureza do mal (bolds meus).

sexta-feira, dezembro 18, 2009

este é que deveria ser o tão propagandeado "superior interesse da criança"



nunca usei um título tão grande para um post com tão poucas palavras. aliás, as palavras que interessam, estão todas, bem resumidinhas, neste post d'a natureza do mal.

terça-feira, julho 28, 2009

narciso





roubado ao anterozóide

sábado, fevereiro 28, 2009

agnosia à esquerda




post (roubado por printscreen) do ciência ao natural. um blog altamente recomendado.

domingo, fevereiro 15, 2009

marx


"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"

Karl Marx, in Das Kapital, 1867

lido aqui

terça-feira, janeiro 20, 2009

bye


jeremy nell


steve sack


pat bagley


bill schorr


mais aqui

domingo, janeiro 18, 2009

quarta-feira, janeiro 14, 2009

terça-feira, dezembro 23, 2008

muttley's corner # 5





por vezes, as melhores estratégias de marketing devem-se a rasgos de inspiração que surgem de onde menos se espera. o homem pode ter revelado não ter grande pontaria, mas a empresa beneficiária deveria não só empenhar-se a sério na sua defesa, como reconhecer-lhe o justo valor, quando chegar a hora de contabilizar os lucros.

domingo, novembro 30, 2008

o dinossauro


maria joão pires, no jugular


E que se aguardaria do PCP nestes dias de luta esperançosa? Abertura a novas formas de pensar talvez fosse de mais. Mas por que não a uma nova forma de falar? Não teriam tudo a ganhar em, ao menos, fingir que aprenderam algo com as últimas décadas, deixar de fazer de conta que se vive em 1950?Ao que parece, não. O discurso de hoje de Jerónimo de Sousa continua exclusivamente virado para os fiéis, evitando qualquer tentativa de sedução a apoiantes ou votantes que venham “de fora”. Já não sei bem se o bloco de Leste caiu por causa de uma ofensiva capitalista ou corroído pelas traições dos seus dirigentes dissolutos. Nem quero saber, francamente. Já nem me incomodam as referências ao regime aberrante da Coreia do Norte ou a menção à ditadura castrista como «exemplo revolucionário».Ignoro se tal alguma vez iria voltar a acontecer, mesmo sem ter ouvido este discurso; mas estou agora certo de que nunca, nunca mais votarei no PCP.
No meio da pesada névoa do jargão de Jerónimo, Albano & companhia, juncado de «contradições insanáveis» e atravancado de ruídos como o «carácter parasitário e decadente do capitalismo», já ninguém consegue mesmo ver o mundo lá fora.


luís raínha, no 5 dias

terça-feira, novembro 04, 2008

change


YES, WE CAN.
I hope so.

sexta-feira, setembro 12, 2008

o urso e o crustáceo

Este texto d'a natureza do mal seria digno de figurar aqui nos meus excertos do muttley's corner. Isso se não fosse bom de mais. Justifica-se, portanto, que vão lê-lo, na íntegra. E ver a foto, claro. Asseguro-vos que vale a pena.

sábado, junho 07, 2008

politicómetro



roubado ao womenage a trois

quarta-feira, maio 07, 2008

ainda sobre a democracia e a ignorância dos jovens

Não era muito jovem o nosso Presidente e orgulhava-se de não ler jornais. Não ia a debates, tratava a contestação à bastonada e quem lhe fazia frente era visto como força de bloqueio. Foi por isso com algum espanto que ouvi o seu lamento pela suposta descrença dos jovens na democracia. Que descanse Cavaco. Até ele teve de esperar pela idade madura para a compreender plenamente.
Os jovens sabem menos do que os seus pais sobre o 25 de Abril? É natural. Não o viveram. Quanto à democracia, o estudo encomendado pela Presidência não nos devia perturbar. Os jovens não se excitam com o voto. E quem os pode censurar? Não são os próprios governantes a repetir até à náusea que tudo é inevitável? Por causa da União Europeia, por causa do défice, por causa da globalização dos mercados, por causa do Leste e da China, por causa da competitividade… Se quem é eleito garante que não há alternativas como pode querer que os jovens eleitores percebam o valor da escolha? Que se identifiquem com a esquerda ou com a direita quando isso é irrelevante na hora de governar? São práticos os nossos jovens; as distinções ideológicas só valem alguma coisa se tiverem tradução prática. E são lúcidos: o voto é o mínimo dos mínimos em qualquer democracia. Mas não lhes chega. Parece que assinam petições e boicotam produtos. Bom sinal. Acreditam que a democracia é uma coisa que se usa todos os dias. Se assim for, perceberam, apesar de tudo, o essencial do 25 de Abril.
Daniel Oliveira

terça-feira, maio 06, 2008

subscrevo

Tudo tem limites. Desta vez, foram excedidos.

Quem tem memória e idade para tal - como diz a Joana - recorda-se e envergonha-se que esta cena tenha sido possível

sábado, abril 19, 2008

prioridades



Mike Ramirez, Pulitzer Prize Winner, 2008

mais cartoons aqui