quarta-feira, julho 29, 2009

post-it






hoje é dia de ligar a televisão. dexter, às 22h40, na rtp2

terça-feira, julho 28, 2009

narciso





roubado ao anterozóide

sexta-feira, julho 24, 2009

play it again, sam # 7





morphine - the night

wishful thinking





self-cleaning house

quinta-feira, julho 23, 2009

dedicatória





à humanidade menos muito poucos.

quarta-feira, julho 08, 2009

ler os outros



este texto do joão gaspar é tão bom, que não (me) basta partilhá-lo no google reader e nos links da coluna ali em baixo à direita. aqui fica, portanto:


bebo cerveja com a espuma dos dias. procuro em vão o exílio. encontro apenas mais da mesma solidão. durmo há anos nos braços da solidão. velha amiga, companheira. das horas más e das ainda piores. a solidão aparece independentemente (ou talvez por causa) das pessoas. já fiz amor com a solidão no meio de multidões. a solidão é fácil. demasiado fácil. mas agora procuro um exílio que não encontro. o exílio é longe. demasiado longe. o exílio requer que os outros desapareçam. mas os outros estão sempre lá. demasiados outros. demasiado lá. e lá é demasiado perto de cá. procuro como quem foge sem saber onde acaba o mapa. procuro o exílio longe de tudo, procuro o exílio no quarto mais escuro da noite, procuro o exílio debaixo da cama (onde só encontro as pantufas e o cotão jaz empalhado, ao estilo das pradarias do velho oeste onde mandava o terrence hill). mas o exílio não aparece. ou vai-se tornando infrutífero com o passar das horas e das pessoas. e não cumpre a função para a qual havia sido destinado. dar abrigo, ser um ponto de fuga para a fotografia de um cadáver pouco adiado. regresso do exílio sem nunca lá ter estado. em mau estado, como sempre. sonhei com o exílio mas esqueci o sonho ainda antes de adormecer. quis ser um exilado a lado comigo próprio. ou mesmo comigo outro. quis ser um refugiado de guerra interior e só encontrei esta paz podre. um armistício assinado por analfabetos. estive vai não vai para lá ir. não fui. mas vou indo. de metáfora merdosa em metáfora merdosa até à sinédoque final. em que o todo pela parte se parte todo. todo fodido. dividido. resto zero. o tetrahidrocanabinol e o tom waits lá vão fazendo o que têm a fazer. o único exílio possível (provável) é a morte. o sartre, por pura teimosia, ainda acha que o inferno são os outros. não são. o inferno somos nós. então e os outros? puta que os pariu.


flautas paleolíticas





fabricadas em osso de abutre e em marfim, as flautas descobertas em hohe fels (na alemanha) por investigadores da universidade de tubingen, demonstram que música, nas sociedades humanas, desempenha um papel relevante desde há cerca de 35.000 anos.

aqui

(via peão)

naturalmente



«Two male penguins at a zoo in Bremerhaven, Germany -- who have been a pair for years -- have hatched and raised an abandoned chick as their own.» - Spiegel Online








terça-feira, julho 07, 2009

espalhem a notícia



persépolis 2.0



é um trabalho de dois autores de origem iraniana - Payman e Sina - baseado na obra de Marjane Satrapi. a BD pode ser vista aqui, sendo também possível o download em formato PDF.


visto no vórtex

no ouvido # 5



and now, for something completely different...





pj harvey & john parish - black hearted love

no ouvido # 4





shadows - au revoir simone

no ouvido # 3





wilco & feist

no ouvido # 2






rodrigo leão e stuart staples

no ouvido





sábado, julho 04, 2009

coisas realmente importantes





partilhado pelo mr. steed, no facebook

woodstock



radio woodstock, para ouvir online, no site da rtp

via maria henriques, no facebook


não perder a galeria de imagens da revista life

lost in translation




A Luz em Agosto - William Faulkner - Colecção Novis Biblioteca Visão

detesto terminar um livro com a sensação que perdi grande parte das subtilezas da narrativa por culpa de uma tradução incompetente.


sexta-feira, junho 12, 2009

of mice and men





clube de leitura





sábado, junho 06, 2009

música para um dia cinzento





roubado à m.m.botelho

(via facebook)

quarta-feira, maio 13, 2009

the power of poetry





wishful thinking.

segunda-feira, maio 04, 2009

o último amigo



enquanto todos reagem à notícia da morte de vasco granja sublinhando o seu papel de agente cultural na divulgação de cartoons, desenho animado e banda desenhada em portugal, eu guardo dele uma recordação invulgar, pessoal e terna. mais do que o homem que animou a minha infância, entrando na minha casa pelo ecrã da tv, vasco granja acabou por ser aquele que encaro como o último amigo da minha mãe. foi em maio do ano passado que ambos se cruzaram numa instituição de saúde dedicada a cuidados geriátricos. desde o primeiro olhar que os vi trocar, tornou-se evidente a empatia mútua e durante todo o tempo que durou o internamento conjunto criaram um elo de ligação que me levava, quase invariavelmente, a encontrá-los juntos nas horas de visita. é por isso que, por mais que tente focar a memória e enquadrá-lo numa televisão a preto e branco, logo se sobrepõem outras recordações mais recentes, mais intensas, que se lhe sobrepõem e esbatem a imagem antiga. lembro-lhe o sorriso e o brilho dos olhos azuis, as tentativas de diálogo com a minha mãe, já incapaz de uma conversa inteligível, a delicadeza dos gestos cavalheirescos que tinha para com ela e que certamente a encantaram. ela, reservada, mas sempre vaidosa e coquette até ao fim dos seus dias, creio que chegava a flirtar um pouco com ele. esta situação, simultaneamente descarada e inocente, tão semelhante apesar de tão nos antípodas dos "namoros" das crianças pequenas, quase chegou ao ponto de fomentar algumas inquietações ao meu pai, não fosse eu - enternecida e divertida - deitar água na fervura do ciúme em que ele ardia.
ela tinha 80 anos quando nos deixou, em novembro. ele, segundo li na notícia, tinha 83. muitas vezes me perguntei o que seria feito dele. hoje soube. não falarei agora da perda cultural que foi para o país, embora me doa e enfureça a cretinice sem nome de a televisão pública ter destruído o arquivo histórico dos seus programas. mas não foi essa perda de que todos falam - e que também me é comum - que me fez saltar as lágrimas mal li o anúncio da sua morte. foi a recordação da minha mãe com a cabeça encostada no seu ombro. por ela, falei apenas do seu último amigo, do último homem que a fez sentir e agir como a mulher que sempre conheci.

à família do vasco, se calhar a ler-me, um abraço da filha da gisela.


sábado, abril 25, 2009

recordar abril


mais fotos, vídeos, entrevistas, comentários

no site do parlamento global (via twitter)

35 fotos de abril


seleccionadas por alfredo cunha, no site do jn (via twitter)

otelo


entrevista na rtpn a otelo, para ouvir aqui

salgueiro maia


clips de vídeo de excertos de entrevista a salgueiro maia, no centro de documentação 25 abril / universidade de Coimbra.

(via twitter)

sexta-feira, abril 24, 2009

35 anos


recordar o 25 de Abril de 1974, minuto a minuto, aqui (mais informações neste blog)

sábado, abril 18, 2009

o vazio, o nada


Não há inferno nem paraíso, não há Deus, ninguém te observa, ninguém te vigia, ninguém quer castigar-te ou perdoar-te! Depois da morte cairás no fundo do nada, como no fundo do mar escuro, donde já não poderás emergir. Vais afogar-te no vazio silencioso, um vazio donde nunca mais se volta. O teu corpo vai apodrecer na terra fria, a terra vai encher o teu crânio e a tua boca como vasos de flores, a carne vai separar-se dos ossos, vai esborar-se como estrume seco, o teu esqueleto vai esmigalhar-se como carvão, vai desfazer-se em pó, entrarás nesse pântano repugnante onde o teu corpo se decomporá completamente, até ao último cabelo, e nem sequer tens o direito de esperar um regresso, vais desaparecer sozinha no lodo glacial e implacável do nada...


A casa do silêncio - Orhan Pamuk


quarta-feira, abril 15, 2009

quinta-feira, março 19, 2009

aqueduto




“When the Romans weren’t busy conquering their enemies, they loved to waste massive quantities of water, which gurgled and bubbled throughout their cities. The engineers of the empire invented standardized lead pipes, aqueducts as high as fortresses, and water mains with 15 bars (217 pounds per square inch) of pressure.

“In the capital alone there were thousands of fountains, drinking troughs and thermal baths. Rich senators refreshed themselves in private pools and decorated their gardens with cooling grottos. The result was a record daily consumption of over 500 liters of water per capita (Germans today use around 125 liters).

In the former Roman province of Syria (located in modern day Jordan), researchers are currently studying a sensational canal system. It extends mostly underground over a distance of 106 kilometers (66 miles)….The longest previously known underground water channel of the antique world — in Bologna — is only 19 kilometers long.”



quarta-feira, março 18, 2009

mr. magoo

see you later, alligator


ninguém me tira da cabeça que isto é uma campanha publicitária da lacoste.




segunda-feira, março 16, 2009

wishlist # 9

revivendo o passado

O passado é um imenso pedregal que muitos gostariam de percorrer como se de uma auto-estrada se tratasse, enquanto outros, pacientemente, vão de pedra em pedra, e as levantam, porque precisam de saber o que há por baixo delas.

a viagem do elefante - josé saramago



calha esta citação de vir a propósito das reflexões da maria correia, no olivesaria.

para todos nós, os da geração desencantada, da inocência perdida, a banda sonora que falta no post do olivesaria, no final de um filme memorável que - não por acaso - é o nome deste blog:





respirando o mesmo ar

sábado, março 14, 2009

sexta-feira, março 13, 2009

sublinhados


a vida ri-se das previsões e põe palavras onde imaginámos silêncios, e súbitos regressos quando pensámos que não voltaríamos a encontrar-nos.

a viagem do elefante - josé saramago


terça-feira, março 10, 2009

marcha contra o optimismo


1.
Leio numa caixa de comentários de um blogue amigo: «As pedras são degraus de outros caminhos...». Nunca fui muito com este género de filosofia. Pedras são pedras em qualquer parte. Não acredito que exista alguém que goste de caminhar por um caminho cheio de pedras. Podem ser muito optimistas e mais tarde pensar que são «degraus de outros caminhos...». Mas enquanto percorrem o caminho duvido que não pensem: «Ora aqui está uma boa merda!».

2.
Não foi necessário ler Cândido de Voltaire para saber que sou pessimista. O optimismo nunca me atraiu. Sempre o considerei sem sal. E vendo bem as coisas é. Por exemplo: a chamada grande literatura é, toda ela, pessimista. Onde é que existe optimismo nos livros de Kafka, Dostoievski, Céline, Mishima, Hemingway, Faulkner, Cossery? Não me lembro. O mundo é irremediavelmente absurdo e está irremediavelmente condenado. E a esperança? A esperança é outra conversa. Talvez um dia fale aqui sobre ela. Mas não associo esperança a optimismo. Um pessimista pode ter esperança. É possível. Só que a esperança não o cega. Por outras palavras: um pessimista é alguém que tem os olhos bem abertos.

3.
Os pessimistas são sempre mais criticados do que os optimistas. Se alguém chama a atenção para possíveis obstáculos na vida, há logo alguém que exclama: «Ai! És tão pessimista!». Mas o contrário não se verifica. Ninguém diz: «Ai! És tão optimista!». Ou: «Lá vens tu com o teu optimismo!». Os pessimistas são, muitas vezes, discriminados. São acusados de ver obstáculos em tudo, quando na realidade isso (o facto de ver obstáculos) só traz vantagens: os pessimistas são mais rápidos a desviarem-se deles. Os optimistas não. Tropeçam, caem, lamentam-se, depois vão ler Paulo Coelho e esperam, com isso, aprender a "caminhar".


junto-me ao manuel a. domingos na sua marcha contra o optimismo.


sexta-feira, março 06, 2009

quinta-feira, março 05, 2009

transfusão


blood makes noise

o blog ciência ao natural, vai direitinho para a barra dos links, tão depressa quanto a minha preguiça o permitir.


good idea



terça-feira, março 03, 2009

rua da lapa, 16-18

o que é o tempo, afinal?



a história do sr. oliveira e da loja que tem 120 anos.

vale a pena passar por .

via twitter da memória virtual