terça-feira, julho 07, 2009
espalhem a notícia
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no ouvido # 5
and now, for something completely different...
pj harvey & john parish - black hearted love
sábado, julho 04, 2009
woodstock

radio woodstock, para ouvir online, no site da rtp
via maria henriques, no facebook
não perder a galeria de imagens da revista life
sexta-feira, junho 12, 2009
sábado, junho 06, 2009
quarta-feira, maio 13, 2009
segunda-feira, maio 04, 2009
o último amigo
enquanto todos reagem à notícia da morte de vasco granja sublinhando o seu papel de agente cultural na divulgação de cartoons, desenho animado e banda desenhada em portugal, eu guardo dele uma recordação invulgar, pessoal e terna. mais do que o homem que animou a minha infância, entrando na minha casa pelo ecrã da tv, vasco granja acabou por ser aquele que encaro como o último amigo da minha mãe. foi em maio do ano passado que ambos se cruzaram numa instituição de saúde dedicada a cuidados geriátricos. desde o primeiro olhar que os vi trocar, tornou-se evidente a empatia mútua e durante todo o tempo que durou o internamento conjunto criaram um elo de ligação que me levava, quase invariavelmente, a encontrá-los juntos nas horas de visita. é por isso que, por mais que tente focar a memória e enquadrá-lo numa televisão a preto e branco, logo se sobrepõem outras recordações mais recentes, mais intensas, que se lhe sobrepõem e esbatem a imagem antiga. lembro-lhe o sorriso e o brilho dos olhos azuis, as tentativas de diálogo com a minha mãe, já incapaz de uma conversa inteligível, a delicadeza dos gestos cavalheirescos que tinha para com ela e que certamente a encantaram. ela, reservada, mas sempre vaidosa e coquette até ao fim dos seus dias, creio que chegava a flirtar um pouco com ele. esta situação, simultaneamente descarada e inocente, tão semelhante apesar de tão nos antípodas dos "namoros" das crianças pequenas, quase chegou ao ponto de fomentar algumas inquietações ao meu pai, não fosse eu - enternecida e divertida - deitar água na fervura do ciúme em que ele ardia.
ela tinha 80 anos quando nos deixou, em novembro. ele, segundo li na notícia, tinha 83. muitas vezes me perguntei o que seria feito dele. hoje soube. não falarei agora da perda cultural que foi para o país, embora me doa e enfureça a cretinice sem nome de a televisão pública ter destruído o arquivo histórico dos seus programas. mas não foi essa perda de que todos falam - e que também me é comum - que me fez saltar as lágrimas mal li o anúncio da sua morte. foi a recordação da minha mãe com a cabeça encostada no seu ombro. por ela, falei apenas do seu último amigo, do último homem que a fez sentir e agir como a mulher que sempre conheci.
à família do vasco, se calhar a ler-me, um abraço da filha da gisela.
ela tinha 80 anos quando nos deixou, em novembro. ele, segundo li na notícia, tinha 83. muitas vezes me perguntei o que seria feito dele. hoje soube. não falarei agora da perda cultural que foi para o país, embora me doa e enfureça a cretinice sem nome de a televisão pública ter destruído o arquivo histórico dos seus programas. mas não foi essa perda de que todos falam - e que também me é comum - que me fez saltar as lágrimas mal li o anúncio da sua morte. foi a recordação da minha mãe com a cabeça encostada no seu ombro. por ela, falei apenas do seu último amigo, do último homem que a fez sentir e agir como a mulher que sempre conheci.
à família do vasco, se calhar a ler-me, um abraço da filha da gisela.
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sexta-feira, maio 01, 2009
quarta-feira, abril 29, 2009
sábado, abril 25, 2009
salgueiro maia
clips de vídeo de excertos de entrevista a salgueiro maia, no centro de documentação 25 abril / universidade de Coimbra.
(via twitter)
sexta-feira, abril 24, 2009
sábado, abril 18, 2009
o vazio, o nada
Não há inferno nem paraíso, não há Deus, ninguém te observa, ninguém te vigia, ninguém quer castigar-te ou perdoar-te! Depois da morte cairás no fundo do nada, como no fundo do mar escuro, donde já não poderás emergir. Vais afogar-te no vazio silencioso, um vazio donde nunca mais se volta. O teu corpo vai apodrecer na terra fria, a terra vai encher o teu crânio e a tua boca como vasos de flores, a carne vai separar-se dos ossos, vai esborar-se como estrume seco, o teu esqueleto vai esmigalhar-se como carvão, vai desfazer-se em pó, entrarás nesse pântano repugnante onde o teu corpo se decomporá completamente, até ao último cabelo, e nem sequer tens o direito de esperar um regresso, vais desaparecer sozinha no lodo glacial e implacável do nada...
A casa do silêncio - Orhan Pamuk
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quarta-feira, abril 15, 2009
terça-feira, março 31, 2009
quinta-feira, março 19, 2009
aqueduto

“When the Romans weren’t busy conquering their enemies, they loved to waste massive quantities of water, which gurgled and bubbled throughout their cities. The engineers of the empire invented standardized lead pipes, aqueducts as high as fortresses, and water mains with 15 bars (217 pounds per square inch) of pressure.
“In the capital alone there were thousands of fountains, drinking troughs and thermal baths. Rich senators refreshed themselves in private pools and decorated their gardens with cooling grottos. The result was a record daily consumption of over 500 liters of water per capita (Germans today use around 125 liters).
“In the former Roman province of Syria (located in modern day Jordan), researchers are currently studying a sensational canal system. It extends mostly underground over a distance of 106 kilometers (66 miles)….The longest previously known underground water channel of the antique world — in Bologna — is only 19 kilometers long.”
aqui , via twitter JAF
quarta-feira, março 18, 2009
segunda-feira, março 16, 2009
revivendo o passado
O passado é um imenso pedregal que muitos gostariam de percorrer como se de uma auto-estrada se tratasse, enquanto outros, pacientemente, vão de pedra em pedra, e as levantam, porque precisam de saber o que há por baixo delas.
a viagem do elefante - josé saramago
calha esta citação de vir a propósito das reflexões da maria correia, no olivesaria.
para todos nós, os da geração desencantada, da inocência perdida, a banda sonora que falta no post do olivesaria, no final de um filme memorável que - não por acaso - é o nome deste blog:
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domingo, março 15, 2009
sábado, março 14, 2009
sexta-feira, março 13, 2009
sublinhados
a vida ri-se das previsões e põe palavras onde imaginámos silêncios, e súbitos regressos quando pensámos que não voltaríamos a encontrar-nos.
a viagem do elefante - josé saramago
terça-feira, março 10, 2009
marcha contra o optimismo
1.
Leio numa caixa de comentários de um blogue amigo: «As pedras são degraus de outros caminhos...». Nunca fui muito com este género de filosofia. Pedras são pedras em qualquer parte. Não acredito que exista alguém que goste de caminhar por um caminho cheio de pedras. Podem ser muito optimistas e mais tarde pensar que são «degraus de outros caminhos...». Mas enquanto percorrem o caminho duvido que não pensem: «Ora aqui está uma boa merda!».
2.
Não foi necessário ler Cândido de Voltaire para saber que sou pessimista. O optimismo nunca me atraiu. Sempre o considerei sem sal. E vendo bem as coisas é. Por exemplo: a chamada grande literatura é, toda ela, pessimista. Onde é que existe optimismo nos livros de Kafka, Dostoievski, Céline, Mishima, Hemingway, Faulkner, Cossery? Não me lembro. O mundo é irremediavelmente absurdo e está irremediavelmente condenado. E a esperança? A esperança é outra conversa. Talvez um dia fale aqui sobre ela. Mas não associo esperança a optimismo. Um pessimista pode ter esperança. É possível. Só que a esperança não o cega. Por outras palavras: um pessimista é alguém que tem os olhos bem abertos.
3.
Os pessimistas são sempre mais criticados do que os optimistas. Se alguém chama a atenção para possíveis obstáculos na vida, há logo alguém que exclama: «Ai! És tão pessimista!». Mas o contrário não se verifica. Ninguém diz: «Ai! És tão optimista!». Ou: «Lá vens tu com o teu optimismo!». Os pessimistas são, muitas vezes, discriminados. São acusados de ver obstáculos em tudo, quando na realidade isso (o facto de ver obstáculos) só traz vantagens: os pessimistas são mais rápidos a desviarem-se deles. Os optimistas não. Tropeçam, caem, lamentam-se, depois vão ler Paulo Coelho e esperam, com isso, aprender a "caminhar".
junto-me ao manuel a. domingos na sua marcha contra o optimismo.
Leio numa caixa de comentários de um blogue amigo: «As pedras são degraus de outros caminhos...». Nunca fui muito com este género de filosofia. Pedras são pedras em qualquer parte. Não acredito que exista alguém que goste de caminhar por um caminho cheio de pedras. Podem ser muito optimistas e mais tarde pensar que são «degraus de outros caminhos...». Mas enquanto percorrem o caminho duvido que não pensem: «Ora aqui está uma boa merda!».
2.
Não foi necessário ler Cândido de Voltaire para saber que sou pessimista. O optimismo nunca me atraiu. Sempre o considerei sem sal. E vendo bem as coisas é. Por exemplo: a chamada grande literatura é, toda ela, pessimista. Onde é que existe optimismo nos livros de Kafka, Dostoievski, Céline, Mishima, Hemingway, Faulkner, Cossery? Não me lembro. O mundo é irremediavelmente absurdo e está irremediavelmente condenado. E a esperança? A esperança é outra conversa. Talvez um dia fale aqui sobre ela. Mas não associo esperança a optimismo. Um pessimista pode ter esperança. É possível. Só que a esperança não o cega. Por outras palavras: um pessimista é alguém que tem os olhos bem abertos.
3.
Os pessimistas são sempre mais criticados do que os optimistas. Se alguém chama a atenção para possíveis obstáculos na vida, há logo alguém que exclama: «Ai! És tão pessimista!». Mas o contrário não se verifica. Ninguém diz: «Ai! És tão optimista!». Ou: «Lá vens tu com o teu optimismo!». Os pessimistas são, muitas vezes, discriminados. São acusados de ver obstáculos em tudo, quando na realidade isso (o facto de ver obstáculos) só traz vantagens: os pessimistas são mais rápidos a desviarem-se deles. Os optimistas não. Tropeçam, caem, lamentam-se, depois vão ler Paulo Coelho e esperam, com isso, aprender a "caminhar".
junto-me ao manuel a. domingos na sua marcha contra o optimismo.
sábado, março 07, 2009
sexta-feira, março 06, 2009
quinta-feira, março 05, 2009
transfusão
blood makes noise
o blog ciência ao natural, vai direitinho para a barra dos links, tão depressa quanto a minha preguiça o permitir.
terça-feira, março 03, 2009
rua da lapa, 16-18
o que é o tempo, afinal?

a história do sr. oliveira e da loja que tem 120 anos.
vale a pena passar por lá.
via twitter da memória virtual
a história do sr. oliveira e da loja que tem 120 anos.
vale a pena passar por lá.
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sábado, fevereiro 28, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
perspectivas
no Twitter actual um gajo navega como uma bola enfiada dentro de uma daquelas antigas mesas de flipper a ziguezaguear de um extremo ao outro do sistema até finalmente o cérebro fazer «tilt» com tanta informação
do post do bitaites
versus
a entrevista do paulo querido
terça-feira, fevereiro 24, 2009
sábado, fevereiro 21, 2009
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
that leaving feeling
I get that leaving feeling
This time it's here to stay
I've been weighing up the pulling
And pushing me away
The past is so heavy
But it's something I can't leave
And this future is so certain
It just pushes me to my knees
Is that your heart talking
Or just that befuddled mind
The people that you love
They change when you leave them behind
But this rope that is pulling
Is whittled down to a thread
And if I don't start climbing
Pretty soon it'll be over my head
We all have dreams of leaving
We all want to make a new start
Go and pack a little suitcase
With the pieces of our hearts
All those worries and those sorrows
We can just toss them away
Buy a coffee and a paper
And those step on to a train
But I've been too long wandering
Limping around this town
With everything that's pulling me
Is pulling me further down
Go make all your excuses
Go say all you goodbyes
But take a look in the mirror
It's the hardest one you'll ever find
All those worries and those sorrows
You can just toss them away
Go find a new tomorrow
And forget about your yesterdays
So go and pat your kids
And kiss your dog goodbye
Leave your keys on the nail
With the sadness that's in your eyes
Maybe tomorrow, today looks like it's bringing rain
And I'll leave everything in order
I don't want nothing standing in my way
There are jobs that need tending
And the logs that are waiting to stack
And I'll leave everything in order
I don't want nothing that's going to hold me back
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segunda-feira, fevereiro 16, 2009
o computador ao alcance de todos

uma delícia, esta capa da revista vida mundial de há 40 anos. vale a pena ler a história no certamente!
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