sábado, abril 25, 2009

recordar abril


mais fotos, vídeos, entrevistas, comentários

no site do parlamento global (via twitter)

35 fotos de abril


seleccionadas por alfredo cunha, no site do jn (via twitter)

otelo


entrevista na rtpn a otelo, para ouvir aqui

salgueiro maia


clips de vídeo de excertos de entrevista a salgueiro maia, no centro de documentação 25 abril / universidade de Coimbra.

(via twitter)

sexta-feira, abril 24, 2009

35 anos


recordar o 25 de Abril de 1974, minuto a minuto, aqui (mais informações neste blog)

sábado, abril 18, 2009

o vazio, o nada


Não há inferno nem paraíso, não há Deus, ninguém te observa, ninguém te vigia, ninguém quer castigar-te ou perdoar-te! Depois da morte cairás no fundo do nada, como no fundo do mar escuro, donde já não poderás emergir. Vais afogar-te no vazio silencioso, um vazio donde nunca mais se volta. O teu corpo vai apodrecer na terra fria, a terra vai encher o teu crânio e a tua boca como vasos de flores, a carne vai separar-se dos ossos, vai esborar-se como estrume seco, o teu esqueleto vai esmigalhar-se como carvão, vai desfazer-se em pó, entrarás nesse pântano repugnante onde o teu corpo se decomporá completamente, até ao último cabelo, e nem sequer tens o direito de esperar um regresso, vais desaparecer sozinha no lodo glacial e implacável do nada...


A casa do silêncio - Orhan Pamuk


quarta-feira, abril 15, 2009

quinta-feira, março 19, 2009

aqueduto




“When the Romans weren’t busy conquering their enemies, they loved to waste massive quantities of water, which gurgled and bubbled throughout their cities. The engineers of the empire invented standardized lead pipes, aqueducts as high as fortresses, and water mains with 15 bars (217 pounds per square inch) of pressure.

“In the capital alone there were thousands of fountains, drinking troughs and thermal baths. Rich senators refreshed themselves in private pools and decorated their gardens with cooling grottos. The result was a record daily consumption of over 500 liters of water per capita (Germans today use around 125 liters).

In the former Roman province of Syria (located in modern day Jordan), researchers are currently studying a sensational canal system. It extends mostly underground over a distance of 106 kilometers (66 miles)….The longest previously known underground water channel of the antique world — in Bologna — is only 19 kilometers long.”



quarta-feira, março 18, 2009

mr. magoo

see you later, alligator


ninguém me tira da cabeça que isto é uma campanha publicitária da lacoste.




segunda-feira, março 16, 2009

wishlist # 9

revivendo o passado

O passado é um imenso pedregal que muitos gostariam de percorrer como se de uma auto-estrada se tratasse, enquanto outros, pacientemente, vão de pedra em pedra, e as levantam, porque precisam de saber o que há por baixo delas.

a viagem do elefante - josé saramago



calha esta citação de vir a propósito das reflexões da maria correia, no olivesaria.

para todos nós, os da geração desencantada, da inocência perdida, a banda sonora que falta no post do olivesaria, no final de um filme memorável que - não por acaso - é o nome deste blog:





respirando o mesmo ar

sábado, março 14, 2009

sexta-feira, março 13, 2009

sublinhados


a vida ri-se das previsões e põe palavras onde imaginámos silêncios, e súbitos regressos quando pensámos que não voltaríamos a encontrar-nos.

a viagem do elefante - josé saramago


terça-feira, março 10, 2009

marcha contra o optimismo


1.
Leio numa caixa de comentários de um blogue amigo: «As pedras são degraus de outros caminhos...». Nunca fui muito com este género de filosofia. Pedras são pedras em qualquer parte. Não acredito que exista alguém que goste de caminhar por um caminho cheio de pedras. Podem ser muito optimistas e mais tarde pensar que são «degraus de outros caminhos...». Mas enquanto percorrem o caminho duvido que não pensem: «Ora aqui está uma boa merda!».

2.
Não foi necessário ler Cândido de Voltaire para saber que sou pessimista. O optimismo nunca me atraiu. Sempre o considerei sem sal. E vendo bem as coisas é. Por exemplo: a chamada grande literatura é, toda ela, pessimista. Onde é que existe optimismo nos livros de Kafka, Dostoievski, Céline, Mishima, Hemingway, Faulkner, Cossery? Não me lembro. O mundo é irremediavelmente absurdo e está irremediavelmente condenado. E a esperança? A esperança é outra conversa. Talvez um dia fale aqui sobre ela. Mas não associo esperança a optimismo. Um pessimista pode ter esperança. É possível. Só que a esperança não o cega. Por outras palavras: um pessimista é alguém que tem os olhos bem abertos.

3.
Os pessimistas são sempre mais criticados do que os optimistas. Se alguém chama a atenção para possíveis obstáculos na vida, há logo alguém que exclama: «Ai! És tão pessimista!». Mas o contrário não se verifica. Ninguém diz: «Ai! És tão optimista!». Ou: «Lá vens tu com o teu optimismo!». Os pessimistas são, muitas vezes, discriminados. São acusados de ver obstáculos em tudo, quando na realidade isso (o facto de ver obstáculos) só traz vantagens: os pessimistas são mais rápidos a desviarem-se deles. Os optimistas não. Tropeçam, caem, lamentam-se, depois vão ler Paulo Coelho e esperam, com isso, aprender a "caminhar".


junto-me ao manuel a. domingos na sua marcha contra o optimismo.


sexta-feira, março 06, 2009

quinta-feira, março 05, 2009

transfusão


blood makes noise

o blog ciência ao natural, vai direitinho para a barra dos links, tão depressa quanto a minha preguiça o permitir.


good idea



terça-feira, março 03, 2009

rua da lapa, 16-18

o que é o tempo, afinal?



a história do sr. oliveira e da loja que tem 120 anos.

vale a pena passar por .

via twitter da memória virtual

muttley's corner # 8



Noticia o JN que está marcado para o dia 20 de Abril, no Tribunal da Maia, o julgamento de um homem que, em 2007, terá arrombado um galinheiro e furtado duas galinhas no valor de 50 euros.

A Justiça tarda, mas chega. O criminoso andou mal e merece justa punição, quer pela mediocridade de fins quer pela ruralidade de meios. Gente como ele, que pilha galinhas em vez de fundar um banco e pilhar as contas dos depositantes, ou como aquela septuagenária que não pagou uma pasta de dentes num supermercado em vez de pedir uns milhões à Caixa, comprar o supermercado na bolsa e igualmente não o pagar, vendendo-o depois à Caixa através de um "offshore" pelo dobro do preço (ou vendendo-lho mesmo antes de o ter comprado), não tem lugar no Portugal moderno e empreendedor. Ainda por cima, deixou-se apanhar. Se calhar, até confessou, em vez de invocar lapsos de memória. E aposto que nem se lembrou de se divorciar antes de ser preso, pondo os 50 euros a salvo na partilha de bens. Não queria estar na pele do seu advogado, não há Código de Processo Penal que valha a um caso destes. É condenação mais que certa.


manuel antónio pina (no JN)

sem palavras

sábado, fevereiro 28, 2009

agnosia à esquerda




post (roubado por printscreen) do ciência ao natural. um blog altamente recomendado.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

perspectivas



no Twitter actual um gajo navega como uma bola enfiada dentro de uma daquelas antigas mesas de flipper a ziguezaguear de um extremo ao outro do sistema até finalmente o cérebro fazer «tilt» com tanta informação

do post do bitaites


versus


a entrevista do paulo querido




sexta-feira, fevereiro 20, 2009

that leaving feeling


I get that leaving feeling
This time it's here to stay
I've been weighing up the pulling
And pushing me away
The past is so heavy
But it's something I can't leave
And this future is so certain
It just pushes me to my knees

Is that your heart talking
Or just that befuddled mind
The people that you love
They change when you leave them behind

But this rope that is pulling
Is whittled down to a thread
And if I don't start climbing
Pretty soon it'll be over my head

We all have dreams of leaving
We all want to make a new start
Go and pack a little suitcase
With the pieces of our hearts
All those worries and those sorrows
We can just toss them away
Buy a coffee and a paper
And those step on to a train

But I've been too long wandering
Limping around this town
With everything that's pulling me
Is pulling me further down

Go make all your excuses
Go say all you goodbyes
But take a look in the mirror
It's the hardest one you'll ever find
All those worries and those sorrows
You can just toss them away
Go find a new tomorrow
And forget about your yesterdays
So go and pat your kids
And kiss your dog goodbye
Leave your keys on the nail
With the sadness that's in your eyes

Maybe tomorrow, today looks like it's bringing rain
And I'll leave everything in order
I don't want nothing standing in my way
There are jobs that need tending
And the logs that are waiting to stack
And I'll leave everything in order
I don't want nothing that's going to hold me back





segunda-feira, fevereiro 16, 2009

o computador ao alcance de todos



uma delícia, esta capa da revista vida mundial de há 40 anos. vale a pena ler a história no certamente!

via twitter

uma questão de escolhas

verdes anos







o paulo querido lembrou o aniversário do nascimento de carlos paredes.


também quero!

domingo, fevereiro 15, 2009

marx


"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"

Karl Marx, in Das Kapital, 1867

lido aqui

sábado, fevereiro 14, 2009

behind the curtain


a joana desafiou-me a entrar numa corrente blogosférica. são seis, as características que devo revelar a meu respeito.


1) estar a responder a este desafio por detrás de um écran, ajuda muito. dizer que sou tímida e pouco comunicativa são eufemismos para designar o verdadeiro bicho-do-mato que vai tentando combater - mais ou menos eficazmente - a fobia social que remonta a episódios caricatos da infância (já anteriormente relatados).

2) sou viciada em informação. livros, blogues, feed reader's, fóruns, twitter...tudo o que vier à rede é peixe e, se pudesse, passava o dia inteiro a ler.

3) odeio o inverno, a chuva e o frio. os dias cinzentos deprimem-me seriamente e preciso de sol e luz para ter vontade de saír da cama. (ok, confesso que nos dias de sol, o que gosto mesmo é de saír da cama directamente para uma espreguiçadeira)

4) ter tempo para as coisas que gosto é um privilégio a que dou importância crescente.

5) tenho muito mau-feitio e é preciso pouco para me fazer perder a calma. há anos que tento convencer-me que é mais eficaz ser delicadamente embirrante, mas na maioria das vezes, acabo a levantar a voz e a mandar as pessoas...err...dar uma volta.

6) finalmente, acabei de confessar mesmo há pouco, que sou procrastinadora.


passo à scarlata, à menina-alice, à menina-limão, ao nick e à margarete. (perdoem-me)

(este post vai ser publicado em stéreo, aqui e no twitter)

leituras recomendadas

procrastinar

she

black hearts



jim dine

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

livro de cabeceira


Iñaki Echavarne, Bar Giardinetto, Rua Granada del Penedés, Barcelona, Julho de 1944. Durante um tempo a crítica acompanha a Obra, depois a crítica desvanece-se e são os Leitores quem a acompanha. A viagem pode ser longa ou curta. Depois os leitores morrem um por um e a Obra continua sozinha, se bem que a pouco e pouco outra Crítica e outros Leitores vão acompanhando a sua singradura. Depois a Crítica morre outra vez, e os Leitores morrem outra vez, e sobre essa esteira de ossos a Obra continua a sua viagem rumo à solidão. Aproximar-se dela, navegar no seu rasto, é sinal inequívoco de morte certa, mas outra Crítica e outros Leitores se lhe aproximam, incansáveis e implacáveis, e o tempo e a velocidade devoram-nos. Finalmente, a Obra viaja irremediavelmente sozinha na Imensidade. E um dia a Obra morre, como morrem todas as coisas, como se extinguirão o Sol e a Terra, o Sistema Solar e a Galáxia, e a mais recôndita memória dos homens. Tudo o que começa como comédia acaba como tragédia.

Os Detectives Selvagens - Roberto Bolaño


o hamburger


para quem - como eu - não seguiu o episódio em directo no twitter, aqui fica o link para o relato em diferido.

domingo, fevereiro 08, 2009

a p(h)oda das àrvores


lembram-se da erythrina que existia no páteo do tijolo, em frente ao palácio braamcamp, da qual falei aqui e aqui? afinal não desapareceu totalmente (ainda), mas foi selvaticamente podada. para poderem avaliar a extensão do desastre, reproduzo a página da time out desta semana (artigo não disponível online).



tecendo a teia # 2




sábado, fevereiro 07, 2009

tecendo a teia

twitter # 2



aqui



aqui

e para descobrir quem está no twitter, nada melhor do que isto

a arte de roubar



roubado aqui

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

por estas coisas simples

As coisas familiares.




A morte, o medo da doença, a família:

perigosa trilogia da minha vida,

moldada como poeira sobre o barro

dos outros. Os pulmões respondem,



sentes uma dor às vezes, a dor

que se estende do braço direito ao ombro

mais distante, o esquerdo, escutada

como um aviso, uma vontade de dormir.



Olhas então à tua volta: família,

casa, livros – teu único legado – e uma

varanda aberta para o sábado.

Por estas coisas simples sobrevives,



o caminho estreito abre-se sobre o mar,

os pulmões respondem, e o resto

do corpo acompanha a respiração,

cumprindo um dever de todos os dias,



percorrendo um mapa que vai do frio

à erosão, como uma ventania

de Inverno, uma soma de coisas

familiares, fantásticas, habituais.



francisco josé viegas

(aqui)