terça-feira, março 31, 2009
quinta-feira, março 19, 2009
aqueduto

“When the Romans weren’t busy conquering their enemies, they loved to waste massive quantities of water, which gurgled and bubbled throughout their cities. The engineers of the empire invented standardized lead pipes, aqueducts as high as fortresses, and water mains with 15 bars (217 pounds per square inch) of pressure.
“In the capital alone there were thousands of fountains, drinking troughs and thermal baths. Rich senators refreshed themselves in private pools and decorated their gardens with cooling grottos. The result was a record daily consumption of over 500 liters of water per capita (Germans today use around 125 liters).
“In the former Roman province of Syria (located in modern day Jordan), researchers are currently studying a sensational canal system. It extends mostly underground over a distance of 106 kilometers (66 miles)….The longest previously known underground water channel of the antique world — in Bologna — is only 19 kilometers long.”
aqui , via twitter JAF
quarta-feira, março 18, 2009
segunda-feira, março 16, 2009
revivendo o passado
O passado é um imenso pedregal que muitos gostariam de percorrer como se de uma auto-estrada se tratasse, enquanto outros, pacientemente, vão de pedra em pedra, e as levantam, porque precisam de saber o que há por baixo delas.
a viagem do elefante - josé saramago
calha esta citação de vir a propósito das reflexões da maria correia, no olivesaria.
para todos nós, os da geração desencantada, da inocência perdida, a banda sonora que falta no post do olivesaria, no final de um filme memorável que - não por acaso - é o nome deste blog:
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domingo, março 15, 2009
sábado, março 14, 2009
sexta-feira, março 13, 2009
sublinhados
a vida ri-se das previsões e põe palavras onde imaginámos silêncios, e súbitos regressos quando pensámos que não voltaríamos a encontrar-nos.
a viagem do elefante - josé saramago
terça-feira, março 10, 2009
marcha contra o optimismo
1.
Leio numa caixa de comentários de um blogue amigo: «As pedras são degraus de outros caminhos...». Nunca fui muito com este género de filosofia. Pedras são pedras em qualquer parte. Não acredito que exista alguém que goste de caminhar por um caminho cheio de pedras. Podem ser muito optimistas e mais tarde pensar que são «degraus de outros caminhos...». Mas enquanto percorrem o caminho duvido que não pensem: «Ora aqui está uma boa merda!».
2.
Não foi necessário ler Cândido de Voltaire para saber que sou pessimista. O optimismo nunca me atraiu. Sempre o considerei sem sal. E vendo bem as coisas é. Por exemplo: a chamada grande literatura é, toda ela, pessimista. Onde é que existe optimismo nos livros de Kafka, Dostoievski, Céline, Mishima, Hemingway, Faulkner, Cossery? Não me lembro. O mundo é irremediavelmente absurdo e está irremediavelmente condenado. E a esperança? A esperança é outra conversa. Talvez um dia fale aqui sobre ela. Mas não associo esperança a optimismo. Um pessimista pode ter esperança. É possível. Só que a esperança não o cega. Por outras palavras: um pessimista é alguém que tem os olhos bem abertos.
3.
Os pessimistas são sempre mais criticados do que os optimistas. Se alguém chama a atenção para possíveis obstáculos na vida, há logo alguém que exclama: «Ai! És tão pessimista!». Mas o contrário não se verifica. Ninguém diz: «Ai! És tão optimista!». Ou: «Lá vens tu com o teu optimismo!». Os pessimistas são, muitas vezes, discriminados. São acusados de ver obstáculos em tudo, quando na realidade isso (o facto de ver obstáculos) só traz vantagens: os pessimistas são mais rápidos a desviarem-se deles. Os optimistas não. Tropeçam, caem, lamentam-se, depois vão ler Paulo Coelho e esperam, com isso, aprender a "caminhar".
junto-me ao manuel a. domingos na sua marcha contra o optimismo.
Leio numa caixa de comentários de um blogue amigo: «As pedras são degraus de outros caminhos...». Nunca fui muito com este género de filosofia. Pedras são pedras em qualquer parte. Não acredito que exista alguém que goste de caminhar por um caminho cheio de pedras. Podem ser muito optimistas e mais tarde pensar que são «degraus de outros caminhos...». Mas enquanto percorrem o caminho duvido que não pensem: «Ora aqui está uma boa merda!».
2.
Não foi necessário ler Cândido de Voltaire para saber que sou pessimista. O optimismo nunca me atraiu. Sempre o considerei sem sal. E vendo bem as coisas é. Por exemplo: a chamada grande literatura é, toda ela, pessimista. Onde é que existe optimismo nos livros de Kafka, Dostoievski, Céline, Mishima, Hemingway, Faulkner, Cossery? Não me lembro. O mundo é irremediavelmente absurdo e está irremediavelmente condenado. E a esperança? A esperança é outra conversa. Talvez um dia fale aqui sobre ela. Mas não associo esperança a optimismo. Um pessimista pode ter esperança. É possível. Só que a esperança não o cega. Por outras palavras: um pessimista é alguém que tem os olhos bem abertos.
3.
Os pessimistas são sempre mais criticados do que os optimistas. Se alguém chama a atenção para possíveis obstáculos na vida, há logo alguém que exclama: «Ai! És tão pessimista!». Mas o contrário não se verifica. Ninguém diz: «Ai! És tão optimista!». Ou: «Lá vens tu com o teu optimismo!». Os pessimistas são, muitas vezes, discriminados. São acusados de ver obstáculos em tudo, quando na realidade isso (o facto de ver obstáculos) só traz vantagens: os pessimistas são mais rápidos a desviarem-se deles. Os optimistas não. Tropeçam, caem, lamentam-se, depois vão ler Paulo Coelho e esperam, com isso, aprender a "caminhar".
junto-me ao manuel a. domingos na sua marcha contra o optimismo.
sábado, março 07, 2009
sexta-feira, março 06, 2009
quinta-feira, março 05, 2009
transfusão
blood makes noise
o blog ciência ao natural, vai direitinho para a barra dos links, tão depressa quanto a minha preguiça o permitir.
terça-feira, março 03, 2009
rua da lapa, 16-18
o que é o tempo, afinal?

a história do sr. oliveira e da loja que tem 120 anos.
vale a pena passar por lá.
via twitter da memória virtual
a história do sr. oliveira e da loja que tem 120 anos.
vale a pena passar por lá.
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sábado, fevereiro 28, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
perspectivas
no Twitter actual um gajo navega como uma bola enfiada dentro de uma daquelas antigas mesas de flipper a ziguezaguear de um extremo ao outro do sistema até finalmente o cérebro fazer «tilt» com tanta informação
do post do bitaites
versus
a entrevista do paulo querido
terça-feira, fevereiro 24, 2009
sábado, fevereiro 21, 2009
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
that leaving feeling
I get that leaving feeling
This time it's here to stay
I've been weighing up the pulling
And pushing me away
The past is so heavy
But it's something I can't leave
And this future is so certain
It just pushes me to my knees
Is that your heart talking
Or just that befuddled mind
The people that you love
They change when you leave them behind
But this rope that is pulling
Is whittled down to a thread
And if I don't start climbing
Pretty soon it'll be over my head
We all have dreams of leaving
We all want to make a new start
Go and pack a little suitcase
With the pieces of our hearts
All those worries and those sorrows
We can just toss them away
Buy a coffee and a paper
And those step on to a train
But I've been too long wandering
Limping around this town
With everything that's pulling me
Is pulling me further down
Go make all your excuses
Go say all you goodbyes
But take a look in the mirror
It's the hardest one you'll ever find
All those worries and those sorrows
You can just toss them away
Go find a new tomorrow
And forget about your yesterdays
So go and pat your kids
And kiss your dog goodbye
Leave your keys on the nail
With the sadness that's in your eyes
Maybe tomorrow, today looks like it's bringing rain
And I'll leave everything in order
I don't want nothing standing in my way
There are jobs that need tending
And the logs that are waiting to stack
And I'll leave everything in order
I don't want nothing that's going to hold me back
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segunda-feira, fevereiro 16, 2009
o computador ao alcance de todos

uma delícia, esta capa da revista vida mundial de há 40 anos. vale a pena ler a história no certamente!
via twitter
domingo, fevereiro 15, 2009
marx
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"
Karl Marx, in Das Kapital, 1867
lido aqui
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reflexões
sábado, fevereiro 14, 2009
behind the curtain
a joana desafiou-me a entrar numa corrente blogosférica. são seis, as características que devo revelar a meu respeito.
1) estar a responder a este desafio por detrás de um écran, ajuda muito. dizer que sou tímida e pouco comunicativa são eufemismos para designar o verdadeiro bicho-do-mato que vai tentando combater - mais ou menos eficazmente - a fobia social que remonta a episódios caricatos da infância (já anteriormente relatados).
2) sou viciada em informação. livros, blogues, feed reader's, fóruns, twitter...tudo o que vier à rede é peixe e, se pudesse, passava o dia inteiro a ler.
3) odeio o inverno, a chuva e o frio. os dias cinzentos deprimem-me seriamente e preciso de sol e luz para ter vontade de saír da cama. (ok, confesso que nos dias de sol, o que gosto mesmo é de saír da cama directamente para uma espreguiçadeira)
4) ter tempo para as coisas que gosto é um privilégio a que dou importância crescente.
5) tenho muito mau-feitio e é preciso pouco para me fazer perder a calma. há anos que tento convencer-me que é mais eficaz ser delicadamente embirrante, mas na maioria das vezes, acabo a levantar a voz e a mandar as pessoas...err...dar uma volta.
6) finalmente, acabei de confessar mesmo há pouco, que sou procrastinadora.
passo à scarlata, à menina-alice, à menina-limão, ao nick e à margarete. (perdoem-me)
(este post vai ser publicado em stéreo, aqui e no twitter)
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segunda-feira, fevereiro 09, 2009
livro de cabeceira
Iñaki Echavarne, Bar Giardinetto, Rua Granada del Penedés, Barcelona, Julho de 1944. Durante um tempo a crítica acompanha a Obra, depois a crítica desvanece-se e são os Leitores quem a acompanha. A viagem pode ser longa ou curta. Depois os leitores morrem um por um e a Obra continua sozinha, se bem que a pouco e pouco outra Crítica e outros Leitores vão acompanhando a sua singradura. Depois a Crítica morre outra vez, e os Leitores morrem outra vez, e sobre essa esteira de ossos a Obra continua a sua viagem rumo à solidão. Aproximar-se dela, navegar no seu rasto, é sinal inequívoco de morte certa, mas outra Crítica e outros Leitores se lhe aproximam, incansáveis e implacáveis, e o tempo e a velocidade devoram-nos. Finalmente, a Obra viaja irremediavelmente sozinha na Imensidade. E um dia a Obra morre, como morrem todas as coisas, como se extinguirão o Sol e a Terra, o Sistema Solar e a Galáxia, e a mais recôndita memória dos homens. Tudo o que começa como comédia acaba como tragédia.
Os Detectives Selvagens - Roberto Bolaño
Os Detectives Selvagens - Roberto Bolaño
o hamburger
para quem - como eu - não seguiu o episódio em directo no twitter, aqui fica o link para o relato em diferido.
domingo, fevereiro 08, 2009
a p(h)oda das àrvores
lembram-se da erythrina que existia no páteo do tijolo, em frente ao palácio braamcamp, da qual falei aqui e aqui? afinal não desapareceu totalmente (ainda), mas foi selvaticamente podada. para poderem avaliar a extensão do desastre, reproduzo a página da time out desta semana (artigo não disponível online).
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no further comments,
too bad stupidity isn't painful
sábado, fevereiro 07, 2009
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
por estas coisas simples
As coisas familiares.
A morte, o medo da doença, a família:
perigosa trilogia da minha vida,
moldada como poeira sobre o barro
dos outros. Os pulmões respondem,
sentes uma dor às vezes, a dor
que se estende do braço direito ao ombro
mais distante, o esquerdo, escutada
como um aviso, uma vontade de dormir.
Olhas então à tua volta: família,
casa, livros – teu único legado – e uma
varanda aberta para o sábado.
Por estas coisas simples sobrevives,
o caminho estreito abre-se sobre o mar,
os pulmões respondem, e o resto
do corpo acompanha a respiração,
cumprindo um dever de todos os dias,
percorrendo um mapa que vai do frio
à erosão, como uma ventania
de Inverno, uma soma de coisas
familiares, fantásticas, habituais.
francisco josé viegas
(aqui)
A morte, o medo da doença, a família:
perigosa trilogia da minha vida,
moldada como poeira sobre o barro
dos outros. Os pulmões respondem,
sentes uma dor às vezes, a dor
que se estende do braço direito ao ombro
mais distante, o esquerdo, escutada
como um aviso, uma vontade de dormir.
Olhas então à tua volta: família,
casa, livros – teu único legado – e uma
varanda aberta para o sábado.
Por estas coisas simples sobrevives,
o caminho estreito abre-se sobre o mar,
os pulmões respondem, e o resto
do corpo acompanha a respiração,
cumprindo um dever de todos os dias,
percorrendo um mapa que vai do frio
à erosão, como uma ventania
de Inverno, uma soma de coisas
familiares, fantásticas, habituais.
francisco josé viegas
(aqui)
work in progress
nota 1 - conforme sugerido pelo meu conselheiro virtual, arranjei um lápis menos duro. o papel é que continua rasca, porque não tenho outro disponível. e, claro, confesso que não me atrevi ainda a passar das fotos para os modelos ao vivo.
nota 2 - a expressão do gato está longe de se assemelhar ao original. o meu bicho tem um olhar meigo e pachorrento e aqui ficou com um look mauzão. houve qualquer coisa que me escapou.
nota 2 - a expressão do gato está longe de se assemelhar ao original. o meu bicho tem um olhar meigo e pachorrento e aqui ficou com um look mauzão. houve qualquer coisa que me escapou.
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gatos,
instantâneos,
no further comments,
rabiscos
casa dos poetas
EM CASO DE INCÊNDIO
Em caso de incêndio, parte o vidro
Em caso de inundação, levanta o vidro
Em caso de vinho, levanta muitos copos
Em caso de lábios, procura o seu dono antes de beijar
Em caso de beijos, não apontes a curvas perigosas
Em caso de curvas perigosas, evita aquelas que pertencem
À mulher do teu vizinho
Em caso da mulher do teu vizinho, não te deites no chão molhado
Em caso de chão molhado, vai passear para secares com políticos corcundas
Em caso de políticos corcundas, desliga a electricidade e pede-lhes
Que saiam de tua casa
Em caso de saírem de casa, por favor deixa os ratos irem primeiro
Em caso de ratos, centenas e milhares, grelha-os gentilmente
E serve com molho worcester
Em caso de molho worcester, repara na pronúncia incomum que faz a palavra se revelar diferente do que parece
Em caso de coisas revelando-se diferentes do que parecem, não te mexas, não faças nada
Em caso de não fazeres nada acerca de problemas frequentes, lança foguetes e vai dormir
Em caso de ires dormir, senta-te com o Kama Sutra para as pessoas maduras e ouve o fogo intenso.
Jenny Lewis - (tradução de Tiago Nené)
lido na casa dos poetas, o blog descoberta-do-dia.
Em caso de incêndio, parte o vidro
Em caso de inundação, levanta o vidro
Em caso de vinho, levanta muitos copos
Em caso de lábios, procura o seu dono antes de beijar
Em caso de beijos, não apontes a curvas perigosas
Em caso de curvas perigosas, evita aquelas que pertencem
À mulher do teu vizinho
Em caso da mulher do teu vizinho, não te deites no chão molhado
Em caso de chão molhado, vai passear para secares com políticos corcundas
Em caso de políticos corcundas, desliga a electricidade e pede-lhes
Que saiam de tua casa
Em caso de saírem de casa, por favor deixa os ratos irem primeiro
Em caso de ratos, centenas e milhares, grelha-os gentilmente
E serve com molho worcester
Em caso de molho worcester, repara na pronúncia incomum que faz a palavra se revelar diferente do que parece
Em caso de coisas revelando-se diferentes do que parecem, não te mexas, não faças nada
Em caso de não fazeres nada acerca de problemas frequentes, lança foguetes e vai dormir
Em caso de ires dormir, senta-te com o Kama Sutra para as pessoas maduras e ouve o fogo intenso.
Jenny Lewis - (tradução de Tiago Nené)
lido na casa dos poetas, o blog descoberta-do-dia.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
terça-feira, fevereiro 03, 2009
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