terça-feira, março 03, 2009

rua da lapa, 16-18

o que é o tempo, afinal?



a história do sr. oliveira e da loja que tem 120 anos.

vale a pena passar por .

via twitter da memória virtual

muttley's corner # 8



Noticia o JN que está marcado para o dia 20 de Abril, no Tribunal da Maia, o julgamento de um homem que, em 2007, terá arrombado um galinheiro e furtado duas galinhas no valor de 50 euros.

A Justiça tarda, mas chega. O criminoso andou mal e merece justa punição, quer pela mediocridade de fins quer pela ruralidade de meios. Gente como ele, que pilha galinhas em vez de fundar um banco e pilhar as contas dos depositantes, ou como aquela septuagenária que não pagou uma pasta de dentes num supermercado em vez de pedir uns milhões à Caixa, comprar o supermercado na bolsa e igualmente não o pagar, vendendo-o depois à Caixa através de um "offshore" pelo dobro do preço (ou vendendo-lho mesmo antes de o ter comprado), não tem lugar no Portugal moderno e empreendedor. Ainda por cima, deixou-se apanhar. Se calhar, até confessou, em vez de invocar lapsos de memória. E aposto que nem se lembrou de se divorciar antes de ser preso, pondo os 50 euros a salvo na partilha de bens. Não queria estar na pele do seu advogado, não há Código de Processo Penal que valha a um caso destes. É condenação mais que certa.


manuel antónio pina (no JN)

sem palavras

sábado, fevereiro 28, 2009

agnosia à esquerda




post (roubado por printscreen) do ciência ao natural. um blog altamente recomendado.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

perspectivas



no Twitter actual um gajo navega como uma bola enfiada dentro de uma daquelas antigas mesas de flipper a ziguezaguear de um extremo ao outro do sistema até finalmente o cérebro fazer «tilt» com tanta informação

do post do bitaites


versus


a entrevista do paulo querido




sexta-feira, fevereiro 20, 2009

that leaving feeling


I get that leaving feeling
This time it's here to stay
I've been weighing up the pulling
And pushing me away
The past is so heavy
But it's something I can't leave
And this future is so certain
It just pushes me to my knees

Is that your heart talking
Or just that befuddled mind
The people that you love
They change when you leave them behind

But this rope that is pulling
Is whittled down to a thread
And if I don't start climbing
Pretty soon it'll be over my head

We all have dreams of leaving
We all want to make a new start
Go and pack a little suitcase
With the pieces of our hearts
All those worries and those sorrows
We can just toss them away
Buy a coffee and a paper
And those step on to a train

But I've been too long wandering
Limping around this town
With everything that's pulling me
Is pulling me further down

Go make all your excuses
Go say all you goodbyes
But take a look in the mirror
It's the hardest one you'll ever find
All those worries and those sorrows
You can just toss them away
Go find a new tomorrow
And forget about your yesterdays
So go and pat your kids
And kiss your dog goodbye
Leave your keys on the nail
With the sadness that's in your eyes

Maybe tomorrow, today looks like it's bringing rain
And I'll leave everything in order
I don't want nothing standing in my way
There are jobs that need tending
And the logs that are waiting to stack
And I'll leave everything in order
I don't want nothing that's going to hold me back





segunda-feira, fevereiro 16, 2009

o computador ao alcance de todos



uma delícia, esta capa da revista vida mundial de há 40 anos. vale a pena ler a história no certamente!

via twitter

uma questão de escolhas

verdes anos







o paulo querido lembrou o aniversário do nascimento de carlos paredes.


também quero!

domingo, fevereiro 15, 2009

marx


"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"

Karl Marx, in Das Kapital, 1867

lido aqui

sábado, fevereiro 14, 2009

behind the curtain


a joana desafiou-me a entrar numa corrente blogosférica. são seis, as características que devo revelar a meu respeito.


1) estar a responder a este desafio por detrás de um écran, ajuda muito. dizer que sou tímida e pouco comunicativa são eufemismos para designar o verdadeiro bicho-do-mato que vai tentando combater - mais ou menos eficazmente - a fobia social que remonta a episódios caricatos da infância (já anteriormente relatados).

2) sou viciada em informação. livros, blogues, feed reader's, fóruns, twitter...tudo o que vier à rede é peixe e, se pudesse, passava o dia inteiro a ler.

3) odeio o inverno, a chuva e o frio. os dias cinzentos deprimem-me seriamente e preciso de sol e luz para ter vontade de saír da cama. (ok, confesso que nos dias de sol, o que gosto mesmo é de saír da cama directamente para uma espreguiçadeira)

4) ter tempo para as coisas que gosto é um privilégio a que dou importância crescente.

5) tenho muito mau-feitio e é preciso pouco para me fazer perder a calma. há anos que tento convencer-me que é mais eficaz ser delicadamente embirrante, mas na maioria das vezes, acabo a levantar a voz e a mandar as pessoas...err...dar uma volta.

6) finalmente, acabei de confessar mesmo há pouco, que sou procrastinadora.


passo à scarlata, à menina-alice, à menina-limão, ao nick e à margarete. (perdoem-me)

(este post vai ser publicado em stéreo, aqui e no twitter)

leituras recomendadas

procrastinar

she

black hearts



jim dine

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

livro de cabeceira


Iñaki Echavarne, Bar Giardinetto, Rua Granada del Penedés, Barcelona, Julho de 1944. Durante um tempo a crítica acompanha a Obra, depois a crítica desvanece-se e são os Leitores quem a acompanha. A viagem pode ser longa ou curta. Depois os leitores morrem um por um e a Obra continua sozinha, se bem que a pouco e pouco outra Crítica e outros Leitores vão acompanhando a sua singradura. Depois a Crítica morre outra vez, e os Leitores morrem outra vez, e sobre essa esteira de ossos a Obra continua a sua viagem rumo à solidão. Aproximar-se dela, navegar no seu rasto, é sinal inequívoco de morte certa, mas outra Crítica e outros Leitores se lhe aproximam, incansáveis e implacáveis, e o tempo e a velocidade devoram-nos. Finalmente, a Obra viaja irremediavelmente sozinha na Imensidade. E um dia a Obra morre, como morrem todas as coisas, como se extinguirão o Sol e a Terra, o Sistema Solar e a Galáxia, e a mais recôndita memória dos homens. Tudo o que começa como comédia acaba como tragédia.

Os Detectives Selvagens - Roberto Bolaño


o hamburger


para quem - como eu - não seguiu o episódio em directo no twitter, aqui fica o link para o relato em diferido.

domingo, fevereiro 08, 2009

a p(h)oda das àrvores


lembram-se da erythrina que existia no páteo do tijolo, em frente ao palácio braamcamp, da qual falei aqui e aqui? afinal não desapareceu totalmente (ainda), mas foi selvaticamente podada. para poderem avaliar a extensão do desastre, reproduzo a página da time out desta semana (artigo não disponível online).



tecendo a teia # 2




sábado, fevereiro 07, 2009

tecendo a teia

twitter # 2



aqui



aqui

e para descobrir quem está no twitter, nada melhor do que isto

a arte de roubar



roubado aqui

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

por estas coisas simples

As coisas familiares.




A morte, o medo da doença, a família:

perigosa trilogia da minha vida,

moldada como poeira sobre o barro

dos outros. Os pulmões respondem,



sentes uma dor às vezes, a dor

que se estende do braço direito ao ombro

mais distante, o esquerdo, escutada

como um aviso, uma vontade de dormir.



Olhas então à tua volta: família,

casa, livros – teu único legado – e uma

varanda aberta para o sábado.

Por estas coisas simples sobrevives,



o caminho estreito abre-se sobre o mar,

os pulmões respondem, e o resto

do corpo acompanha a respiração,

cumprindo um dever de todos os dias,



percorrendo um mapa que vai do frio

à erosão, como uma ventania

de Inverno, uma soma de coisas

familiares, fantásticas, habituais.



francisco josé viegas

(aqui)

work in progress




nota 1 - conforme sugerido pelo meu conselheiro virtual, arranjei um lápis menos duro. o papel é que continua rasca, porque não tenho outro disponível. e, claro, confesso que não me atrevi ainda a passar das fotos para os modelos ao vivo.

nota 2 - a expressão do gato está longe de se assemelhar ao original. o meu bicho tem um olhar meigo e pachorrento e aqui ficou com um look mauzão. houve qualquer coisa que me escapou.


casa dos poetas

EM CASO DE INCÊNDIO


Em caso de incêndio, parte o vidro

Em caso de inundação, levanta o vidro

Em caso de vinho, levanta muitos copos

Em caso de lábios, procura o seu dono antes de beijar

Em caso de beijos, não apontes a curvas perigosas

Em caso de curvas perigosas, evita aquelas que pertencem

À mulher do teu vizinho

Em caso da mulher do teu vizinho, não te deites no chão molhado

Em caso de chão molhado, vai passear para secares com políticos corcundas

Em caso de políticos corcundas, desliga a electricidade e pede-lhes

Que saiam de tua casa

Em caso de saírem de casa, por favor deixa os ratos irem primeiro

Em caso de ratos, centenas e milhares, grelha-os gentilmente

E serve com molho worcester

Em caso de molho worcester, repara na pronúncia incomum que faz a palavra se revelar diferente do que parece

Em caso de coisas revelando-se diferentes do que parecem, não te mexas, não faças nada

Em caso de não fazeres nada acerca de problemas frequentes, lança foguetes e vai dormir

Em caso de ires dormir, senta-te com o Kama Sutra para as pessoas maduras e ouve o fogo intenso.



Jenny Lewis - (tradução de Tiago Nené)

lido na casa dos poetas, o blog descoberta-do-dia.

life summarised in 4 bottles




roubado ao arco da velha

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

wishlist # 7

o pior é começar



continuam as experiências na ponta do lápis.
escusado será dizer que os modelos são mais bonitos do que aparentam.

terça-feira, fevereiro 03, 2009

portugal



nunca pensei que o google news fosse tão certeiro nos diagnósticos da actualidade nacional.

muttley's corner # 7

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

^-^


the first scatching experience:



uma gaija começa a ver diários gráficos e depois dá-lhe para fazer figuras tristes.

domingo, fevereiro 01, 2009

frases de cortar a respiração

quando começaste a respirar, não foi ar que inspiraste, mas solidão.

in Morte na Pérsia, de Annemarie Schwarzenbach

o livro, vai direitinho para a minha wishlist

landscapes of presence



landscapes of presence - jerry takigawa

quinta-feira, janeiro 29, 2009

contagem decrescente

53, 52, 51...

só mesmo este post da franksy para me dar alento.

quarta-feira, janeiro 28, 2009

chegou o correio!



scarlata, a caixa é LINDA.

(adoro o selo do autocarro antigo da carris. esse e o da bandeira pirata são os meus favoritos).

a embalagem que o luís filipe desenhou foi o embrulho perfeito - reconheci logo os traços assim que fui buscar a encomenda - e também teve direito a ser toda fotografada




(agora só falta descobrir como mantê-la a salvo das investidas dos meus gatos, que adoram ter uma caixinha onde se enfiar).


domingo, janeiro 25, 2009

twitter


e pronto, lá criei uma conta no twitter. agora só falta perceber o que é, para que serve e como funciona. ninharias, portanto.

sábado, janeiro 24, 2009

heloísa (by sam)




haiku



Este caminho

Ninguém já o percorre,

Salvo o crepúsculo.


quinta-feira, janeiro 22, 2009

mississipi in my mind

a este, alicinha, eu não resisti.




You're Adventures of Huckleberry Finn!

by Mark Twain

With an affinity for floating down the river, you see things in black
and white. The world is strange and new to you and the more you learn about it, the less
it makes sense. You probably speak with an accent and others have a hard time
understanding you and an even harder time taking you seriously. Nevertheless, your
adventurous spirit is admirable. You really like straw hats.



Take the Book Quiz
at the Blue Pyramid.

terça-feira, janeiro 20, 2009

bye


jeremy nell


steve sack


pat bagley


bill schorr


mais aqui

segunda-feira, janeiro 19, 2009

last breath


como é que eu demorei tanto tempo a descobrir isto?

domingo, janeiro 18, 2009

sábado, janeiro 17, 2009

retalhos da vida de um médico

sou fã incondicional das crónicas do besugo. conheço muito poucos que saibam, como ele, descrever a perda, a dor e a morte, da perspectiva de quem assiste e acompanha estas viagens sem retorno.

quarta-feira, janeiro 14, 2009

é só boas notícias


afinal, a árvore a que me refiro no post anterior era uma erythrina e desapareceu. sim, leram bem: de-sa-pa-re-ceu. os amigos do jardim botânico, deram conta do acontecimento e escreveram uma carta a pedir esclarecimentos. aguardo ansiosamente por saber a resposta, se a obtiverem. se calhar, estorvava os projectos de negócio. as árvores estorvam muita gente, nos tempos que correm. por isso, nem sempre morrem de pé.



foto daqui

(ainda espero ver uma foto desta árvore em pleno explendor de floração)