
terça-feira, março 03, 2009
sábado, fevereiro 28, 2009
quinta-feira, fevereiro 26, 2009
perspectivas
no Twitter actual um gajo navega como uma bola enfiada dentro de uma daquelas antigas mesas de flipper a ziguezaguear de um extremo ao outro do sistema até finalmente o cérebro fazer «tilt» com tanta informação
do post do bitaites
versus
a entrevista do paulo querido
terça-feira, fevereiro 24, 2009
sábado, fevereiro 21, 2009
sexta-feira, fevereiro 20, 2009
that leaving feeling
I get that leaving feeling
This time it's here to stay
I've been weighing up the pulling
And pushing me away
The past is so heavy
But it's something I can't leave
And this future is so certain
It just pushes me to my knees
Is that your heart talking
Or just that befuddled mind
The people that you love
They change when you leave them behind
But this rope that is pulling
Is whittled down to a thread
And if I don't start climbing
Pretty soon it'll be over my head
We all have dreams of leaving
We all want to make a new start
Go and pack a little suitcase
With the pieces of our hearts
All those worries and those sorrows
We can just toss them away
Buy a coffee and a paper
And those step on to a train
But I've been too long wandering
Limping around this town
With everything that's pulling me
Is pulling me further down
Go make all your excuses
Go say all you goodbyes
But take a look in the mirror
It's the hardest one you'll ever find
All those worries and those sorrows
You can just toss them away
Go find a new tomorrow
And forget about your yesterdays
So go and pat your kids
And kiss your dog goodbye
Leave your keys on the nail
With the sadness that's in your eyes
Maybe tomorrow, today looks like it's bringing rain
And I'll leave everything in order
I don't want nothing standing in my way
There are jobs that need tending
And the logs that are waiting to stack
And I'll leave everything in order
I don't want nothing that's going to hold me back
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segunda-feira, fevereiro 16, 2009
o computador ao alcance de todos

uma delícia, esta capa da revista vida mundial de há 40 anos. vale a pena ler a história no certamente!
via twitter
domingo, fevereiro 15, 2009
marx
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"
Karl Marx, in Das Kapital, 1867
lido aqui
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sábado, fevereiro 14, 2009
behind the curtain
a joana desafiou-me a entrar numa corrente blogosférica. são seis, as características que devo revelar a meu respeito.
1) estar a responder a este desafio por detrás de um écran, ajuda muito. dizer que sou tímida e pouco comunicativa são eufemismos para designar o verdadeiro bicho-do-mato que vai tentando combater - mais ou menos eficazmente - a fobia social que remonta a episódios caricatos da infância (já anteriormente relatados).
2) sou viciada em informação. livros, blogues, feed reader's, fóruns, twitter...tudo o que vier à rede é peixe e, se pudesse, passava o dia inteiro a ler.
3) odeio o inverno, a chuva e o frio. os dias cinzentos deprimem-me seriamente e preciso de sol e luz para ter vontade de saír da cama. (ok, confesso que nos dias de sol, o que gosto mesmo é de saír da cama directamente para uma espreguiçadeira)
4) ter tempo para as coisas que gosto é um privilégio a que dou importância crescente.
5) tenho muito mau-feitio e é preciso pouco para me fazer perder a calma. há anos que tento convencer-me que é mais eficaz ser delicadamente embirrante, mas na maioria das vezes, acabo a levantar a voz e a mandar as pessoas...err...dar uma volta.
6) finalmente, acabei de confessar mesmo há pouco, que sou procrastinadora.
passo à scarlata, à menina-alice, à menina-limão, ao nick e à margarete. (perdoem-me)
(este post vai ser publicado em stéreo, aqui e no twitter)
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segunda-feira, fevereiro 09, 2009
livro de cabeceira
Iñaki Echavarne, Bar Giardinetto, Rua Granada del Penedés, Barcelona, Julho de 1944. Durante um tempo a crítica acompanha a Obra, depois a crítica desvanece-se e são os Leitores quem a acompanha. A viagem pode ser longa ou curta. Depois os leitores morrem um por um e a Obra continua sozinha, se bem que a pouco e pouco outra Crítica e outros Leitores vão acompanhando a sua singradura. Depois a Crítica morre outra vez, e os Leitores morrem outra vez, e sobre essa esteira de ossos a Obra continua a sua viagem rumo à solidão. Aproximar-se dela, navegar no seu rasto, é sinal inequívoco de morte certa, mas outra Crítica e outros Leitores se lhe aproximam, incansáveis e implacáveis, e o tempo e a velocidade devoram-nos. Finalmente, a Obra viaja irremediavelmente sozinha na Imensidade. E um dia a Obra morre, como morrem todas as coisas, como se extinguirão o Sol e a Terra, o Sistema Solar e a Galáxia, e a mais recôndita memória dos homens. Tudo o que começa como comédia acaba como tragédia.
Os Detectives Selvagens - Roberto Bolaño
Os Detectives Selvagens - Roberto Bolaño
o hamburger
para quem - como eu - não seguiu o episódio em directo no twitter, aqui fica o link para o relato em diferido.
domingo, fevereiro 08, 2009
a p(h)oda das àrvores
lembram-se da erythrina que existia no páteo do tijolo, em frente ao palácio braamcamp, da qual falei aqui e aqui? afinal não desapareceu totalmente (ainda), mas foi selvaticamente podada. para poderem avaliar a extensão do desastre, reproduzo a página da time out desta semana (artigo não disponível online).
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sábado, fevereiro 07, 2009
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
por estas coisas simples
As coisas familiares.
A morte, o medo da doença, a família:
perigosa trilogia da minha vida,
moldada como poeira sobre o barro
dos outros. Os pulmões respondem,
sentes uma dor às vezes, a dor
que se estende do braço direito ao ombro
mais distante, o esquerdo, escutada
como um aviso, uma vontade de dormir.
Olhas então à tua volta: família,
casa, livros – teu único legado – e uma
varanda aberta para o sábado.
Por estas coisas simples sobrevives,
o caminho estreito abre-se sobre o mar,
os pulmões respondem, e o resto
do corpo acompanha a respiração,
cumprindo um dever de todos os dias,
percorrendo um mapa que vai do frio
à erosão, como uma ventania
de Inverno, uma soma de coisas
familiares, fantásticas, habituais.
francisco josé viegas
(aqui)
A morte, o medo da doença, a família:
perigosa trilogia da minha vida,
moldada como poeira sobre o barro
dos outros. Os pulmões respondem,
sentes uma dor às vezes, a dor
que se estende do braço direito ao ombro
mais distante, o esquerdo, escutada
como um aviso, uma vontade de dormir.
Olhas então à tua volta: família,
casa, livros – teu único legado – e uma
varanda aberta para o sábado.
Por estas coisas simples sobrevives,
o caminho estreito abre-se sobre o mar,
os pulmões respondem, e o resto
do corpo acompanha a respiração,
cumprindo um dever de todos os dias,
percorrendo um mapa que vai do frio
à erosão, como uma ventania
de Inverno, uma soma de coisas
familiares, fantásticas, habituais.
francisco josé viegas
(aqui)
work in progress
nota 1 - conforme sugerido pelo meu conselheiro virtual, arranjei um lápis menos duro. o papel é que continua rasca, porque não tenho outro disponível. e, claro, confesso que não me atrevi ainda a passar das fotos para os modelos ao vivo.
nota 2 - a expressão do gato está longe de se assemelhar ao original. o meu bicho tem um olhar meigo e pachorrento e aqui ficou com um look mauzão. houve qualquer coisa que me escapou.
nota 2 - a expressão do gato está longe de se assemelhar ao original. o meu bicho tem um olhar meigo e pachorrento e aqui ficou com um look mauzão. houve qualquer coisa que me escapou.
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rabiscos
casa dos poetas
EM CASO DE INCÊNDIO
Em caso de incêndio, parte o vidro
Em caso de inundação, levanta o vidro
Em caso de vinho, levanta muitos copos
Em caso de lábios, procura o seu dono antes de beijar
Em caso de beijos, não apontes a curvas perigosas
Em caso de curvas perigosas, evita aquelas que pertencem
À mulher do teu vizinho
Em caso da mulher do teu vizinho, não te deites no chão molhado
Em caso de chão molhado, vai passear para secares com políticos corcundas
Em caso de políticos corcundas, desliga a electricidade e pede-lhes
Que saiam de tua casa
Em caso de saírem de casa, por favor deixa os ratos irem primeiro
Em caso de ratos, centenas e milhares, grelha-os gentilmente
E serve com molho worcester
Em caso de molho worcester, repara na pronúncia incomum que faz a palavra se revelar diferente do que parece
Em caso de coisas revelando-se diferentes do que parecem, não te mexas, não faças nada
Em caso de não fazeres nada acerca de problemas frequentes, lança foguetes e vai dormir
Em caso de ires dormir, senta-te com o Kama Sutra para as pessoas maduras e ouve o fogo intenso.
Jenny Lewis - (tradução de Tiago Nené)
lido na casa dos poetas, o blog descoberta-do-dia.
Em caso de incêndio, parte o vidro
Em caso de inundação, levanta o vidro
Em caso de vinho, levanta muitos copos
Em caso de lábios, procura o seu dono antes de beijar
Em caso de beijos, não apontes a curvas perigosas
Em caso de curvas perigosas, evita aquelas que pertencem
À mulher do teu vizinho
Em caso da mulher do teu vizinho, não te deites no chão molhado
Em caso de chão molhado, vai passear para secares com políticos corcundas
Em caso de políticos corcundas, desliga a electricidade e pede-lhes
Que saiam de tua casa
Em caso de saírem de casa, por favor deixa os ratos irem primeiro
Em caso de ratos, centenas e milhares, grelha-os gentilmente
E serve com molho worcester
Em caso de molho worcester, repara na pronúncia incomum que faz a palavra se revelar diferente do que parece
Em caso de coisas revelando-se diferentes do que parecem, não te mexas, não faças nada
Em caso de não fazeres nada acerca de problemas frequentes, lança foguetes e vai dormir
Em caso de ires dormir, senta-te com o Kama Sutra para as pessoas maduras e ouve o fogo intenso.
Jenny Lewis - (tradução de Tiago Nené)
lido na casa dos poetas, o blog descoberta-do-dia.
quarta-feira, fevereiro 04, 2009
terça-feira, fevereiro 03, 2009
segunda-feira, fevereiro 02, 2009
^-^
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domingo, fevereiro 01, 2009
frases de cortar a respiração
quando começaste a respirar, não foi ar que inspiraste, mas solidão.
in Morte na Pérsia, de Annemarie Schwarzenbach
o livro, vai direitinho para a minha wishlist
in Morte na Pérsia, de Annemarie Schwarzenbach
o livro, vai direitinho para a minha wishlist
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sábado, janeiro 31, 2009
quinta-feira, janeiro 29, 2009
quarta-feira, janeiro 28, 2009
chegou o correio!
(adoro o selo do autocarro antigo da carris. esse e o da bandeira pirata são os meus favoritos).
a embalagem que o luís filipe desenhou foi o embrulho perfeito - reconheci logo os traços assim que fui buscar a encomenda - e também teve direito a ser toda fotografada
(agora só falta descobrir como mantê-la a salvo das investidas dos meus gatos, que adoram ter uma caixinha onde se enfiar).
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domingo, janeiro 25, 2009
sábado, janeiro 24, 2009
quinta-feira, janeiro 22, 2009
mississipi in my mind
a este, alicinha, eu não resisti.

You're Adventures of Huckleberry Finn!
by Mark Twain
With an affinity for floating down the river, you see things in black
and white. The world is strange and new to you and the more you learn about it, the less
it makes sense. You probably speak with an accent and others have a hard time
understanding you and an even harder time taking you seriously. Nevertheless, your
adventurous spirit is admirable. You really like straw hats.
Take the Book Quiz
at the Blue Pyramid.
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silly moments
terça-feira, janeiro 20, 2009
segunda-feira, janeiro 19, 2009
domingo, janeiro 18, 2009
sábado, janeiro 17, 2009
retalhos da vida de um médico
sou fã incondicional das crónicas do besugo. conheço muito poucos que saibam, como ele, descrever a perda, a dor e a morte, da perspectiva de quem assiste e acompanha estas viagens sem retorno.
quarta-feira, janeiro 14, 2009
é só boas notícias
afinal, a árvore a que me refiro no post anterior era uma erythrina e desapareceu. sim, leram bem: de-sa-pa-re-ceu. os amigos do jardim botânico, deram conta do acontecimento e escreveram uma carta a pedir esclarecimentos. aguardo ansiosamente por saber a resposta, se a obtiverem. se calhar, estorvava os projectos de negócio. as árvores estorvam muita gente, nos tempos que correm. por isso, nem sempre morrem de pé.
foto daqui
(ainda espero ver uma foto desta árvore em pleno explendor de floração)
palácio braamcamp
vi a notícia no dn. a cml - como já há muito se murmurava - vai alienar património. não vou começar por discutir se a decisão é lícita ou proveitosa, mas parte da informação que é veículada ao público, é incorrecta.
sobre os imóveis - palacetes destinados à venda para conversão em hotéis de charme - diz-se que estavam votados ao abandono e em processo de degradação. ora acontece que conheço muito bem um dos edifícios, o palácio braamcamp. nele funcionou, durante décadas, a caixa de previdência do pessoal da cml. nele trabalhou, durante cerca de 40 anos, a minha mãe. dele foram despejados, no ano passado, os funcionários que ainda lá trabalhavam, tranferidos para o novo edifício dos serviços sociais da cml, no areeiro.
há muito que planeava fazer este périplo por mais um local da geografia da minha memória. por coincidência, foi ontem também que me chegou às mãos o livro do dr. jorge trigo, sobre a história do palacete e dos seus ocupantes.
a propósito do suposto estado de degradação e abandono do palácio braamcamp, deixo-vos com algumas fotos do seu livro. para que os que aqui passarem, possam avaliar por si próprios da veracidade das afirmações que são passadas para a opinião pública, pelos nossos dirigentes políticos, através dos jornais.
sobre os imóveis - palacetes destinados à venda para conversão em hotéis de charme - diz-se que estavam votados ao abandono e em processo de degradação. ora acontece que conheço muito bem um dos edifícios, o palácio braamcamp. nele funcionou, durante décadas, a caixa de previdência do pessoal da cml. nele trabalhou, durante cerca de 40 anos, a minha mãe. dele foram despejados, no ano passado, os funcionários que ainda lá trabalhavam, tranferidos para o novo edifício dos serviços sociais da cml, no areeiro.
há muito que planeava fazer este périplo por mais um local da geografia da minha memória. por coincidência, foi ontem também que me chegou às mãos o livro do dr. jorge trigo, sobre a história do palacete e dos seus ocupantes.
a propósito do suposto estado de degradação e abandono do palácio braamcamp, deixo-vos com algumas fotos do seu livro. para que os que aqui passarem, possam avaliar por si próprios da veracidade das afirmações que são passadas para a opinião pública, pelos nossos dirigentes políticos, através dos jornais.
por este palacete passaram pessoas que fizeram história, como d. joão da costa, um dos conjurados que prendeu a duquesa de mântua, d. catarina de bragança, raínha de inglaterra, os filhos ilegítimos de d. pedro II, o abade de livry, embaixador de frança. neste local se instalou o teatro do bairro alto e as concorridas óperas do séc. XVIII. atingido pelo terramoto de 1755, foi reconstruído por anselmo braamcamp para sua residência pessoal, com recurso às estruturas mestras que subsistiram. posteriormente albergou a escola francesa de lisboa e por fim a caixa de previdência do pessoal da cml. jorge trigo realça, no seu livro, que o palácio braamcamp constitui um vasto acervo de conhecimentos históricos e é uma referência importante da história de lisboa...nada disso parece importar perante a perspectiva de dinheiro fácil. se construíram um condomínio de luxo na antónio maria cardoso, se até na prisão de peniche almejam construír um hotel de charme, porque não o hão-de fazer em qualquer outro edifício histórico? isto da história, da cultura e da memória não passam de empecilhos que uns quantos intelectuais da treta querem colocar no glorioso caminho do progresso e da ambição das novas elites endinheiradas que sonham desfrutar de locais com charme, exclusivos e bem longe da populaça que não pode aceder a esses luxos e que se quer ignorante e mansa, desfolhando revistas inenarráveis e suspirando por existências telenovelescas.
neste palacete, do qual só recentemente aprendi o nome e a história mais antiga, vi, ao longo dos anos, inúmeras pessoas a serem atendidas com profissionalismo, respeito e dignidade, como raramente se deve encontrar numa repartição pública. gente vulgar, gente comum, com doenças, problemas sociais, reclamações e pedidos. ali fui atendida, até aos dezoito anos, pelos melhores médicos que tive em toda a minha vida. ali brinquei quando era pequena, descobrindo o fascínio de agrafadores, tinteiros, furadores, máquinas de escrever, o funcionamento do pbx, o selo branco dos serviços. ali entrava, envergonhada e de olhos no chão, antecipando o momento de puro horror em que tinha de me deslocar de secretária em secretária, para cumprimentar com um beijinho todas as gerações de funcionários que a minha mãe chefiou e ajudou a formar, tendo sempre em mente o carácter de serviço público que era imperioso prestar aos utentes. ou beneficiários, como sempre lhe ouvi chamar-lhes. outros tempos, outras terminologias. eram, de facto, beneficiários de uma pequena organização que existia para os servir.
lamento o destino anunciado do palácio braamcamp. desejaria vê-lo preservado como edifício de utilidade pública e de livre acesso. uma biblioteca, uma galeria de arte,um museu, qualquer coisa de útil. uma vez mais recorro às palavras de jorge trigo no seu desejo expresso em jeito de conclusão do seu livro (cuja leitura recomendo): seja qual for a opção da câmara municipal de lisboa, como proprietária do edifício, é fundamental que a finalidade se identifique com uma vertente cultural (...) deve-se criar condições para que todo o seu explendor de beleza e requinte possa ser apreciado. infelizmente assim não será. escrevo com raiva e tristeza esta crónica de trazer por casa. é a minha despedida e o meu pequeno contributo para que não vingue a mentira, para que não se apague mais uma memória.
nota - o palácio braamcamp situa-se em pleno coração do bairro alto, no páteo do tijolo, com ampla vista sobre lisboa e o tejo. no pátio, junto ao varandim do miradouro, existiam bancos de jardim e uma árvore, de flores (ou folhas modificadas?) vermelhas e carnudas, que adquire um aspecto fantástico durante o inverno. nas fotos que pesquisei -no arquivo municipal de lisboa - da envolvente do edifício, essa àrvore não está visível. gostaria muito de ter informação sobre de que tipo de espécime se trata e também de um registo de imagem da mesma. antecipadamente grata a quem me possa fazer chegar mais essa pecinha do puzzle.
agradeço ainda ao dr. jorge trigo a oferta do seu livro, a qual me permitiu dar suporte à minha memória.
agradeço ainda ao dr. jorge trigo a oferta do seu livro, a qual me permitiu dar suporte à minha memória.
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