sábado, agosto 23, 2008

em plena silly season

um momento narcísico-hilariante

vão a este site http://www.yearbookyourself.com/e divirtam-se a recriar o vosso aspecto com penteados e acessórios de moda, desde 1950 até 2000. aqui ficam alguns exemplos:


------1964 ------------1966-------------1978



------1982-------------1986-------------1992


------1996------------ 1998------------ 2000





entretanto, ainda não satisfeita com a barrigada de riso, fiz algumas experiências as a boy:



------1950------------1956



nas fotos mais antigas, ainda me safo. agora, naqueles anos em que os gajos usaram cabelinhos mais compridos...


------1974-------------1978-------------1984




...não fosse a maçã-de-adão artificial e poderia facilmente descobrir fotos minhas com aspecto muito semelhante. aliás, na foto de 1984, se compararmos as versões feminina (arrgh) e masculina,









é natural que eu tivesse um aspecto mais semelhante ao da foto da direita. deve ser por isso que passaram a vida a chamar-me maria-rapaz, mas de facto nunca tive grande pachorra para muitos arrebiques.


agora, as conclusões didácticas:

apesar de ter passado toda a minha infância e adolescência com a família a encher-me os ouvidos sobre eu ser a cara-chapada do meu pai, posso provar agora inequivocamente que:


1) não tenho cara de gajo

2) tenho mais traços fisionómicos herdados do meu avô materno do que alguma vez me ocorreu.






(o meu avô à esquerda, a minha fake image ao centro e o meu pai à direita)

quarta-feira, agosto 20, 2008

sábado, agosto 16, 2008

o sonho dos heróis

(...)

O último a entrar foi Gauna. Serafín Taboada estendeu-lhe uma mão muito limpa e muito seca. Era um homem magro, baixo, de farta cabeleira, de testa alta, ossuda, olhos encovados, de nariz vermelhusco proeminente. No quarto havia muitos livros, um harmónio, uma mesa, duas cadeiras; em cima da mesa, uma incontrolável desordem de livros e de papéis, um cinzeiro com muitas beatas, uma pedra cinzenta que servia de pisa-papéis. Havia duas gravuras - as efígies de Spencer e de Confúcio - nas paredes. Taboada fez sinal a Gauna para se sentar; ofereceu-lhe um cigarro (que Gauna não aceitou) e, depois de acender outro, perguntou:
- Em que posso servi-lo?
Gauna pensou um instante. Depois respondeu:
- Em nada. Vim só acompanhar os rapazes.
Taboada deitou fora o cigarro que acendera e acendeu outro.
- Lamento - disse, como se fosse levantar-se e pôr fim à entrevista; continuou sentado e, enigmaticamente, acrescentou: - Lamento, porque tinha uma coisa para lhe dizer. Fica para outra vez.
- Quem sabe.
- Não desespere. O futuro é um mundo em que há de tudo.
- Como na loja da esquina? - comentou Gauna. - É o que reza a propaganda, mas, creia-me, quando você pede alguma coisa, respondem-lhe que já não há.
Gauna pensou que Taboada era talvez mais falador do que astuto ou inteligente. Taboada continuou:
- No futuro corre, como um rio, o nosso destino, tal como o desenhamos aqui em baixo. No futuro está tudo, porque tudo é possível. Nele, você morreu na semana passada e nele vive para sempre. Nele, você transformou-se num homem razoável e também se transformou em Valerga.
- Não permito que troce do doutor.
- Não estou a troçar - respondeu brevemente Taboada - mas gostaria de lhe perguntar uma coisa, se não levar a mal: doutor em quê?
- Você há-de sabê-lo - respondeu Gauna, acto contínuo - dado que é bruxo.
Taboada sorriu.
- Está bem, rapaz - disse; e em seguida continuou, explicando: - se no futuro não encontrarmos o que procuramos, será porque não sabemos procurar. Podemos sempre esperar alguma coisa.
- Eu não espero muito - declarou Gauna. - E também não acredito em bruxarias.
- Talvez tenha razão respondeu Taboada com tristeza. - Mas seria preciso saber a que é que você chama bruxaria. Falemos, por exemplo, da transmissão de pensamento. Não há grande mérito, asseguro-lhe, em descobrir o que pensa um jovem enfastiado e assustadiço.

som de fim de semana




vampire weekend

sábado, agosto 09, 2008

nas brumas



cabo espichel



farol do bugio



serra de sintra

areia e mar







dunas



fly me to the moon






the birds



























cenário hitchckokiano com gaivotas
costa da caparica

quinta-feira, agosto 07, 2008

quarta-feira, agosto 06, 2008

a dois dias do início dos jogos

prossegue a campanha para que os direitos humanos passem a ser respeitados na china.






via a barbearia do sr. luís

quinta-feira, julho 31, 2008

é uma ordem

vão ler este texto do tiago galvão

descoberto via womenage a trois

that's it

E depois, que importa que tenha levado uma vida estúpida? Qualquer pessoa com alguma inteligência sabe que está a levar uma vida estúpida mesmo enquanto está a levá-la. Qualquer pessoa com alguma inteligência compreende que está destinada a levar uma vida estúpida porque não há outra espécie de vida.


Teatro de Sabbath - Philip Roth