há 44 anos
quinta-feira, julho 31, 2008
quarta-feira, julho 30, 2008
terça-feira, julho 29, 2008
segunda-feira, julho 28, 2008
outra vez a mãozinha da denúncia
há sempre umas luminárias dispostas a denunciar - anonimamente - como conteúdos impróprios, o que não passa de mera opinião.
contam com a própria esperteza saloia e com a a incapacidade da plataforma do blogger verificar a veracidade das acusações. basta a atitude cobarde e estúpida de clicar num botãozinho e silencia-se uma voz que é incómoda ou que desagrada.
desta vez, calhou ao jumento ser o alvo de gentinha deste tipo. felizmente, esta atitude de bufaria só revela a estupidez de quem a comete. o jumento vai continuar aos coices e já prepara a mudança para palheiro próprio, onde - discordando ou não - poderemos continuar a ler os seus comentários e opiniões.
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sábado, julho 19, 2008
a herança
não me lembro bem como foi que começou com ele. o avô estava a ficar esquecido, diziam-me. recordo-me, sim, de a progressão ser lenta e relativamente benigna. arterioesclerose, era o que lhe chamavam na altura. o avô tomava as gotas, mantinha-se sorridente e bonacheirão, às vezes perdia-se nos seus passeios diários. sempre calma, a avó telefonava a pedir ajuda. saímos de carro e encontrávamo-lo invariavelmente num dos pontos do seu trajecto habitual: alameda, jardim constantino, praça do chile. ficava feliz de nos ver, como se se tratasse de um encontro casual e levávamo-lo a casa. às vezes, durante os passeios de carro, lia compulsivamente os anúncios dos outdoors. ou repetia o que tinha acabado de dizer. a minha avó nunca lhe restringiu a liberdade. só quando ele ficou de fraldas e acamado, se sentiu incapaz de lidar com a situação e o internou num lar. ele tinha 85 anos e ela 80 e todos os dias saía de casa sózinha e apanhava os transportes para o ir ver. do areeiro para o príncipe real.
anos depois, a história repete-se. aos 72 anos, pouco depois de ter deixado de trabalhar, ela começa com os esquecimentos, só que, desta vez, agravados pelo pânico: "vou acabar como o meu pai". ao lado dela, também não encontrou uma presença serena como a da minha avó, antes alguém que alimentou o medo, restringiu a liberdade de acção, a substituiu nas tarefas e a isolou. a progressão foi galopante. durante cinco anos, ela fechada com ele: não mexas, eu faço, senta-te, veste-te, deita-te. ou vamos à rua, para as pessoas verem que ainda és bonita e estás bem tratada. e finalmente, ao fim de muitos anos de vida em comum, ela obedecia ao que ele mandava fazer. pena a decadência, o descontrolo, o desgaste. ele adoeceu, ela foi internada. passeia agora num corredor sombrio, os olhos cor de mel perdidos no vazio. creio que nos conhece, se bem que por vezes não saiba bem quem somos. ontem fui visitá-la. que havemos de fazer quando as palavras se tornam inúteis? como saber se há ou não sofrimento em quem não se sabe expressar? porque teima o corpo em persistir, o coração em bater, quando não se sabe de onde se veio ou para onde se vai? nem como, nem porquê.
às vezes, naquela rede de neurónios carcomida, alguma coisa faz contacto e uma frase faz sentido. quantas vezes pensamos que ela não nos entende e ela percebe tudo em silêncio? quantas vezes acontecerá o contrário?
alzheimer. na lotaria genética que nós somos, qual será a probabilidade de me calhar esta herança do meu avô e da minha mãe? que antes disso se me inundem os pulmões de fumo e as coronárias de colesterol, que se me dissolva o fígado em vinha d'alhos, que a velocidade me apanhe de surpresa na curva de uma estrada, janela aberta e pé no acelerador.
ou então, que um pedaço de vidro inunde de luz uma artéria.
anos depois, a história repete-se. aos 72 anos, pouco depois de ter deixado de trabalhar, ela começa com os esquecimentos, só que, desta vez, agravados pelo pânico: "vou acabar como o meu pai". ao lado dela, também não encontrou uma presença serena como a da minha avó, antes alguém que alimentou o medo, restringiu a liberdade de acção, a substituiu nas tarefas e a isolou. a progressão foi galopante. durante cinco anos, ela fechada com ele: não mexas, eu faço, senta-te, veste-te, deita-te. ou vamos à rua, para as pessoas verem que ainda és bonita e estás bem tratada. e finalmente, ao fim de muitos anos de vida em comum, ela obedecia ao que ele mandava fazer. pena a decadência, o descontrolo, o desgaste. ele adoeceu, ela foi internada. passeia agora num corredor sombrio, os olhos cor de mel perdidos no vazio. creio que nos conhece, se bem que por vezes não saiba bem quem somos. ontem fui visitá-la. que havemos de fazer quando as palavras se tornam inúteis? como saber se há ou não sofrimento em quem não se sabe expressar? porque teima o corpo em persistir, o coração em bater, quando não se sabe de onde se veio ou para onde se vai? nem como, nem porquê.
às vezes, naquela rede de neurónios carcomida, alguma coisa faz contacto e uma frase faz sentido. quantas vezes pensamos que ela não nos entende e ela percebe tudo em silêncio? quantas vezes acontecerá o contrário?
alzheimer. na lotaria genética que nós somos, qual será a probabilidade de me calhar esta herança do meu avô e da minha mãe? que antes disso se me inundem os pulmões de fumo e as coronárias de colesterol, que se me dissolva o fígado em vinha d'alhos, que a velocidade me apanhe de surpresa na curva de uma estrada, janela aberta e pé no acelerador.
ou então, que um pedaço de vidro inunde de luz uma artéria.
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terça-feira, julho 15, 2008
vícios de verão

sorvete de laranja por dentro, chocolate negro por fora.
olhei para eles no supermercado por me fazerem lembrar um geladito pequeno que havia quando eu era miúda, acho que ainda era um 'rajá': a parte superior era sorvete daquele mesmo rasca, só gelo com sabor a laranja e a parte de baixo sabia a chocolate. comprei uma embalagem, 'só para matar saudades', ou lá qual foi a desculpa que dei a mim mesma na altura. acontece que este sorvete já não é só gelo e o chocolate é escurinho, mesmo como eu gosto. agora, poucos são os dias em que resisto à tentação.
entretanto, eu e a balança estamos de relações cortadas.
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domingo, julho 13, 2008
terça-feira, julho 08, 2008
segunda-feira, junho 23, 2008
cansaço
Não, não é cansaço…
É uma quantidade de desilusão
Que me entranha na espécie de pensar,
È um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo…
Não, cansaço não é…
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Com tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço porquê?
É uma sensação abstracta
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar.
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como…
Isso mesmo, como…
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
É uma quantidade de desilusão
Que me entranha na espécie de pensar,
È um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo…
Não, cansaço não é…
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Com tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço porquê?
É uma sensação abstracta
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar.
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como…
Isso mesmo, como…
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
a europa civilizada
destaque para um artigo do daniel oliveira. para ler, na íntegra.
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quarta-feira, junho 18, 2008
lugares inesquecíveis # 1

sim, sou eu. 22 anos, 2o e tal kilos de mochila às costas, passe de inter-rail na mão, rumo à europa. agosto. má escolha, bem sei, mas lá teve de ser, porque no mês seguinte começava a trabalhar. 38º C à saída de lisboa e chuva durante todo o resto da viagem. primeira etapa: amsterdam. não me lembro quanto terei pago por este postal personalizado, típico recuerdo para turistas. não deve ter sido grande o montante, que o dinheiro era curto e contado, empréstimo a pagar com o primeiro ordenado e estoiradinho até ao fim. dormidas nos comboios e em sleep-inn's com beliches de três andares (imaginam os antros, em amsterdam?), tomar banho nas estações, comprar o farnel do dia no supermercado e uma vez por outra, fazer uma festa com um frango assado e umas latinhas de cerveja. há momentos que não se repetem. felizmente - digo eu - que actualmente não me imagino em tais andanças sem o confortozinho mínimo assegurado. grande era a vontade de desbravar e conhecer mundo e - sobretudo - de romper amarras, afrouxar o asfixiante laço familiar.
e nem falei das flores de plástico da sala de espera
Sou demasiado preguiçosa e desorganizada para manter um moleskine. Algumas tentativas pesaram-me na mochila, desfazendo-se em vazios de ideias e listas de compras. só lhes sinto a falta quando não os tenho à mão. hoje, aguardando a minha vez de ser atendida no quinto piso de uma soturna torre num hospital de lisboa, embalo sonolenta a fila de cadeiras de plástico em que me sento, num movimento autista de auto-consolo que propicia a modorra e suaviza a espera, quando atento no aviso colocado ao lado do elevador: em caso de incêndio, utilize as escadas. vêm-me à memória imagens de um inesquecível steve mcqueen na torre do inferno, vislumbro as labaredas desgovernadas a propagarem-se no poço do elevador. de seguida, dou por mim a inventariar alternativas perante o cenário proposto. naquela torre, assim de repente, lembro-me que funciona um serviço de otorrino e um de oftalmologia. imagino os doentes de olhos vendados a lançarem-se em tropel pelas escadas, gritando aos surdos que lhes indiquem o caminho ou que lhes saiam da frente. pergunto-me se também funcionará ali uma unidade de tetraplégicos. meia adormecida e a curtir os meus devaneios semi-febris, penso então nos poços do elevador cheios de grandes escorregas coloridos tipo aquapark e colchões de água ao fundo, a amparar a queda. pelo altifalante, ouço chamarem pelo meu nome. vou lá ouvir o que já suspeito desde o início, que estou bem auto-medicada, que convém fazer a pesquisazinha do epstein-barr, não vá o bicho ter-se aproveitado do meu cansaço e tal, e que, no final, me espera um chuto de peninicilina no rabo para exterminar de vez a hipótese de uma recidiva bacteriana. perfeito, adoro quando os médicos concordam comigo. no caminho para casa, rio sozinha dos meus devaneios e prometo tentar salvá-los do limbo dos meus rascunhos mentais. mal ou bem, saíram de rajada e continuo a divertir-me. aqui ficam.
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segunda-feira, junho 16, 2008
reencontro com o passado
a infância irrompeu-me na garganta em vermelhidão e pus. O corpo fraqueja, trai e cede, acusa sovas antigas que deixam doridos os músculos e as articulações a estalar.
We may be through with the past, but the past ain't through with us
sexta-feira, junho 13, 2008
d' a natureza do mal
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quinta-feira, junho 12, 2008
uma rapidinha
glória e decadência de um entusiasmo. consegui, entre mil e um afazeres que não interessam nada para esta história, mas que davam uma bela série de frases bom povo, disponibilizar um tempinho para ir à feira do livro. pensava eu que ia passar uma bela noite a vaguear por entre os pavilhões, quando os altifalantes deram a notícia que a feira encerrava às 21 h, derivado às festas de lisboa. mal deu para uma brevíssima incursão. enquanto rogava pragas às marchas populares e às opções populistas da organização da feira, só para a frustração não ser maior, arrebanhei uns quantos livritos, sem sequer me poder deter a catar os saldos. teatro de sabbath (philip roth), pedro páramo (juan rulfo), a misteriosa chama da rainha loana (umberto eco) e o sonho dos heróis (adolfo bioy casares), foram a compensação possível para a minha fúria. agora só me resta acender uma velinha ao santo antónio para ter tempo de lá voltar até domingo.
sábado, junho 07, 2008
livros
livros: sebentos, usados, manuseados, com páginas dobradas, manchadas, rasgadas. lidos e relidos. livros da minha infância e início da adolescência. companhia para todas as horas, evasão de todas as realidades e de toda a solidão. todos temos um passado*. aos 10 anos, o meu (também) passou por aqui:
Don Camilo acavalou os óculos, pegou no lápis e pôs a direito os períodos cambaleantes que Peppone tinha de ler no dia seguinte. Peppone releu-os, gravemente.
- Bem - aprovou. - Só não compreendo uma coisa: Onde eu dizia: "É nossa intenção ampliar o edifício escolar e reconstruir a ponte sobre o Fossalto", o senhor corrigiu para: "É nossa intenção ampliar o edifício escolar, reparar a torre da igreja e reconstruir a ponte sobre o Fossalto". Porquê?
- Questão de sintaxe - explicou gravemente Don Camilo.
- Felizes os que estudaram latim e conhecem todos os segredos da língua! - suspirou Peppone. - Desta maneira - acrescentou - vai-se o meu segredo, que era a esperança de ver a torre desabar em cima do abade.
Don Camilo abriu os braços.
- Temos de nos resignar à vontade de Deus.
* label roubada à menina-alice
em cadeia
we're all pretty bizarre. some of us are just better at hiding it, that's all.
roubado ao assobio, que roubou da espiral medula
bom demais para resistir à tentação de o trazer para aqui.
roubado ao assobio, que roubou da espiral medula
bom demais para resistir à tentação de o trazer para aqui.
sexta-feira, junho 06, 2008
as meninas

o google assinala hoje o nascimento de diego velázquez

diego velázquez
conhecida como as meninas esta obra é uma das mais importantes e a mais famosa. utilizou sua iluminação característica, introduziu um auto-retrato e sua técnica de quadro dentro do quadro.

las meninas
pablo picasso
1957

joel-peter witkin
Las Meniñas, New Mexico, 1987
fotografia
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quarta-feira, junho 04, 2008
terça-feira, junho 03, 2008
feira
por este andar, quando arranjar um tempinho para ir finalmente à feira do livro, vou passar completamente ao lado dos famosos pavilhões da leya.
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no further comments
segunda-feira, junho 02, 2008
hedonista, eu? quem diria...
What philosophy do you follow? (v1.03) created with QuizFarm.com | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| You scored as Hedonism Your life is guided by the principles of Hedonism: You believe that pleasure is a great, or the greatest, good; and you try to enjoy life’s pleasures as much as you can.
|
via womenage a trois
aviso à navegação
pronto, eu também confesso. apesar de todo o esforço de encriptação de mensagens, eles estão atentos e não vale a pena desmentir. mas são só fisgas. e só às sextas-feiras, porque a minha vida não é só isto e depois não me sobrava tempo para os filmes porno e para assaltar velhinhas no metro.

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sexta-feira, maio 30, 2008
most of us need the eggs
I thought of that old joke, you know, the, this, this guy goes to a psychiatrist and says, 'Doc, uh, my brother's crazy, he thinks he's a chicken,' and uh, the doctor says, 'well why don't you turn him in?' And the guy says, 'I would, but I need the eggs.' Well, I guess that's pretty much now how I feel about relationships. You know, they're totally irrational and crazy and absurd and, but uh, I guess we keep going through it...because...most of us need the eggs.
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quinta-feira, maio 29, 2008
segunda-feira, maio 26, 2008
o caminho
(...) O caminho da história não é o de uma bola de bilhar que, uma vez jogada, percorre uma determinada trajectória; assemelha-se antes ao caminho das nuvens, ou ao de um vagabundo a deambular pelas vielas, que se distrai a observar aqui uma sombra, ali um magote de gente, mais adiante o recorte curioso das fachadas, até que por fim chega a um ponto que não conhece e por onde nem tencionava passar. (...)
roubado daqui (e a abrir o apetite para o livro)
domingo, maio 25, 2008
e tu e eu o que é que vamos fazer?

ainda a propósito da ganância do lucro das gasolineiras, vão ler este post do sr. luís.
e toca a aderir ao boicote. eu já comecei.
sábado, maio 24, 2008
combustíveis, impostos e ganâncias
O Fernando diz que não tem vida para isto, mas ensina a fazer as continhas sobre os lucros das gasolineiras e as pressões sobre o governo para descer o ISP.
Seria caso para dizer que fossem roubar para a estrada, se não fosse já isso que andam a fazer.
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autochromes - the world goes color-mad


One hundred years ago, color photography became available to amateurs and professionals alike-- in the form of special photographic plates manufactured by the Lumiere Brothers of Lyons, France.
Following decades of experiments with cumbersome technologies too impractical for everyday use, the Lumiere invention -- called Autochrome plates -- proved revolutionary.
Following decades of experiments with cumbersome technologies too impractical for everyday use, the Lumiere invention -- called Autochrome plates -- proved revolutionary.
a história aqui
tudo no american museum of photography
sexta-feira, maio 23, 2008
nós não merecemos um governo tão bom
GOVERNO CUMPRE PROMESSA ...... e cria mais um dos 150 mil empregos prometidos.Num momento em que a situação financeira do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge é descrita como "paupérrima", a entidade pública decidiu contratar uma assessora de imagem por 50 mil euros.Em lugar do típico "pobrezinhos mas honestos", o Instituto optou por um "pobrezinhos mas com boa imagem". E de passagem contribui para manter Portugal como o país que apresenta maiores desigualdades sociais.
(WALDORF - no blogue dos marretas
Infelizmente, quem como eu teve a triste ideia de escolher uma profissão na área da saúde, sabe que esta é apenas a ponta do iceberg, um dos poucos casos a que o público tem acesso através da comunicação social. Todos os dias se poupa na razão de ser dos serviços de saúde - que são os doentes, para o caso de estarem esquecidos - para se gastar faraonicamente em acessores, gestores e obras de fachada (ou de fantochada).
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terça-feira, maio 20, 2008
together
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner

Simone Rea
(aqui)
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner

Simone Rea
(aqui)
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domingo, maio 18, 2008
sábado, maio 17, 2008
(levo comigo tudo o que recuso)
De um e outro lado do que sou,
da luz e da obscuridade,
do ouro e do pó,
ouço pedirem-me que escolha;
e deixe para trás a inquietação,
a dor,
um peso de não sei que ansiedade.
Mas levo comigo tudo
o que recuso. Sinto
colar-se-me às costas
um resto de noite;
e não sei voltar-me
para a frente, onde
amanhece.
Nuno Júdice
da luz e da obscuridade,
do ouro e do pó,
ouço pedirem-me que escolha;
e deixe para trás a inquietação,
a dor,
um peso de não sei que ansiedade.
Mas levo comigo tudo
o que recuso. Sinto
colar-se-me às costas
um resto de noite;
e não sei voltar-me
para a frente, onde
amanhece.
Nuno Júdice
segunda-feira, maio 12, 2008
domingo, maio 11, 2008
obviamente, demito-o
Em 1958, acedendo ao convite da oposição democrática, apresentou-se como candidato independente às eleições presidenciais. O mote da campanha eleitoral foi lançado pela célebre frase "Obviamente demito-o", numa conferência de imprensa no Café Chave D'Ouro em Lisboa , a 10 de Maio de 1958, em resposta a um jornalista da France Press que lhe pergunta qual o destino que daria a Salazar no caso de ganhar as eleições.


sábado, maio 10, 2008
inqualificável

perante este cenário de devastação (mais fotos aqui) a junta militar que governa myanmar persiste em não permitir a entrada no país das equipas de socorro humanitário da onu.
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