Não, não é cansaço…
É uma quantidade de desilusão
Que me entranha na espécie de pensar,
È um domingo às avessas
Do sentimento,
Um feriado passado no abismo…
Não, cansaço não é…
É eu estar existindo
E também o mundo,
Com tudo aquilo que contém,
Com tudo aquilo que nele se desdobra
E afinal é a mesma coisa variada em cópias iguais.
Não. Cansaço porquê?
É uma sensação abstracta
Da vida concreta —
Qualquer coisa como um grito
Por dar.
Qualquer coisa como uma angústia
Por sofrer,
Ou por sofrer completamente,
Ou por sofrer como…
Isso mesmo, como…
Como quê?...
Se soubesse, não haveria em mim este falso cansaço.
(Ai, cegos que cantam na rua,
Que formidável realejo
Que é a guitarra de um, e a viola do outro, e a voz dela!)
Porque oiço, vejo.
Confesso: é cansaço!...
segunda-feira, junho 23, 2008
a europa civilizada
destaque para um artigo do daniel oliveira. para ler, na íntegra.
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quarta-feira, junho 18, 2008
lugares inesquecíveis # 1

sim, sou eu. 22 anos, 2o e tal kilos de mochila às costas, passe de inter-rail na mão, rumo à europa. agosto. má escolha, bem sei, mas lá teve de ser, porque no mês seguinte começava a trabalhar. 38º C à saída de lisboa e chuva durante todo o resto da viagem. primeira etapa: amsterdam. não me lembro quanto terei pago por este postal personalizado, típico recuerdo para turistas. não deve ter sido grande o montante, que o dinheiro era curto e contado, empréstimo a pagar com o primeiro ordenado e estoiradinho até ao fim. dormidas nos comboios e em sleep-inn's com beliches de três andares (imaginam os antros, em amsterdam?), tomar banho nas estações, comprar o farnel do dia no supermercado e uma vez por outra, fazer uma festa com um frango assado e umas latinhas de cerveja. há momentos que não se repetem. felizmente - digo eu - que actualmente não me imagino em tais andanças sem o confortozinho mínimo assegurado. grande era a vontade de desbravar e conhecer mundo e - sobretudo - de romper amarras, afrouxar o asfixiante laço familiar.
e nem falei das flores de plástico da sala de espera
Sou demasiado preguiçosa e desorganizada para manter um moleskine. Algumas tentativas pesaram-me na mochila, desfazendo-se em vazios de ideias e listas de compras. só lhes sinto a falta quando não os tenho à mão. hoje, aguardando a minha vez de ser atendida no quinto piso de uma soturna torre num hospital de lisboa, embalo sonolenta a fila de cadeiras de plástico em que me sento, num movimento autista de auto-consolo que propicia a modorra e suaviza a espera, quando atento no aviso colocado ao lado do elevador: em caso de incêndio, utilize as escadas. vêm-me à memória imagens de um inesquecível steve mcqueen na torre do inferno, vislumbro as labaredas desgovernadas a propagarem-se no poço do elevador. de seguida, dou por mim a inventariar alternativas perante o cenário proposto. naquela torre, assim de repente, lembro-me que funciona um serviço de otorrino e um de oftalmologia. imagino os doentes de olhos vendados a lançarem-se em tropel pelas escadas, gritando aos surdos que lhes indiquem o caminho ou que lhes saiam da frente. pergunto-me se também funcionará ali uma unidade de tetraplégicos. meia adormecida e a curtir os meus devaneios semi-febris, penso então nos poços do elevador cheios de grandes escorregas coloridos tipo aquapark e colchões de água ao fundo, a amparar a queda. pelo altifalante, ouço chamarem pelo meu nome. vou lá ouvir o que já suspeito desde o início, que estou bem auto-medicada, que convém fazer a pesquisazinha do epstein-barr, não vá o bicho ter-se aproveitado do meu cansaço e tal, e que, no final, me espera um chuto de peninicilina no rabo para exterminar de vez a hipótese de uma recidiva bacteriana. perfeito, adoro quando os médicos concordam comigo. no caminho para casa, rio sozinha dos meus devaneios e prometo tentar salvá-los do limbo dos meus rascunhos mentais. mal ou bem, saíram de rajada e continuo a divertir-me. aqui ficam.
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agora não se habituem,
ai a minha vidinha,
devaneios delirantes
segunda-feira, junho 16, 2008
reencontro com o passado
a infância irrompeu-me na garganta em vermelhidão e pus. O corpo fraqueja, trai e cede, acusa sovas antigas que deixam doridos os músculos e as articulações a estalar.
We may be through with the past, but the past ain't through with us
sexta-feira, junho 13, 2008
d' a natureza do mal
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quinta-feira, junho 12, 2008
uma rapidinha
glória e decadência de um entusiasmo. consegui, entre mil e um afazeres que não interessam nada para esta história, mas que davam uma bela série de frases bom povo, disponibilizar um tempinho para ir à feira do livro. pensava eu que ia passar uma bela noite a vaguear por entre os pavilhões, quando os altifalantes deram a notícia que a feira encerrava às 21 h, derivado às festas de lisboa. mal deu para uma brevíssima incursão. enquanto rogava pragas às marchas populares e às opções populistas da organização da feira, só para a frustração não ser maior, arrebanhei uns quantos livritos, sem sequer me poder deter a catar os saldos. teatro de sabbath (philip roth), pedro páramo (juan rulfo), a misteriosa chama da rainha loana (umberto eco) e o sonho dos heróis (adolfo bioy casares), foram a compensação possível para a minha fúria. agora só me resta acender uma velinha ao santo antónio para ter tempo de lá voltar até domingo.
sábado, junho 07, 2008
livros
livros: sebentos, usados, manuseados, com páginas dobradas, manchadas, rasgadas. lidos e relidos. livros da minha infância e início da adolescência. companhia para todas as horas, evasão de todas as realidades e de toda a solidão. todos temos um passado*. aos 10 anos, o meu (também) passou por aqui:
Don Camilo acavalou os óculos, pegou no lápis e pôs a direito os períodos cambaleantes que Peppone tinha de ler no dia seguinte. Peppone releu-os, gravemente.
- Bem - aprovou. - Só não compreendo uma coisa: Onde eu dizia: "É nossa intenção ampliar o edifício escolar e reconstruir a ponte sobre o Fossalto", o senhor corrigiu para: "É nossa intenção ampliar o edifício escolar, reparar a torre da igreja e reconstruir a ponte sobre o Fossalto". Porquê?
- Questão de sintaxe - explicou gravemente Don Camilo.
- Felizes os que estudaram latim e conhecem todos os segredos da língua! - suspirou Peppone. - Desta maneira - acrescentou - vai-se o meu segredo, que era a esperança de ver a torre desabar em cima do abade.
Don Camilo abriu os braços.
- Temos de nos resignar à vontade de Deus.
* label roubada à menina-alice
em cadeia
we're all pretty bizarre. some of us are just better at hiding it, that's all.
roubado ao assobio, que roubou da espiral medula
bom demais para resistir à tentação de o trazer para aqui.
roubado ao assobio, que roubou da espiral medula
bom demais para resistir à tentação de o trazer para aqui.
sexta-feira, junho 06, 2008
as meninas

o google assinala hoje o nascimento de diego velázquez

diego velázquez
conhecida como as meninas esta obra é uma das mais importantes e a mais famosa. utilizou sua iluminação característica, introduziu um auto-retrato e sua técnica de quadro dentro do quadro.

las meninas
pablo picasso
1957

joel-peter witkin
Las Meniñas, New Mexico, 1987
fotografia
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quarta-feira, junho 04, 2008
terça-feira, junho 03, 2008
feira
por este andar, quando arranjar um tempinho para ir finalmente à feira do livro, vou passar completamente ao lado dos famosos pavilhões da leya.
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segunda-feira, junho 02, 2008
hedonista, eu? quem diria...
What philosophy do you follow? (v1.03) created with QuizFarm.com | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| You scored as Hedonism Your life is guided by the principles of Hedonism: You believe that pleasure is a great, or the greatest, good; and you try to enjoy life’s pleasures as much as you can.
|
via womenage a trois
aviso à navegação
pronto, eu também confesso. apesar de todo o esforço de encriptação de mensagens, eles estão atentos e não vale a pena desmentir. mas são só fisgas. e só às sextas-feiras, porque a minha vida não é só isto e depois não me sobrava tempo para os filmes porno e para assaltar velhinhas no metro.

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sexta-feira, maio 30, 2008
most of us need the eggs
I thought of that old joke, you know, the, this, this guy goes to a psychiatrist and says, 'Doc, uh, my brother's crazy, he thinks he's a chicken,' and uh, the doctor says, 'well why don't you turn him in?' And the guy says, 'I would, but I need the eggs.' Well, I guess that's pretty much now how I feel about relationships. You know, they're totally irrational and crazy and absurd and, but uh, I guess we keep going through it...because...most of us need the eggs.
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quinta-feira, maio 29, 2008
segunda-feira, maio 26, 2008
o caminho
(...) O caminho da história não é o de uma bola de bilhar que, uma vez jogada, percorre uma determinada trajectória; assemelha-se antes ao caminho das nuvens, ou ao de um vagabundo a deambular pelas vielas, que se distrai a observar aqui uma sombra, ali um magote de gente, mais adiante o recorte curioso das fachadas, até que por fim chega a um ponto que não conhece e por onde nem tencionava passar. (...)
roubado daqui (e a abrir o apetite para o livro)
domingo, maio 25, 2008
e tu e eu o que é que vamos fazer?

ainda a propósito da ganância do lucro das gasolineiras, vão ler este post do sr. luís.
e toca a aderir ao boicote. eu já comecei.
sábado, maio 24, 2008
combustíveis, impostos e ganâncias
O Fernando diz que não tem vida para isto, mas ensina a fazer as continhas sobre os lucros das gasolineiras e as pressões sobre o governo para descer o ISP.
Seria caso para dizer que fossem roubar para a estrada, se não fosse já isso que andam a fazer.
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autochromes - the world goes color-mad


One hundred years ago, color photography became available to amateurs and professionals alike-- in the form of special photographic plates manufactured by the Lumiere Brothers of Lyons, France.
Following decades of experiments with cumbersome technologies too impractical for everyday use, the Lumiere invention -- called Autochrome plates -- proved revolutionary.
Following decades of experiments with cumbersome technologies too impractical for everyday use, the Lumiere invention -- called Autochrome plates -- proved revolutionary.
a história aqui
tudo no american museum of photography
sexta-feira, maio 23, 2008
nós não merecemos um governo tão bom
GOVERNO CUMPRE PROMESSA ...... e cria mais um dos 150 mil empregos prometidos.Num momento em que a situação financeira do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge é descrita como "paupérrima", a entidade pública decidiu contratar uma assessora de imagem por 50 mil euros.Em lugar do típico "pobrezinhos mas honestos", o Instituto optou por um "pobrezinhos mas com boa imagem". E de passagem contribui para manter Portugal como o país que apresenta maiores desigualdades sociais.
(WALDORF - no blogue dos marretas
Infelizmente, quem como eu teve a triste ideia de escolher uma profissão na área da saúde, sabe que esta é apenas a ponta do iceberg, um dos poucos casos a que o público tem acesso através da comunicação social. Todos os dias se poupa na razão de ser dos serviços de saúde - que são os doentes, para o caso de estarem esquecidos - para se gastar faraonicamente em acessores, gestores e obras de fachada (ou de fantochada).
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terça-feira, maio 20, 2008
together
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner

Simone Rea
(aqui)
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Sophia de Mello Breyner

Simone Rea
(aqui)
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domingo, maio 18, 2008
sábado, maio 17, 2008
(levo comigo tudo o que recuso)
De um e outro lado do que sou,
da luz e da obscuridade,
do ouro e do pó,
ouço pedirem-me que escolha;
e deixe para trás a inquietação,
a dor,
um peso de não sei que ansiedade.
Mas levo comigo tudo
o que recuso. Sinto
colar-se-me às costas
um resto de noite;
e não sei voltar-me
para a frente, onde
amanhece.
Nuno Júdice
da luz e da obscuridade,
do ouro e do pó,
ouço pedirem-me que escolha;
e deixe para trás a inquietação,
a dor,
um peso de não sei que ansiedade.
Mas levo comigo tudo
o que recuso. Sinto
colar-se-me às costas
um resto de noite;
e não sei voltar-me
para a frente, onde
amanhece.
Nuno Júdice
segunda-feira, maio 12, 2008
domingo, maio 11, 2008
obviamente, demito-o
Em 1958, acedendo ao convite da oposição democrática, apresentou-se como candidato independente às eleições presidenciais. O mote da campanha eleitoral foi lançado pela célebre frase "Obviamente demito-o", numa conferência de imprensa no Café Chave D'Ouro em Lisboa , a 10 de Maio de 1958, em resposta a um jornalista da France Press que lhe pergunta qual o destino que daria a Salazar no caso de ganhar as eleições.


sábado, maio 10, 2008
inqualificável

perante este cenário de devastação (mais fotos aqui) a junta militar que governa myanmar persiste em não permitir a entrada no país das equipas de socorro humanitário da onu.
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a dançar na corda bamba
compromissos incontornáveis com datas ainda por definir, emperram planos para lá de um curtíssimo horizonte. nos meses que se arrastam e sem que se vislumbre forma de escapar ao indesejável / inevitável, esta é a banda sonora que mentalmente vou trauteando a cada dia que passa.
CARAMBA
Ó senhor da loja
já que a vida é curta
diga-me lá, se souber
quantos metros tem a dôr
e já que ainda por cima
a vida é pesada
diga-me lá, se puder
quantos quilos tem o amor
e já que a paciência
tem os seus limites
diga-me lá quantos são
que é p'ra eu saber se espero ou não
quando fôr desesperar
já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui já
(sei lá)
já que o futuro vêm
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
caramba
está-se p'raqui a dançar na corda bamba
sem se saber para que lado é que se cai
nem com que pé é que se samba
ó senhor da loja
já que a vida é bela
diga-me lá se souber
em que espelho a devo olhar
mas se por outro lado
diz que a vida é dura
arranje-me aí, se tiver
um capacete p'ra eu marrar
e já que a vida é feita
de pequenos nadas
guarde-me aí quatro ou cinco
que é p'ra quando for domingo
eu os poder saborear
já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui já
(sei lá)
já que o futuro vem
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
caramba
está-se p'ráqui a dançar na corda bamba
sem se saber para que lado é que se cai
nem com que pé é que se samba
ó senhor da loja
já que a vida é breve
arranje-me aí os ponteiros
dum relógio que atrasar
e já que no fundo
vai tudo dar ao mesmo
diga-me se o mesmo é mesmo
tudo o que ainda vai mudar
e já que é preciso
deitar contas à vida
desconte-me aí os meses
em que apenas fiz às vezes
doutro que não era eu
já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui lá
(sei lá)
já que o futuro vem
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
caramba
está-se p'ráqui a dançar na corda bamba.
CARAMBA
Ó senhor da loja
já que a vida é curta
diga-me lá, se souber
quantos metros tem a dôr
e já que ainda por cima
a vida é pesada
diga-me lá, se puder
quantos quilos tem o amor
e já que a paciência
tem os seus limites
diga-me lá quantos são
que é p'ra eu saber se espero ou não
quando fôr desesperar
já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui já
(sei lá)
já que o futuro vêm
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
caramba
está-se p'raqui a dançar na corda bamba
sem se saber para que lado é que se cai
nem com que pé é que se samba
ó senhor da loja
já que a vida é bela
diga-me lá se souber
em que espelho a devo olhar
mas se por outro lado
diz que a vida é dura
arranje-me aí, se tiver
um capacete p'ra eu marrar
e já que a vida é feita
de pequenos nadas
guarde-me aí quatro ou cinco
que é p'ra quando for domingo
eu os poder saborear
já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui já
(sei lá)
já que o futuro vem
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
caramba
está-se p'ráqui a dançar na corda bamba
sem se saber para que lado é que se cai
nem com que pé é que se samba
ó senhor da loja
já que a vida é breve
arranje-me aí os ponteiros
dum relógio que atrasar
e já que no fundo
vai tudo dar ao mesmo
diga-me se o mesmo é mesmo
tudo o que ainda vai mudar
e já que é preciso
deitar contas à vida
desconte-me aí os meses
em que apenas fiz às vezes
doutro que não era eu
já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui lá
(sei lá)
já que o futuro vem
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
caramba
está-se p'ráqui a dançar na corda bamba.
Sérgio Godinho
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sexta-feira, maio 09, 2008
da natureza do fanatismo
São 7 páginas da autoria do escritor israelita Amos Oz. Um texto publicado integralmente no Bitaites, a evitar somente por quem não goste de ler.
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o consumidor indefeso
Pedro Rolo Duarte pergunta:
Se houver, eu também quero saber, por favor. O que me irrita mais é mesmo o costume de telefonarem de números não identificados, a qualquer hora (mesmo depois das 21 h) e em qualquer dia (sim, mesmo ao domingo). E insistem. Muito. Ao fim de 5 ou 6 chamadas anónimas não atendidas, uma pessoa cansa-se de ouvir o telefone tocar, pergunta-se se não será alguém conhecido que não tem temporariamente outra forma de contactar e acaba a dar conversa ao operador, nem que seja para lhe dizer que não deseja ser incomodada com promoções. É inútil, como já constatei. E não, nem sequer adianta ameaçar mudar de fornecedor de serviço, porque todos fazem o mesmo.
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quinta-feira, maio 08, 2008
happy birthday, big guy!
quarta-feira, maio 07, 2008
terça-feira, maio 06, 2008
subscrevo
Tudo tem limites. Desta vez, foram excedidos.
Quem tem memória e idade para tal - como diz a Joana - recorda-se e envergonha-se que esta cena tenha sido possível
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segunda-feira, maio 05, 2008
manifesto

MANIFESTO Marcha Global da Marijuana – Portugal
(Manifesto conjunto da MGM Lisboa e MGM Porto)
O facto de a canábis ser considerada uma substância ilegal tem consequências sociais e sanitárias bem maiores do que se fosse um produto permitido, nomeadamente:
- A crescente probabilidade de adulteração dos produtos, muitas vezes com substâncias mais perigosas (especialmente quando fumadas) do que a canábis, com o perigo que isso implica para a saúde pública, dado o elevado número de consumidores.
- O fomento do tráfico, que alimenta uma economia paralela dinamizada por máfias, em que os grandes lucros ficam na mão de uns quantos, quando seria justo para os contribuintes e para o Estado poder beneficiar dos impostos que recairiam sobre essas actividades (muito lucrativas) se fossem regulamentadas.
- A limitação do uso terapêutico de uma substância que tem claros benefícios no tratamento de algumas doenças; e os impeditivos legais que a proibição supõe para o desenvolvimento de uma investigação rigorosa centrada nesta planta, devido à grande quantidade de licenças que são necessárias e ao perfil político e não-científico das entidades que podem autorizar tais investigações.
- A criminalização e penalização dos consumidores, só porque têm um determinado comportamento que não afecta outrem e que, mesmo a nível individual, não traz mais problemas potenciais que o consumo de álcool, tabaco ou outras substâncias legais e com as quais o Estado lucra bastante, apesar dos riscos assumidos.
- A inexistência de prevenção e de educação para a utilização de canábis.
Em Portugal o consumo da canábis foi descriminalizado em 2001. No entanto, a perseguição policial aos consumidores mantém-se e o risco de se ser tomado por traficante é demasiado grande, uma vez que a quantidade pela qual se pode ser acusado de tráfico é mínima. A saber: a lei portuguesa prevê que qualquer pessoa possa ter em sua posse, sem consequências jurídicas, óleo, resina ou “folhas e sumidades floridas ou frutificadas da planta” de canábis que “não poderão exceder a quantidade necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias” (Lei 30/2000 – “Descriminalização do Consumo de Drogas”).
De salientar que esta lei explicita que é “sem consequências jurídicas”, o que significa aquele que tenha até àquela quantidade não será considerado um criminoso, mas poderá ser será penalizado com uma contra-ordenação (multa) e poderá ter de se submeter a tratamento psicológico se o juiz de turno assim o entender.
E assim, oito anos depois da descriminalização, ainda há consumidores de canábis que são presos ou que são postos numa situação delicada face à justiça, vendo-se obrigados a provar que não são traficantes quando, muitas vezes, não há provas de que o são.
Além disso, não faz qualquer sentido estipular a quantidade permitida como a “necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias”, limite muito pouco claro, tendo em conta que nem toda a gente consome a mesma quantidade e que a maior parte dos consumidores preferem comprar mais de cada vez para não ter de estar sempre a recorrer aos “dealers”, com os riscos que isso supõe não só em termos de segurança, mas pela possibilidade de ser induzido a comprar drogas verdadeiramente perniciosas.
E resta destacar que, sendo permitido o consumo, como esperam as autoridades que o consumidor se abasteça sem estimular o tráfico, tendo em conta que tanto a venda como o cultivo de marijuana são ilegais? A proibição de cultivar esta planta obriga os consumidores a alimentar actividades criminosas. Assim, entendemos que o direito ao consumo deve contemplar a possibilidade de cada um cultivar as suas próprias plantas, podendo, desta forma, garantir a qualidade do produto que consome, o que não acontece quando se vê obrigado a recorrer ao mercado clandestino.
Alterar a situação legal da canábis é corrigir um erro histórico que tem trazido mais consequências negativas para os consumidores e para a sociedade em geral do que o consumo. Décadas após é clara, a desadequação da lei é cada vez mais evidentes tendo em conta os benefícios múltiplos que esta planta tem.
A política do impossível
O presidente do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT), Marcel Reimen, afirma que "é essencial compreender de que modo e por que razão os consumidores de canábis podem desenvolver problemas, a fim de planear as respostas e avaliar o impacto que a droga ilegal mais consumida na Europa poderá ter para a saúde". Perante isto, perguntamos: como é possível desenvolver respostas se não sabemos qual a composição dos produtos consumidos?!
No mercado português, a grande maioria do haxixe vendido tem diferentes e variáveis substâncias usadas para o cortar e fazer render mais. Para estudar a resposta ao impacto na saúde que tem essas substâncias têm, é necessário saber o que são e qual o seu impacto no organismo. Só a legalização pode garantir a qualidade do produto e assim desenvolver respostas em termos de saúde e só assim haverá a informação necessária para que exista um consumo consciente e responsável.
Todos os esforços feitos até agora para acabar com o tráfico e o consumo desta substância têm sido em vão e todo o dinheiro gasto tem sido um absoluto desperdício, visto que, de acordo com todos os relatórios oficiais da ONU e da União Europeia, cada vez há mais pessoas a lucrar com este negócio clandestino e cada vez há mais consumidores.
Em 2008 chega ao fim o prazo de 10 anos estipulado pelas Nações Unidas com a sua Estratégia para acabar com o tráfico de drogas no mundo (http://www.un.org/ga/20special/poldecla.htm). Segue-se um ano de reflexão em que se vai analisar qual o impacto do acordo assumido pelas Nações Unidas e se, realmente, os objectivos de reduzir significativamente a procura e oferta de drogas foram atingidos.
De acordo com todos os relatórios oficiais, esta estratégia e as sucessivas políticas de combate às drogas falharam rotundamente, apesar dos milhões gastos com este tipo de iniciativas.
Por isto, como cidadãos, exigimos: mudem de estratégia!
Somos mesmo muitos
Segundo o relatório de OEDT de 2007, quase um quarto da população entre os 16 e os 64 anos de idade – cerca de 70 milhões de pessoas –, consome ou já consumiu canábis em algum momento das suas vidas. É um facto: a canábis existe e os seus consumidores também, toda a gente o sabe. Como já ficou provado, não é proibindo que vai deixar de se consumir.
Um apelo a ti
Embora a Canábis não seja inofensiva, os riscos do seu consumo são mínimos, principalmente quando comparada com outras substâncias largamente consumidas e aceites pela lei e pela sociedade. A proibição NÃO é do interesse público: põe em risco a saúde dos cidadãos, fomentando o mercado negro e a adulteração dos produtos e impedindo o Estado de arrecadar milhões de euros em impostos.A experiência mostra-nos que o uso de Canábis não é uma grave ameaça nem aos consumidores, nem à sociedade. Cabe por isso ao Estado o dever de provar o contrário se pretende continuar a limitar a liberdade individual e a penalizar os consumidores.Apelamos a toda a sociedade civil que se junte ao nosso protesto pela legalização da Canábis e o do seu cultivo para consumo pessoal ou para fins industriais ou com vista à investigação para fins medicinais.
Os nossos objectivos
• A legalização e regulamentação da canábis para todas as suas utilizações.
• A descriminalização total do consumo de Canábis por adultos, regulamentando modos de obtenção como o cultivo para consumo próprio ou a compra em estabelecimentos ou outros organismos autorizados e regulados.
• Encorajar o estudo e a pesquisa, públicos ou privados, das muitas utilizações benéficas da planta Cannabis Sativa L para o seu uso industrial, social, recreativo e medicinal.
As nossas propostas
• Remoção da canábis e de todos os produtos derivados da planta das listas de substâncias controladas, anexas à lei 15/93 e das respectivas adições a estas listas.
• Desburocratizar e dar prioridade ao cultivo e à indústria de canábis para a produção de energia renovável (biomassa; biodiesel; etanol) e para a produção de fibra e pasta de papel. Desde que esta produção seja feita de forma sustentável e com respeito pelas populações.
• Permitir que médicos e outros profissionais de saúde tenham a possibilidade de recomendar o uso de canábis no tratamento terapêutico, sintomatológico ou para a melhoria da qualidade de vida, nomeadamente, a doentes de SIDA, cancro, em tratamento de quimioterapia, esclerose múltipla, glaucoma ou doença de Chron, entre outros que com o seu uso possam ter melhorias de saúde e qualidade de vida.
• Despenalização da posse, consumo e cultivo de canábis e de todos os produtos derivados desta planta.
• Criação de regulamentação para o fornecimento, comércio e compra legal de canábis por adultos.
• Criação de regulamentação para estabelecimentos públicos onde o consumo de canábis por adultos seja permitido.
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(Manifesto conjunto da MGM Lisboa e MGM Porto)
O facto de a canábis ser considerada uma substância ilegal tem consequências sociais e sanitárias bem maiores do que se fosse um produto permitido, nomeadamente:
- A crescente probabilidade de adulteração dos produtos, muitas vezes com substâncias mais perigosas (especialmente quando fumadas) do que a canábis, com o perigo que isso implica para a saúde pública, dado o elevado número de consumidores.
- O fomento do tráfico, que alimenta uma economia paralela dinamizada por máfias, em que os grandes lucros ficam na mão de uns quantos, quando seria justo para os contribuintes e para o Estado poder beneficiar dos impostos que recairiam sobre essas actividades (muito lucrativas) se fossem regulamentadas.
- A limitação do uso terapêutico de uma substância que tem claros benefícios no tratamento de algumas doenças; e os impeditivos legais que a proibição supõe para o desenvolvimento de uma investigação rigorosa centrada nesta planta, devido à grande quantidade de licenças que são necessárias e ao perfil político e não-científico das entidades que podem autorizar tais investigações.
- A criminalização e penalização dos consumidores, só porque têm um determinado comportamento que não afecta outrem e que, mesmo a nível individual, não traz mais problemas potenciais que o consumo de álcool, tabaco ou outras substâncias legais e com as quais o Estado lucra bastante, apesar dos riscos assumidos.
- A inexistência de prevenção e de educação para a utilização de canábis.
Em Portugal o consumo da canábis foi descriminalizado em 2001. No entanto, a perseguição policial aos consumidores mantém-se e o risco de se ser tomado por traficante é demasiado grande, uma vez que a quantidade pela qual se pode ser acusado de tráfico é mínima. A saber: a lei portuguesa prevê que qualquer pessoa possa ter em sua posse, sem consequências jurídicas, óleo, resina ou “folhas e sumidades floridas ou frutificadas da planta” de canábis que “não poderão exceder a quantidade necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias” (Lei 30/2000 – “Descriminalização do Consumo de Drogas”).
De salientar que esta lei explicita que é “sem consequências jurídicas”, o que significa aquele que tenha até àquela quantidade não será considerado um criminoso, mas poderá ser será penalizado com uma contra-ordenação (multa) e poderá ter de se submeter a tratamento psicológico se o juiz de turno assim o entender.
E assim, oito anos depois da descriminalização, ainda há consumidores de canábis que são presos ou que são postos numa situação delicada face à justiça, vendo-se obrigados a provar que não são traficantes quando, muitas vezes, não há provas de que o são.
Além disso, não faz qualquer sentido estipular a quantidade permitida como a “necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias”, limite muito pouco claro, tendo em conta que nem toda a gente consome a mesma quantidade e que a maior parte dos consumidores preferem comprar mais de cada vez para não ter de estar sempre a recorrer aos “dealers”, com os riscos que isso supõe não só em termos de segurança, mas pela possibilidade de ser induzido a comprar drogas verdadeiramente perniciosas.
E resta destacar que, sendo permitido o consumo, como esperam as autoridades que o consumidor se abasteça sem estimular o tráfico, tendo em conta que tanto a venda como o cultivo de marijuana são ilegais? A proibição de cultivar esta planta obriga os consumidores a alimentar actividades criminosas. Assim, entendemos que o direito ao consumo deve contemplar a possibilidade de cada um cultivar as suas próprias plantas, podendo, desta forma, garantir a qualidade do produto que consome, o que não acontece quando se vê obrigado a recorrer ao mercado clandestino.
Alterar a situação legal da canábis é corrigir um erro histórico que tem trazido mais consequências negativas para os consumidores e para a sociedade em geral do que o consumo. Décadas após é clara, a desadequação da lei é cada vez mais evidentes tendo em conta os benefícios múltiplos que esta planta tem.
A política do impossível
O presidente do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT), Marcel Reimen, afirma que "é essencial compreender de que modo e por que razão os consumidores de canábis podem desenvolver problemas, a fim de planear as respostas e avaliar o impacto que a droga ilegal mais consumida na Europa poderá ter para a saúde". Perante isto, perguntamos: como é possível desenvolver respostas se não sabemos qual a composição dos produtos consumidos?!
No mercado português, a grande maioria do haxixe vendido tem diferentes e variáveis substâncias usadas para o cortar e fazer render mais. Para estudar a resposta ao impacto na saúde que tem essas substâncias têm, é necessário saber o que são e qual o seu impacto no organismo. Só a legalização pode garantir a qualidade do produto e assim desenvolver respostas em termos de saúde e só assim haverá a informação necessária para que exista um consumo consciente e responsável.
Todos os esforços feitos até agora para acabar com o tráfico e o consumo desta substância têm sido em vão e todo o dinheiro gasto tem sido um absoluto desperdício, visto que, de acordo com todos os relatórios oficiais da ONU e da União Europeia, cada vez há mais pessoas a lucrar com este negócio clandestino e cada vez há mais consumidores.
Em 2008 chega ao fim o prazo de 10 anos estipulado pelas Nações Unidas com a sua Estratégia para acabar com o tráfico de drogas no mundo (http://www.un.org/ga/20special/poldecla.htm). Segue-se um ano de reflexão em que se vai analisar qual o impacto do acordo assumido pelas Nações Unidas e se, realmente, os objectivos de reduzir significativamente a procura e oferta de drogas foram atingidos.
De acordo com todos os relatórios oficiais, esta estratégia e as sucessivas políticas de combate às drogas falharam rotundamente, apesar dos milhões gastos com este tipo de iniciativas.
Por isto, como cidadãos, exigimos: mudem de estratégia!
Somos mesmo muitos
Segundo o relatório de OEDT de 2007, quase um quarto da população entre os 16 e os 64 anos de idade – cerca de 70 milhões de pessoas –, consome ou já consumiu canábis em algum momento das suas vidas. É um facto: a canábis existe e os seus consumidores também, toda a gente o sabe. Como já ficou provado, não é proibindo que vai deixar de se consumir.
Um apelo a ti
Embora a Canábis não seja inofensiva, os riscos do seu consumo são mínimos, principalmente quando comparada com outras substâncias largamente consumidas e aceites pela lei e pela sociedade. A proibição NÃO é do interesse público: põe em risco a saúde dos cidadãos, fomentando o mercado negro e a adulteração dos produtos e impedindo o Estado de arrecadar milhões de euros em impostos.A experiência mostra-nos que o uso de Canábis não é uma grave ameaça nem aos consumidores, nem à sociedade. Cabe por isso ao Estado o dever de provar o contrário se pretende continuar a limitar a liberdade individual e a penalizar os consumidores.Apelamos a toda a sociedade civil que se junte ao nosso protesto pela legalização da Canábis e o do seu cultivo para consumo pessoal ou para fins industriais ou com vista à investigação para fins medicinais.
Os nossos objectivos
• A legalização e regulamentação da canábis para todas as suas utilizações.
• A descriminalização total do consumo de Canábis por adultos, regulamentando modos de obtenção como o cultivo para consumo próprio ou a compra em estabelecimentos ou outros organismos autorizados e regulados.
• Encorajar o estudo e a pesquisa, públicos ou privados, das muitas utilizações benéficas da planta Cannabis Sativa L para o seu uso industrial, social, recreativo e medicinal.
As nossas propostas
• Remoção da canábis e de todos os produtos derivados da planta das listas de substâncias controladas, anexas à lei 15/93 e das respectivas adições a estas listas.
• Desburocratizar e dar prioridade ao cultivo e à indústria de canábis para a produção de energia renovável (biomassa; biodiesel; etanol) e para a produção de fibra e pasta de papel. Desde que esta produção seja feita de forma sustentável e com respeito pelas populações.
• Permitir que médicos e outros profissionais de saúde tenham a possibilidade de recomendar o uso de canábis no tratamento terapêutico, sintomatológico ou para a melhoria da qualidade de vida, nomeadamente, a doentes de SIDA, cancro, em tratamento de quimioterapia, esclerose múltipla, glaucoma ou doença de Chron, entre outros que com o seu uso possam ter melhorias de saúde e qualidade de vida.
• Despenalização da posse, consumo e cultivo de canábis e de todos os produtos derivados desta planta.
• Criação de regulamentação para o fornecimento, comércio e compra legal de canábis por adultos.
• Criação de regulamentação para estabelecimentos públicos onde o consumo de canábis por adultos seja permitido.
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