segunda-feira, maio 12, 2008
domingo, maio 11, 2008
obviamente, demito-o
Em 1958, acedendo ao convite da oposição democrática, apresentou-se como candidato independente às eleições presidenciais. O mote da campanha eleitoral foi lançado pela célebre frase "Obviamente demito-o", numa conferência de imprensa no Café Chave D'Ouro em Lisboa , a 10 de Maio de 1958, em resposta a um jornalista da France Press que lhe pergunta qual o destino que daria a Salazar no caso de ganhar as eleições.


sábado, maio 10, 2008
inqualificável

perante este cenário de devastação (mais fotos aqui) a junta militar que governa myanmar persiste em não permitir a entrada no país das equipas de socorro humanitário da onu.
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a dançar na corda bamba
compromissos incontornáveis com datas ainda por definir, emperram planos para lá de um curtíssimo horizonte. nos meses que se arrastam e sem que se vislumbre forma de escapar ao indesejável / inevitável, esta é a banda sonora que mentalmente vou trauteando a cada dia que passa.
CARAMBA
Ó senhor da loja
já que a vida é curta
diga-me lá, se souber
quantos metros tem a dôr
e já que ainda por cima
a vida é pesada
diga-me lá, se puder
quantos quilos tem o amor
e já que a paciência
tem os seus limites
diga-me lá quantos são
que é p'ra eu saber se espero ou não
quando fôr desesperar
já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui já
(sei lá)
já que o futuro vêm
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
caramba
está-se p'raqui a dançar na corda bamba
sem se saber para que lado é que se cai
nem com que pé é que se samba
ó senhor da loja
já que a vida é bela
diga-me lá se souber
em que espelho a devo olhar
mas se por outro lado
diz que a vida é dura
arranje-me aí, se tiver
um capacete p'ra eu marrar
e já que a vida é feita
de pequenos nadas
guarde-me aí quatro ou cinco
que é p'ra quando for domingo
eu os poder saborear
já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui já
(sei lá)
já que o futuro vem
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
caramba
está-se p'ráqui a dançar na corda bamba
sem se saber para que lado é que se cai
nem com que pé é que se samba
ó senhor da loja
já que a vida é breve
arranje-me aí os ponteiros
dum relógio que atrasar
e já que no fundo
vai tudo dar ao mesmo
diga-me se o mesmo é mesmo
tudo o que ainda vai mudar
e já que é preciso
deitar contas à vida
desconte-me aí os meses
em que apenas fiz às vezes
doutro que não era eu
já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui lá
(sei lá)
já que o futuro vem
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
caramba
está-se p'ráqui a dançar na corda bamba.
CARAMBA
Ó senhor da loja
já que a vida é curta
diga-me lá, se souber
quantos metros tem a dôr
e já que ainda por cima
a vida é pesada
diga-me lá, se puder
quantos quilos tem o amor
e já que a paciência
tem os seus limites
diga-me lá quantos são
que é p'ra eu saber se espero ou não
quando fôr desesperar
já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui já
(sei lá)
já que o futuro vêm
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
caramba
está-se p'raqui a dançar na corda bamba
sem se saber para que lado é que se cai
nem com que pé é que se samba
ó senhor da loja
já que a vida é bela
diga-me lá se souber
em que espelho a devo olhar
mas se por outro lado
diz que a vida é dura
arranje-me aí, se tiver
um capacete p'ra eu marrar
e já que a vida é feita
de pequenos nadas
guarde-me aí quatro ou cinco
que é p'ra quando for domingo
eu os poder saborear
já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui já
(sei lá)
já que o futuro vem
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
caramba
está-se p'ráqui a dançar na corda bamba
sem se saber para que lado é que se cai
nem com que pé é que se samba
ó senhor da loja
já que a vida é breve
arranje-me aí os ponteiros
dum relógio que atrasar
e já que no fundo
vai tudo dar ao mesmo
diga-me se o mesmo é mesmo
tudo o que ainda vai mudar
e já que é preciso
deitar contas à vida
desconte-me aí os meses
em que apenas fiz às vezes
doutro que não era eu
já que a vida é curta
e o futuro, diz que está aqui lá
(sei lá)
já que o futuro vem
em peças separadas p'ra montar
(ah! ah! ah! ah!)
antes que se esgote
reserve desde já o seu exemplar
caramba
está-se p'ráqui a dançar na corda bamba.
Sérgio Godinho
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sexta-feira, maio 09, 2008
da natureza do fanatismo
São 7 páginas da autoria do escritor israelita Amos Oz. Um texto publicado integralmente no Bitaites, a evitar somente por quem não goste de ler.
via womenage a trois
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o consumidor indefeso
Pedro Rolo Duarte pergunta:
Se houver, eu também quero saber, por favor. O que me irrita mais é mesmo o costume de telefonarem de números não identificados, a qualquer hora (mesmo depois das 21 h) e em qualquer dia (sim, mesmo ao domingo). E insistem. Muito. Ao fim de 5 ou 6 chamadas anónimas não atendidas, uma pessoa cansa-se de ouvir o telefone tocar, pergunta-se se não será alguém conhecido que não tem temporariamente outra forma de contactar e acaba a dar conversa ao operador, nem que seja para lhe dizer que não deseja ser incomodada com promoções. É inútil, como já constatei. E não, nem sequer adianta ameaçar mudar de fornecedor de serviço, porque todos fazem o mesmo.
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quinta-feira, maio 08, 2008
happy birthday, big guy!
quarta-feira, maio 07, 2008
terça-feira, maio 06, 2008
subscrevo
Tudo tem limites. Desta vez, foram excedidos.
Quem tem memória e idade para tal - como diz a Joana - recorda-se e envergonha-se que esta cena tenha sido possível
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segunda-feira, maio 05, 2008
manifesto

MANIFESTO Marcha Global da Marijuana – Portugal
(Manifesto conjunto da MGM Lisboa e MGM Porto)
O facto de a canábis ser considerada uma substância ilegal tem consequências sociais e sanitárias bem maiores do que se fosse um produto permitido, nomeadamente:
- A crescente probabilidade de adulteração dos produtos, muitas vezes com substâncias mais perigosas (especialmente quando fumadas) do que a canábis, com o perigo que isso implica para a saúde pública, dado o elevado número de consumidores.
- O fomento do tráfico, que alimenta uma economia paralela dinamizada por máfias, em que os grandes lucros ficam na mão de uns quantos, quando seria justo para os contribuintes e para o Estado poder beneficiar dos impostos que recairiam sobre essas actividades (muito lucrativas) se fossem regulamentadas.
- A limitação do uso terapêutico de uma substância que tem claros benefícios no tratamento de algumas doenças; e os impeditivos legais que a proibição supõe para o desenvolvimento de uma investigação rigorosa centrada nesta planta, devido à grande quantidade de licenças que são necessárias e ao perfil político e não-científico das entidades que podem autorizar tais investigações.
- A criminalização e penalização dos consumidores, só porque têm um determinado comportamento que não afecta outrem e que, mesmo a nível individual, não traz mais problemas potenciais que o consumo de álcool, tabaco ou outras substâncias legais e com as quais o Estado lucra bastante, apesar dos riscos assumidos.
- A inexistência de prevenção e de educação para a utilização de canábis.
Em Portugal o consumo da canábis foi descriminalizado em 2001. No entanto, a perseguição policial aos consumidores mantém-se e o risco de se ser tomado por traficante é demasiado grande, uma vez que a quantidade pela qual se pode ser acusado de tráfico é mínima. A saber: a lei portuguesa prevê que qualquer pessoa possa ter em sua posse, sem consequências jurídicas, óleo, resina ou “folhas e sumidades floridas ou frutificadas da planta” de canábis que “não poderão exceder a quantidade necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias” (Lei 30/2000 – “Descriminalização do Consumo de Drogas”).
De salientar que esta lei explicita que é “sem consequências jurídicas”, o que significa aquele que tenha até àquela quantidade não será considerado um criminoso, mas poderá ser será penalizado com uma contra-ordenação (multa) e poderá ter de se submeter a tratamento psicológico se o juiz de turno assim o entender.
E assim, oito anos depois da descriminalização, ainda há consumidores de canábis que são presos ou que são postos numa situação delicada face à justiça, vendo-se obrigados a provar que não são traficantes quando, muitas vezes, não há provas de que o são.
Além disso, não faz qualquer sentido estipular a quantidade permitida como a “necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias”, limite muito pouco claro, tendo em conta que nem toda a gente consome a mesma quantidade e que a maior parte dos consumidores preferem comprar mais de cada vez para não ter de estar sempre a recorrer aos “dealers”, com os riscos que isso supõe não só em termos de segurança, mas pela possibilidade de ser induzido a comprar drogas verdadeiramente perniciosas.
E resta destacar que, sendo permitido o consumo, como esperam as autoridades que o consumidor se abasteça sem estimular o tráfico, tendo em conta que tanto a venda como o cultivo de marijuana são ilegais? A proibição de cultivar esta planta obriga os consumidores a alimentar actividades criminosas. Assim, entendemos que o direito ao consumo deve contemplar a possibilidade de cada um cultivar as suas próprias plantas, podendo, desta forma, garantir a qualidade do produto que consome, o que não acontece quando se vê obrigado a recorrer ao mercado clandestino.
Alterar a situação legal da canábis é corrigir um erro histórico que tem trazido mais consequências negativas para os consumidores e para a sociedade em geral do que o consumo. Décadas após é clara, a desadequação da lei é cada vez mais evidentes tendo em conta os benefícios múltiplos que esta planta tem.
A política do impossível
O presidente do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT), Marcel Reimen, afirma que "é essencial compreender de que modo e por que razão os consumidores de canábis podem desenvolver problemas, a fim de planear as respostas e avaliar o impacto que a droga ilegal mais consumida na Europa poderá ter para a saúde". Perante isto, perguntamos: como é possível desenvolver respostas se não sabemos qual a composição dos produtos consumidos?!
No mercado português, a grande maioria do haxixe vendido tem diferentes e variáveis substâncias usadas para o cortar e fazer render mais. Para estudar a resposta ao impacto na saúde que tem essas substâncias têm, é necessário saber o que são e qual o seu impacto no organismo. Só a legalização pode garantir a qualidade do produto e assim desenvolver respostas em termos de saúde e só assim haverá a informação necessária para que exista um consumo consciente e responsável.
Todos os esforços feitos até agora para acabar com o tráfico e o consumo desta substância têm sido em vão e todo o dinheiro gasto tem sido um absoluto desperdício, visto que, de acordo com todos os relatórios oficiais da ONU e da União Europeia, cada vez há mais pessoas a lucrar com este negócio clandestino e cada vez há mais consumidores.
Em 2008 chega ao fim o prazo de 10 anos estipulado pelas Nações Unidas com a sua Estratégia para acabar com o tráfico de drogas no mundo (http://www.un.org/ga/20special/poldecla.htm). Segue-se um ano de reflexão em que se vai analisar qual o impacto do acordo assumido pelas Nações Unidas e se, realmente, os objectivos de reduzir significativamente a procura e oferta de drogas foram atingidos.
De acordo com todos os relatórios oficiais, esta estratégia e as sucessivas políticas de combate às drogas falharam rotundamente, apesar dos milhões gastos com este tipo de iniciativas.
Por isto, como cidadãos, exigimos: mudem de estratégia!
Somos mesmo muitos
Segundo o relatório de OEDT de 2007, quase um quarto da população entre os 16 e os 64 anos de idade – cerca de 70 milhões de pessoas –, consome ou já consumiu canábis em algum momento das suas vidas. É um facto: a canábis existe e os seus consumidores também, toda a gente o sabe. Como já ficou provado, não é proibindo que vai deixar de se consumir.
Um apelo a ti
Embora a Canábis não seja inofensiva, os riscos do seu consumo são mínimos, principalmente quando comparada com outras substâncias largamente consumidas e aceites pela lei e pela sociedade. A proibição NÃO é do interesse público: põe em risco a saúde dos cidadãos, fomentando o mercado negro e a adulteração dos produtos e impedindo o Estado de arrecadar milhões de euros em impostos.A experiência mostra-nos que o uso de Canábis não é uma grave ameaça nem aos consumidores, nem à sociedade. Cabe por isso ao Estado o dever de provar o contrário se pretende continuar a limitar a liberdade individual e a penalizar os consumidores.Apelamos a toda a sociedade civil que se junte ao nosso protesto pela legalização da Canábis e o do seu cultivo para consumo pessoal ou para fins industriais ou com vista à investigação para fins medicinais.
Os nossos objectivos
• A legalização e regulamentação da canábis para todas as suas utilizações.
• A descriminalização total do consumo de Canábis por adultos, regulamentando modos de obtenção como o cultivo para consumo próprio ou a compra em estabelecimentos ou outros organismos autorizados e regulados.
• Encorajar o estudo e a pesquisa, públicos ou privados, das muitas utilizações benéficas da planta Cannabis Sativa L para o seu uso industrial, social, recreativo e medicinal.
As nossas propostas
• Remoção da canábis e de todos os produtos derivados da planta das listas de substâncias controladas, anexas à lei 15/93 e das respectivas adições a estas listas.
• Desburocratizar e dar prioridade ao cultivo e à indústria de canábis para a produção de energia renovável (biomassa; biodiesel; etanol) e para a produção de fibra e pasta de papel. Desde que esta produção seja feita de forma sustentável e com respeito pelas populações.
• Permitir que médicos e outros profissionais de saúde tenham a possibilidade de recomendar o uso de canábis no tratamento terapêutico, sintomatológico ou para a melhoria da qualidade de vida, nomeadamente, a doentes de SIDA, cancro, em tratamento de quimioterapia, esclerose múltipla, glaucoma ou doença de Chron, entre outros que com o seu uso possam ter melhorias de saúde e qualidade de vida.
• Despenalização da posse, consumo e cultivo de canábis e de todos os produtos derivados desta planta.
• Criação de regulamentação para o fornecimento, comércio e compra legal de canábis por adultos.
• Criação de regulamentação para estabelecimentos públicos onde o consumo de canábis por adultos seja permitido.
SUBSCREVER AQUI
(Manifesto conjunto da MGM Lisboa e MGM Porto)
O facto de a canábis ser considerada uma substância ilegal tem consequências sociais e sanitárias bem maiores do que se fosse um produto permitido, nomeadamente:
- A crescente probabilidade de adulteração dos produtos, muitas vezes com substâncias mais perigosas (especialmente quando fumadas) do que a canábis, com o perigo que isso implica para a saúde pública, dado o elevado número de consumidores.
- O fomento do tráfico, que alimenta uma economia paralela dinamizada por máfias, em que os grandes lucros ficam na mão de uns quantos, quando seria justo para os contribuintes e para o Estado poder beneficiar dos impostos que recairiam sobre essas actividades (muito lucrativas) se fossem regulamentadas.
- A limitação do uso terapêutico de uma substância que tem claros benefícios no tratamento de algumas doenças; e os impeditivos legais que a proibição supõe para o desenvolvimento de uma investigação rigorosa centrada nesta planta, devido à grande quantidade de licenças que são necessárias e ao perfil político e não-científico das entidades que podem autorizar tais investigações.
- A criminalização e penalização dos consumidores, só porque têm um determinado comportamento que não afecta outrem e que, mesmo a nível individual, não traz mais problemas potenciais que o consumo de álcool, tabaco ou outras substâncias legais e com as quais o Estado lucra bastante, apesar dos riscos assumidos.
- A inexistência de prevenção e de educação para a utilização de canábis.
Em Portugal o consumo da canábis foi descriminalizado em 2001. No entanto, a perseguição policial aos consumidores mantém-se e o risco de se ser tomado por traficante é demasiado grande, uma vez que a quantidade pela qual se pode ser acusado de tráfico é mínima. A saber: a lei portuguesa prevê que qualquer pessoa possa ter em sua posse, sem consequências jurídicas, óleo, resina ou “folhas e sumidades floridas ou frutificadas da planta” de canábis que “não poderão exceder a quantidade necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias” (Lei 30/2000 – “Descriminalização do Consumo de Drogas”).
De salientar que esta lei explicita que é “sem consequências jurídicas”, o que significa aquele que tenha até àquela quantidade não será considerado um criminoso, mas poderá ser será penalizado com uma contra-ordenação (multa) e poderá ter de se submeter a tratamento psicológico se o juiz de turno assim o entender.
E assim, oito anos depois da descriminalização, ainda há consumidores de canábis que são presos ou que são postos numa situação delicada face à justiça, vendo-se obrigados a provar que não são traficantes quando, muitas vezes, não há provas de que o são.
Além disso, não faz qualquer sentido estipular a quantidade permitida como a “necessária para o consumo médio individual durante o período de 10 dias”, limite muito pouco claro, tendo em conta que nem toda a gente consome a mesma quantidade e que a maior parte dos consumidores preferem comprar mais de cada vez para não ter de estar sempre a recorrer aos “dealers”, com os riscos que isso supõe não só em termos de segurança, mas pela possibilidade de ser induzido a comprar drogas verdadeiramente perniciosas.
E resta destacar que, sendo permitido o consumo, como esperam as autoridades que o consumidor se abasteça sem estimular o tráfico, tendo em conta que tanto a venda como o cultivo de marijuana são ilegais? A proibição de cultivar esta planta obriga os consumidores a alimentar actividades criminosas. Assim, entendemos que o direito ao consumo deve contemplar a possibilidade de cada um cultivar as suas próprias plantas, podendo, desta forma, garantir a qualidade do produto que consome, o que não acontece quando se vê obrigado a recorrer ao mercado clandestino.
Alterar a situação legal da canábis é corrigir um erro histórico que tem trazido mais consequências negativas para os consumidores e para a sociedade em geral do que o consumo. Décadas após é clara, a desadequação da lei é cada vez mais evidentes tendo em conta os benefícios múltiplos que esta planta tem.
A política do impossível
O presidente do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (OEDT), Marcel Reimen, afirma que "é essencial compreender de que modo e por que razão os consumidores de canábis podem desenvolver problemas, a fim de planear as respostas e avaliar o impacto que a droga ilegal mais consumida na Europa poderá ter para a saúde". Perante isto, perguntamos: como é possível desenvolver respostas se não sabemos qual a composição dos produtos consumidos?!
No mercado português, a grande maioria do haxixe vendido tem diferentes e variáveis substâncias usadas para o cortar e fazer render mais. Para estudar a resposta ao impacto na saúde que tem essas substâncias têm, é necessário saber o que são e qual o seu impacto no organismo. Só a legalização pode garantir a qualidade do produto e assim desenvolver respostas em termos de saúde e só assim haverá a informação necessária para que exista um consumo consciente e responsável.
Todos os esforços feitos até agora para acabar com o tráfico e o consumo desta substância têm sido em vão e todo o dinheiro gasto tem sido um absoluto desperdício, visto que, de acordo com todos os relatórios oficiais da ONU e da União Europeia, cada vez há mais pessoas a lucrar com este negócio clandestino e cada vez há mais consumidores.
Em 2008 chega ao fim o prazo de 10 anos estipulado pelas Nações Unidas com a sua Estratégia para acabar com o tráfico de drogas no mundo (http://www.un.org/ga/20special/poldecla.htm). Segue-se um ano de reflexão em que se vai analisar qual o impacto do acordo assumido pelas Nações Unidas e se, realmente, os objectivos de reduzir significativamente a procura e oferta de drogas foram atingidos.
De acordo com todos os relatórios oficiais, esta estratégia e as sucessivas políticas de combate às drogas falharam rotundamente, apesar dos milhões gastos com este tipo de iniciativas.
Por isto, como cidadãos, exigimos: mudem de estratégia!
Somos mesmo muitos
Segundo o relatório de OEDT de 2007, quase um quarto da população entre os 16 e os 64 anos de idade – cerca de 70 milhões de pessoas –, consome ou já consumiu canábis em algum momento das suas vidas. É um facto: a canábis existe e os seus consumidores também, toda a gente o sabe. Como já ficou provado, não é proibindo que vai deixar de se consumir.
Um apelo a ti
Embora a Canábis não seja inofensiva, os riscos do seu consumo são mínimos, principalmente quando comparada com outras substâncias largamente consumidas e aceites pela lei e pela sociedade. A proibição NÃO é do interesse público: põe em risco a saúde dos cidadãos, fomentando o mercado negro e a adulteração dos produtos e impedindo o Estado de arrecadar milhões de euros em impostos.A experiência mostra-nos que o uso de Canábis não é uma grave ameaça nem aos consumidores, nem à sociedade. Cabe por isso ao Estado o dever de provar o contrário se pretende continuar a limitar a liberdade individual e a penalizar os consumidores.Apelamos a toda a sociedade civil que se junte ao nosso protesto pela legalização da Canábis e o do seu cultivo para consumo pessoal ou para fins industriais ou com vista à investigação para fins medicinais.
Os nossos objectivos
• A legalização e regulamentação da canábis para todas as suas utilizações.
• A descriminalização total do consumo de Canábis por adultos, regulamentando modos de obtenção como o cultivo para consumo próprio ou a compra em estabelecimentos ou outros organismos autorizados e regulados.
• Encorajar o estudo e a pesquisa, públicos ou privados, das muitas utilizações benéficas da planta Cannabis Sativa L para o seu uso industrial, social, recreativo e medicinal.
As nossas propostas
• Remoção da canábis e de todos os produtos derivados da planta das listas de substâncias controladas, anexas à lei 15/93 e das respectivas adições a estas listas.
• Desburocratizar e dar prioridade ao cultivo e à indústria de canábis para a produção de energia renovável (biomassa; biodiesel; etanol) e para a produção de fibra e pasta de papel. Desde que esta produção seja feita de forma sustentável e com respeito pelas populações.
• Permitir que médicos e outros profissionais de saúde tenham a possibilidade de recomendar o uso de canábis no tratamento terapêutico, sintomatológico ou para a melhoria da qualidade de vida, nomeadamente, a doentes de SIDA, cancro, em tratamento de quimioterapia, esclerose múltipla, glaucoma ou doença de Chron, entre outros que com o seu uso possam ter melhorias de saúde e qualidade de vida.
• Despenalização da posse, consumo e cultivo de canábis e de todos os produtos derivados desta planta.
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domingo, maio 04, 2008
sábado, maio 03, 2008
quinta-feira, maio 01, 2008
1º maio



A origem do 1º de maio está vinculada à luta pela jornada de oito horas de trabalho. No dia 1° de maio de 1886 320 mil trabalhadores aderem à greve geral que paralisa os principais centros industriais norte-americanos. Esta foi a primeira intervenção de massa do proletariado industrial enquanto classe na história dos Estados Unidos. A 4 de Maio, em Chicago, num protesto junto ao mercado de Haymarket, o detonar de uma bomba foi o pretexto para desencadear uma contra-ofensiva sobre os dirigentes operários. Sobreveio uma onda de prisões e perseguições aos militantes mais conhecidos do movimento sindical, todas as organizações anarco-sindicalistas foram proibidas e seus jornais fechados. Oito dos principais dirigentes do proletariado de Chicago, foram levados à justiça, sem qualquer prova de que eram culpados da explosão da bomba. Num julgamento vergonhoso, Albert Parsons, August Spies, Samuel Fielden, Michael Schwab, Adolph Fischer, George Engel, Louis Lingg, foram condenados a morte e Oscar Neebe, a quinze anos de prisão. A despeito da grande pressão movida pelos sectores mais progressistas e pelas manifestações que continuaram, tanto nos EUA como na Europa, as penas não foram canceladas. Apenas as de Schwab e Fielden foram substituídas pela de prisão perpétua. Lingg morreu na prisão. Parsons, Spies, Fischer e Engel foram enforcados em 11 de novembro de 1887.
Em 14 de julho de 1889 - centenário da Revolução Francesa - reuniram-se em Paris 391 delegados de quase 20 países, num congresso operário de tendência marxista, no qual foi fundada a II Internacional. Decidiram que daí em diante seria organizada uma grande manifestação internacional com data fixa, de maneira que em todos os países, simultaneamente, os trabalhadores lutassem pela redução legal da jornada de trabalho a oito horas, e adoptando o dia primeiro de Maio como a data para essa manifestação internacional.
Esse 1º de maio “inaugural” ocorre nos Estados Unidos, Alemanha, França, Império austro-húngaro, Suíça, Bélgica, Suécia, Noruega, Dinamarca, Portugal, Itália, Espanha, Império russo, Argel e Tunísia. Na Inglaterra é transferido para o domingo 4 de maio, reunindo no Hyde Park mais de 250 mil pessoas. Na América Latina, três países somam-se à essa primeira manifestação internacional dos trabalhadores: Argentina, México e Cuba.
Em Setembro de 1891, no segundo congresso da II Internacional, a avaliação positiva das manifestações do 1º de maio em 1890 e 1891, instituiu o 1º de Maio como a festa dos trabalhadores de todos os países, o Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores pelos seus direitos.
Em 14 de julho de 1889 - centenário da Revolução Francesa - reuniram-se em Paris 391 delegados de quase 20 países, num congresso operário de tendência marxista, no qual foi fundada a II Internacional. Decidiram que daí em diante seria organizada uma grande manifestação internacional com data fixa, de maneira que em todos os países, simultaneamente, os trabalhadores lutassem pela redução legal da jornada de trabalho a oito horas, e adoptando o dia primeiro de Maio como a data para essa manifestação internacional.
Esse 1º de maio “inaugural” ocorre nos Estados Unidos, Alemanha, França, Império austro-húngaro, Suíça, Bélgica, Suécia, Noruega, Dinamarca, Portugal, Itália, Espanha, Império russo, Argel e Tunísia. Na Inglaterra é transferido para o domingo 4 de maio, reunindo no Hyde Park mais de 250 mil pessoas. Na América Latina, três países somam-se à essa primeira manifestação internacional dos trabalhadores: Argentina, México e Cuba.
Em Setembro de 1891, no segundo congresso da II Internacional, a avaliação positiva das manifestações do 1º de maio em 1890 e 1891, instituiu o 1º de Maio como a festa dos trabalhadores de todos os países, o Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores pelos seus direitos.
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quarta-feira, abril 30, 2008
lucy in the sky with diamonds
Albert Hoffmann, inventor do LSD, morreu aos 102 anos.
LSD - MY PROBLEM CHILD
LSD - MY PROBLEM CHILD
ana de amsterdam
o divórcio, os vexames da democracia, o caso da menina iemenita; ou as crónicas, como esta. 22 posts em atraso no meu google reader, qualquer um deles razão mais do que suficiente para ler sempre o ana de amsterdam.
segunda-feira, abril 28, 2008
malfamagrifada
o meu avô adorava brincadeiras, adivinhas e cegarregas. não foi com ele que aprendi esta, mas aqui fica em jeito de homenagem a quem foi um reduto de alegria na minha tão detestada infância. Quando era pequena e lhe perguntava a idade, dizia-me a rir que ia chegar aos 200 anos. Hoje é o dia do 109º aniversário do meu velhote.
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o mundo está cheio de pessoas
ontem, domingo: durante toda a tarde, a brasileira que mora na vivenda em frente da minha, resolveu brindar toda a vizinhança com música tipo bailinho-dos-bombeiros-em-época-de-carnaval. eu, que estava posta em sossego no meu quintal, enquanto a adorável família extravasava a sua alegria - sublinhada aqui e ali com os guinchinhos histéricos das crianças -quedei-me a destilar ódio pela humanidade em geral, enquanto imaginava razias com o corta-sebes.
sábado, abril 26, 2008
Guernica

Pablo Picasso
Em 26 de Abril de 1937, durante a Guerra Civil de Espanha, a localidade basca Guernica foi bombardeada por aviões da Luftwaffe, a Força Aérea da Alemanha Nazi.
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sexta-feira, abril 25, 2008

O meu craveiro floriu a tempo, avó. Estes cravos vermelhos são a memória dos anos em que estas eram as flores que recebias no teu aniversário.
quinta-feira, abril 24, 2008
terça-feira, abril 22, 2008
fado tropical
para assinalar descoberta do Brasil em 22 de abril de 1500
(que me desculpem os politicamente correctos, mas o termo 'achamento' é atroz)
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vítimas da intolerância
É hoje inaugurado em Lisboa, no Largo de São Domingos, o Memorial às Vítimas da Intolerância. Composto por duas esculturas e um mural onde se pode ler a frase Lisboa - Cidade da Tolerância, evoca o massacre ocorrido em 1506 na capital portuguesa, quando dois a quatro mil judeus foram torturados e queimados em fogueiras improvisadas no Rossio.
ler mais sobre o pogrom de lisboa aqui
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religião e fanatismo
too bad stupidity isn't painful
vá-se lá saber porquê, algum idiota ressabiado e mesquinho denunciou o menina-limão como um blog de conteúdos reprováveis. acontece que a plataforma do blogger, sem se dignar verificar a veracidade da acusação do pseudo-moralista com alma de bufo, agora colocou um aviso à porta, advertindo-nos dos potenciais danos morais que poderemos sofrer se insistirmos em aceder à insidiosa página. infelizmente, o ridículo não mata e portanto resta-nos protestar e ajudar a menina-limão a lutar contra a censura. vão até lá e dêem uma mãozinha.
da morte - odes mínimas
Corroendo
As grandes escadas
Da minha alma.
Água. Como te chamas?
Tempo.
Vivida antes
Revestida de laca
Minha alma tosca
Se desfazendo.
Como te chamas?
Tempo.
Águas corroendo
Caras, coração
Todas as cordas do sentimento.
Como te chamas?
Tempo.
Irreconhecível
Me procuro lenta
Nos teus escuros.
Como te chamas, breu?
Tempo.
Hilda Hilst
As grandes escadas
Da minha alma.
Água. Como te chamas?
Tempo.
Vivida antes
Revestida de laca
Minha alma tosca
Se desfazendo.
Como te chamas?
Tempo.
Águas corroendo
Caras, coração
Todas as cordas do sentimento.
Como te chamas?
Tempo.
Irreconhecível
Me procuro lenta
Nos teus escuros.
Como te chamas, breu?
Tempo.
Hilda Hilst
tom sawyer

"TOM!"
No answer.
"TOM!"
No answer.
"What's gone with that boy, I wonder? You TOM!"
No answer.
The old lady pulled her spectacles down and looked over them about the room; then she put them up and looked out under them. She seldom or never looked through them for so small a thing as a boy; they were her state pair, the pride of her heart, and were built for "style," not service -- she could have seen through a pair of stove-lids just as well. She looked perplexed for a moment, and then said, not fiercely, but still loud enough for the furniture to hear:
"Well, I lay if I get hold of you I'll -- "
She did not finish, for by this time she was bending down and punching under the bed with the broom, and so she needed breath to punctuate the punches with. She resurrected nothing but the cat.
"I never did see the beat of that boy!"
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tom saywer
domingo, abril 20, 2008
hora de ponta
Numa iniciativa do jornal Washington Post, o violinista Joshua Bell, com o seu Stradivarius de 1713 avaliado em 3,5 milhões de dólares, tocou recentemente durante 45 minutos na estação L`Enfant Plaza no centro de Washington entre as 07.15 e as 08:00.
Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall em Boston, onde os melhores lugares custam cerca de cem dólares, mas na estação de Metro foi praticamente ignorado pela esmagadora maioria das 1.097 pessoas que passaram à sua frente durante esse período de tempo.
Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall em Boston, onde os melhores lugares custam cerca de cem dólares, mas na estação de Metro foi praticamente ignorado pela esmagadora maioria das 1.097 pessoas que passaram à sua frente durante esse período de tempo.
vale a pena ler o artigo original e ver todos os vídeos no site do washington post
repescado do vaso da mio
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El pájaro
Un silencio de aire, luz y cielo.
En el silencio transparente
el día reposaba:
la transparencia del espacio
era la transparencia del silencio.
La inmóvil luz del cielo sosegaba
el crecimiento de las yerbas.
Los bichos de la tierra, entre las piedras,
bajo la luz idéntica, eran piedras.
El tiempo en el minuto se saciaba.
En la quietud absorta
se consumaba el mediodía.
Y un pájaro cantó, delgada flecha.
Pecho de plata herido vibró el cielo,
se movieron las hojas,
las yerbas despertaron...
Y sentí que la muerte era una flecha
que no se sabe quién dispara
y en un abrir los ojos nos morimos.
Octavio Paz
En el silencio transparente
el día reposaba:
la transparencia del espacio
era la transparencia del silencio.
La inmóvil luz del cielo sosegaba
el crecimiento de las yerbas.
Los bichos de la tierra, entre las piedras,
bajo la luz idéntica, eran piedras.
El tiempo en el minuto se saciaba.
En la quietud absorta
se consumaba el mediodía.
Y un pájaro cantó, delgada flecha.
Pecho de plata herido vibró el cielo,
se movieron las hojas,
las yerbas despertaron...
Y sentí que la muerte era una flecha
que no se sabe quién dispara
y en un abrir los ojos nos morimos.
Octavio Paz
play it again, sam # 2
do álbum goodbye and hello
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tim buckley
sábado, abril 19, 2008
abril à desgarrada

murais e canções de abril que nos são trazidas pelas mãos da joana lopes e da maria joão pires aka shyznogud.
uma série a não perder.
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propostas irrecusáveis
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