sábado, abril 26, 2008
sexta-feira, abril 25, 2008

O meu craveiro floriu a tempo, avó. Estes cravos vermelhos são a memória dos anos em que estas eram as flores que recebias no teu aniversário.
quinta-feira, abril 24, 2008
terça-feira, abril 22, 2008
fado tropical
para assinalar descoberta do Brasil em 22 de abril de 1500
(que me desculpem os politicamente correctos, mas o termo 'achamento' é atroz)
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vítimas da intolerância
É hoje inaugurado em Lisboa, no Largo de São Domingos, o Memorial às Vítimas da Intolerância. Composto por duas esculturas e um mural onde se pode ler a frase Lisboa - Cidade da Tolerância, evoca o massacre ocorrido em 1506 na capital portuguesa, quando dois a quatro mil judeus foram torturados e queimados em fogueiras improvisadas no Rossio.
ler mais sobre o pogrom de lisboa aqui
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religião e fanatismo
too bad stupidity isn't painful
vá-se lá saber porquê, algum idiota ressabiado e mesquinho denunciou o menina-limão como um blog de conteúdos reprováveis. acontece que a plataforma do blogger, sem se dignar verificar a veracidade da acusação do pseudo-moralista com alma de bufo, agora colocou um aviso à porta, advertindo-nos dos potenciais danos morais que poderemos sofrer se insistirmos em aceder à insidiosa página. infelizmente, o ridículo não mata e portanto resta-nos protestar e ajudar a menina-limão a lutar contra a censura. vão até lá e dêem uma mãozinha.
da morte - odes mínimas
Corroendo
As grandes escadas
Da minha alma.
Água. Como te chamas?
Tempo.
Vivida antes
Revestida de laca
Minha alma tosca
Se desfazendo.
Como te chamas?
Tempo.
Águas corroendo
Caras, coração
Todas as cordas do sentimento.
Como te chamas?
Tempo.
Irreconhecível
Me procuro lenta
Nos teus escuros.
Como te chamas, breu?
Tempo.
Hilda Hilst
As grandes escadas
Da minha alma.
Água. Como te chamas?
Tempo.
Vivida antes
Revestida de laca
Minha alma tosca
Se desfazendo.
Como te chamas?
Tempo.
Águas corroendo
Caras, coração
Todas as cordas do sentimento.
Como te chamas?
Tempo.
Irreconhecível
Me procuro lenta
Nos teus escuros.
Como te chamas, breu?
Tempo.
Hilda Hilst
tom sawyer

"TOM!"
No answer.
"TOM!"
No answer.
"What's gone with that boy, I wonder? You TOM!"
No answer.
The old lady pulled her spectacles down and looked over them about the room; then she put them up and looked out under them. She seldom or never looked through them for so small a thing as a boy; they were her state pair, the pride of her heart, and were built for "style," not service -- she could have seen through a pair of stove-lids just as well. She looked perplexed for a moment, and then said, not fiercely, but still loud enough for the furniture to hear:
"Well, I lay if I get hold of you I'll -- "
She did not finish, for by this time she was bending down and punching under the bed with the broom, and so she needed breath to punctuate the punches with. She resurrected nothing but the cat.
"I never did see the beat of that boy!"
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domingo, abril 20, 2008
hora de ponta
Numa iniciativa do jornal Washington Post, o violinista Joshua Bell, com o seu Stradivarius de 1713 avaliado em 3,5 milhões de dólares, tocou recentemente durante 45 minutos na estação L`Enfant Plaza no centro de Washington entre as 07.15 e as 08:00.
Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall em Boston, onde os melhores lugares custam cerca de cem dólares, mas na estação de Metro foi praticamente ignorado pela esmagadora maioria das 1.097 pessoas que passaram à sua frente durante esse período de tempo.
Três dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall em Boston, onde os melhores lugares custam cerca de cem dólares, mas na estação de Metro foi praticamente ignorado pela esmagadora maioria das 1.097 pessoas que passaram à sua frente durante esse período de tempo.
vale a pena ler o artigo original e ver todos os vídeos no site do washington post
repescado do vaso da mio
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El pájaro
Un silencio de aire, luz y cielo.
En el silencio transparente
el día reposaba:
la transparencia del espacio
era la transparencia del silencio.
La inmóvil luz del cielo sosegaba
el crecimiento de las yerbas.
Los bichos de la tierra, entre las piedras,
bajo la luz idéntica, eran piedras.
El tiempo en el minuto se saciaba.
En la quietud absorta
se consumaba el mediodía.
Y un pájaro cantó, delgada flecha.
Pecho de plata herido vibró el cielo,
se movieron las hojas,
las yerbas despertaron...
Y sentí que la muerte era una flecha
que no se sabe quién dispara
y en un abrir los ojos nos morimos.
Octavio Paz
En el silencio transparente
el día reposaba:
la transparencia del espacio
era la transparencia del silencio.
La inmóvil luz del cielo sosegaba
el crecimiento de las yerbas.
Los bichos de la tierra, entre las piedras,
bajo la luz idéntica, eran piedras.
El tiempo en el minuto se saciaba.
En la quietud absorta
se consumaba el mediodía.
Y un pájaro cantó, delgada flecha.
Pecho de plata herido vibró el cielo,
se movieron las hojas,
las yerbas despertaron...
Y sentí que la muerte era una flecha
que no se sabe quién dispara
y en un abrir los ojos nos morimos.
Octavio Paz
play it again, sam # 2
do álbum goodbye and hello
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sábado, abril 19, 2008
abril à desgarrada

murais e canções de abril que nos são trazidas pelas mãos da joana lopes e da maria joão pires aka shyznogud.
uma série a não perder.
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quinta-feira, abril 17, 2008
domingo, abril 13, 2008
quarta-feira, abril 09, 2008
quarta-feira, março 26, 2008
sábado, março 22, 2008
quinta-feira, março 20, 2008
are you high or just incredibly stupid?
o que eu tenho andado a perder por não costumar ver o south park! obrigada, sr. luís, por partilhar este vídeo - que eu não resisti a roubar - e que dedico a todos os que persistem em mentir acerca de uma guerra injustificável.
quarta-feira, março 19, 2008
terça-feira, março 18, 2008
sábado, março 15, 2008
muttley's corner # 2

agora que o governo se propõe legislar sobre matérias tão pertinentes, as perguntas do Paulo Gorjão deixam-nos a todos em suspenso. É urgente que os nossos iluminados dirigentes nos libertem rapidamente da ansiedade supérflua que nos provoca este tipo de escolhas individuais, as quais sobrecarregam inutilmente o quotidiano do cidadão comum, afastando-o assim da almejada modernidade.
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cartoon de pedro vieira, aka irmão lúcia
via cinco dias
a melhor resposta ao salazar warholizado e incontornável do correio da manhã.
quarta-feira, março 12, 2008
ó lebre
Isto não é pergunta que se faça.
É impossível escolher uma favorita.
Agora, neste preciso momento, apeteceu-me ouvir esta:
É impossível escolher uma favorita.
Agora, neste preciso momento, apeteceu-me ouvir esta:
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a poesia ainda espera quem a saiba desenterrar *
Estorninhos, um bando deles no céu
de Lisboa, forma informe contra a
luz exígua do crepúsculo. Eu vejo-os
no seu voo colectivo, como um corpo
que dança e se agita, etéreo. Abro a janela,
ponho a cabeça de fora, pasmo face a tanta
beleza. Atrás de mim, alguém buzina. O
carro da frente avançou uns quantos metros,
o trânsito da tarde segue o seu martírio lento.
É então que reparo nos outros condutores.
Olhos em frente, mãos hirtas no volante,
o rádio vomitando promessas publicitárias.
Ninguém vê os estorninhos, ninguém vê
os reflexos nas águas lisas do rio, ninguém
ergue os olhos para as nuvens vermelhas
lá longe, sobre o horizonte marinho.
Olho para a outra faixa: faróis acesos,
escapes fumegantes, a mesma indiferença.
Estou no meio de um engarrafamento,
a olhar para os estorninhos, imaginando
um poema em que cada verso seria
como cada um daqueles pássaros,
uma nuvem de pontos escuros
a pairar (com a cidade por baixo).
Um poema do José Mário Silva
que me fez recordar este episódio que há uns tempos aqui relatei.
de Lisboa, forma informe contra a
luz exígua do crepúsculo. Eu vejo-os
no seu voo colectivo, como um corpo
que dança e se agita, etéreo. Abro a janela,
ponho a cabeça de fora, pasmo face a tanta
beleza. Atrás de mim, alguém buzina. O
carro da frente avançou uns quantos metros,
o trânsito da tarde segue o seu martírio lento.
É então que reparo nos outros condutores.
Olhos em frente, mãos hirtas no volante,
o rádio vomitando promessas publicitárias.
Ninguém vê os estorninhos, ninguém vê
os reflexos nas águas lisas do rio, ninguém
ergue os olhos para as nuvens vermelhas
lá longe, sobre o horizonte marinho.
Olho para a outra faixa: faróis acesos,
escapes fumegantes, a mesma indiferença.
Estou no meio de um engarrafamento,
a olhar para os estorninhos, imaginando
um poema em que cada verso seria
como cada um daqueles pássaros,
uma nuvem de pontos escuros
a pairar (com a cidade por baixo).
Um poema do José Mário Silva
que me fez recordar este episódio que há uns tempos aqui relatei.
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terça-feira, março 04, 2008
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