terça-feira, março 04, 2008

79 anos de cinema em posters











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via zero de conduta




Hitchcok revisited


North by Norwest
Charlize Theron em Dial M For Murder, Scarlett Johansson e Javier Bardem em Rear Window, Naomi Watts em Marnie, Keira Knightley e Jennifer Jason Leigh em Rebecca, Emile Hirsch e James McAvoy em Strangers on a Train, Renée Zellweger em Vertigo, Gwyneth Paltrow e Robert Downey Jr. em To Catch a Thief, Tang Wei, Josh Brolin, Casey Affleck, Eva Marie Saint, Ben Foster, Omar Metwally e Julie Christie em Lifeboat, Jodie Foster em The Birds, Seth Rogen em North by Northwest e Marion Cotillard em Psycho.

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

geografia da memória

o chão de tábuas corridas a brilhar de cera amarela. o boné do meu avô pendurado no bengaleiro. o leãozinho minúsculo do sporting na lapela do casaco. o meu avô de pé, na sala de jantar, o jornal aberto, enorme, em cima da mesa quadrada. o rádio grande sintonizado nos parodiantes de lisboa. a galinha corada no forno, com arroz branco, gomoso, para o almoço de domingo. a minha avó na cozinha, com a bata de trazer por casa, antes do banho da uma da tarde. o fogão em cima da bancada de mármore. a panelinha velha com a potassa para lavar a loiça. à saída da porta para o quintal, a gaíuta com a pia de despejos, de onde por vezes saíam enormes ratazanas. os jarros brancos nos canteiros. a roupa pendurada a secar, as cuecas brancas do meu avô, as cuecas pretas, com perna, da minha avó. o telheirinho com a máquina de lavar e o tanque, lado a lado. empoleirada no tanque, eu, de cabeça enfiada na janela sem caixilhos, a trocar cromos com a míuda dos vizinhos do lado. do outro lado do quintal, a buganvília de flores roxas da outra vizinha, mais velha, que por vezes também aparecia junto ao muro, para me entreter. a àgua aquecida em grandes panelas para o banho de imersão da minha avó. as dentaduras lavadas com sabão azul e branco. a mistura de glicerina e àgua de rosas que lhes amaciava as mãos. as janelas abertas para arejar a casa. a colcha vermelha e o travesseiro da cama dos meus avós, o telefone preto em cima da mesa de cabeceira com tampo de mármore. o espelho do guarda-vestidos em frente. na sala de jantar, o sofá-cama onde eu ficava quando dormia lá e a minha avó me contava histórias para adormecer. a cevada feita pela minha avó na cafeteira e as bolachas short-cake barradas com manteiga para o pequeno almoço. sózinhas, depois de o meu avô saír cedo para trabalhar. os livros ao meu alcance, os de bolso, da colecção rtp e os do círculo de leitores. horas a ler, sentada ou deitada de bruços na carpete verde da sala, a minha avó na cadeira baixinha, com um relevo de uma cara feminina no tampo de madeira. retalhos da vida de um médico, contos de natal, as pupilas do senhor reitor, david copperfield, oliver twist, as vinhas da ira. a janela para ver quem passava na rua. a senhora que morava em frente, a passear os sucessivos benficas e jolis, bamboleando-se, a rebinchar de gordos. o espectáculo de fazer saír um caixão por uma janela de um terceiro andar. o rapaz da mercearia em frente a atravessar a rua com um caixote de madeira ao ombro, com as encomendas da minha avó. a vizinha-alice à porta, a perguntar-lhe se queria alguma coisa da praça. o amola-tesouras-e-navalhas a passar na rua, o assobio a adivinhar chuva, segundo dizia a minha avó, sem que eu nunca tivesse percebido porquê. o meu avô a subir a rua, com uma caixinha de cartão com bolinhos ou amêndoas e eu a sair a correr ao encontro dele, a torcer um pé, uma vez até levei uma bota de gesso, assinada depois pelos colegas na escola. antes de jantar, na salinha da televisão, eu e o meu avô sentados nos sofás de napa preta, e a mesinha desdobrável entre nós a servir para os jogos de cartas, dominó, damas, xadrez, jogo do galo, batalha naval. o jantar servido nessa mesma mesa, a minha avó sentada na sua cadeirinha de espaldar. na televisão a preto e branco, vitorino nemésio, se bem me lembro, ou as conversas em família do marcelo caetano. depois do jantar, eu e a minha avó a ver filmes até ao hino nacional e à mira técnica. ivan o terrível, foi a primeira vez que me deitei à uma da manhã. às vezes o meu avô na cozinha a fazer pastéis de bacalhau, as colheres de sopa a roçarem uma na outra para lhes dar forma e a minha avó a refilar de ele estar ali ainda de casaco vestido. ao sábado, as idas com o meu avô ao mercado de arroios ou à fonte luminosa. os barquinhos de papel que ele me fazia a flutuarem no lago. as notas de vinte escudos do santo antónio que o meu avô me dava ao fim de semana. as moedas que eu pedinchava todo o dia à minha avó para ir à papelaria comprar cromos ou pastilhas. os rebuçados do dr. bayard nos bolsos do meu avô. as pastilhas valda de mentol. a máquina da costura e quinquilharias várias na dispensa, ao fundo do corredor. a senhor'ana, que fazia limpezas lá em casa, sempre de carrapito e vestida de preto, a mesma que me carregava às cavalitas quando encerava o chão, a envelhecer ao lado dos meus avós. o ovo estrelado que a minha avó me fazia para o lanche quando lá ia depois das aulas de francês. a minha avó já sozinha, a televisão ligada aos berros sem ouvir o telefone a tocar. nos últimos anos, eu a passar para a visitar, para lhe levar comida feita e ela, sempre cúmplice, a dar-me dinheiro para a gasolina ou para o tabaco.
escrevo como se estivesse dentro da casa, como se lhe sentisse o cheiro. há mais de treze anos que não passo sequer naquela rua. uns vizinhos que ignoro quem sejam, contestaram a possibilidade de eu ficar com o arrendamento, porque nós éramos ricos. tão ricos que só dez anos depois consegui ter uma casa minha. mas o que mais me rói é que me tenham roubado o lugar das minhas memórias. o que terão feito da casa dos meus avós? nunca mais fui capaz de passar àquela porta, nem eu, nem a minha mãe. no mapa de lisboa, a rua abade faria desapareceu, existe apenas cristalizada na minha memória. no mais fundo de mim, um rancor surdo, o desejo que a família que ocupou aquela casa nunca lá seja feliz.

terça-feira, fevereiro 26, 2008

lição de vôo


sublinhados de leitura - jerusalém # 3

Com dezoito anos Mylia sabia já como humilhar os homens. Conhecia o intervalo existente entre a sedução e a repulsa e sabia manipular esse espaço: reduzindo-o, ampliando-o, fingindo que ele não existe para logo a seguir o exibir de modo ostensivo. Só se humilha quem se aproxima, sabia já por instinto Mylia, e preparava-se assim para exercer essa habilidade perversa - de puxar primeiro para depois empurrar - sobre aquele médico que avançava, logo nos primeiros segundos após a saída dos seus pais, para algo que Mylia receava e desejava: um interrogatório.
- Sou esquizofrénica - disse ela, sem deixar que o médico Theodor Busbeck abrisse a boca. - Li nos livros. Sei bem o que sou. Sou esquizofrénica, louca. Vejo coisas que não existem e sou perigosa. Quer-me curar?

domingo, fevereiro 24, 2008

sábado, fevereiro 23, 2008

zeca

sublinhados de leituras - jerusalém # 2

(...) Mylia começou a sentir algo no estômago. A princípio esse aviso deixou-a perplexa: não era a sua dor, era outra coisa, mas igualmente forte, mais forte ainda.
Que ridículo, apeteceu-lhe dar uma gargalhada. Estou com fome, murmurou, há horas que não como. Estou aqui de noite, sozinha, mas o meu estômago veio; estou acompanhada.
O motivo de troça foi, logo de imediato, motivo de reflexão e de um certo temor, pouco explicável. Aquela dor no estômago, que manifestava a vontade de comer, essa dor era agora mais forte que a outra: a dor constante da doença, a dor que lhe traria rapidamente aquilo de que todos os grandes e pequenos medos fogem. Como é possível, perguntou Mylia, que a dor provocada pela vontade de comer pão seja mais forte? Porque os médicos já o garantiram: vou morrer da dor que agora não consigo ouvir.
Ela percebeu, claramente, que ali, junto à igreja, estavam em competição duas dores grandes: a dor que a ia matar, a dor má, assim ela a designou, e, do outro lado. a dor boa, a dor do apetite, dor da vontade de comer, dor que significa estar viva, a dor da existência, diria ela, como se o estômago fosse, naquele momento, ainda em plena noite, a evidente manifestação da humanidade, mas também das suas relações ambíguas com os mistérios de que nada se sabe. Estava viva, e essa circunstância doía mais, naquele momento, de um modo objectivo e material, do que a dor de que ia morrer, agora secundária. Como se naquele momento fosse mais importante comer um pão do que ser imortal.
Gonçalo M. Tavares

os gêmeos






os gêmeos

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

sublinhados de leituras - jerusalem # 1



Mylia morava no primeiro andar do número 77 da Rua Moltke. Sentada numa cadeira desconfortável pensava nas palavras fundamentais da sua vida. Dor, pensou, dor era uma palavra essencial.

Havia sido operada uma vez, depois outra, quatro vezes operada. E agora aquilo. Aquele ruído no centro do corpo, no miolo. Estar doente era uma forma de exercitar a resistência à dor ou a apetência para se aproximar de um deus qualquer. Mylia murmurou: a igreja está fechada de noite.


Quatro da manhã do dia 29 de Maio, e Mylia não consegue dormir. A dor constante vinda do estômago, ou talvez mais de baixo, de onde vem exactamente a dor larga, que não pertence a um ponto? Talvez da parte de baixo do estômago, do ventre. O certo é que eram quatro da manhã e ainda não descansara um minuto. Fechar os olhos quando se tem medo de morrer?

Levantou-se. Mylia era uma mulher magra, mas forte. Não utilizava os dedos para ninharias. (Muitas vezes repetia a frase: não utilizar os dedos para ninharias.) Concentrava-se; sabia que tinha poucos anos de vida; a doença veio: ficamos juntas uns anos, depois ela permanece e eu parto. Pois bem, havia que concentrar a energia que existe nos dias ou que existe num corpo e se dirige aos dias, concentrá-la - à energia - como a um rolo de carne, estar pronta para agir. Dispensando ninharias. Os dedos devem tocar só no que é espesso, no que é fundamental; o urgente tem de coincidir com o essencial, com o que altera de alto a baixo. Como uma pancada forte no momento em que a recebemos: todas as coisas do dia mais insignificante se devem aproximar desse momento em que se recebe uma pancada forte. Mylia olhava-se ao espelho: estou viva e já dei um passo mau. Estar doente é ter dado um passo mau, um passo diabólico, murmurou Mylia. Uma doença que altera de alto a baixo.

Mas nesse dia, às quatro da manhã, decidira sair de casa. De noite a dor desce sobre o corpo de modo distinto. Como um concentrado químico, uma substância que lentamente desliza por um declive mínimo que os olhos mal conseguem perceber. Entre o dia e a noite a superfície não é plana. Um ligeiro declive.

Concentrada a dor nesse sítio largo que não era um ponto - entre o baixo estômago e o ventre - Mylia estava na rua à procura de uma igreja.

Surpreendido, um vagabundo diz que não sabe. Uma igreja?, pergunta.

É de noite, diz o homem, podem roubá-la. Não deve procurar uma igreja, mas sim a polícia para a proteger. Onde quer ir a estas horas? Eu podia roubá-la, senhora.

Mylia sorriu, afastou-se. A dor não a deixava concentrar-se num diálogo.

Não quero a polícia, quero uma igreja. Sabe se estão fechadas a esta hora?


(...)

- A igreja está fechada. Sabe que horas são? Quase cinco da manhã. E não deveria estar aqui. De noite esta zona é má, é uma zona perigosa.

Mylia sentiu vontade de rir em frente ao bom homem. Zona má porque perigosa! Ela que vem com a doença, uma doença que já está dentro e a vai matar num ano, dois, não mais. Ela que está com a morte fechada num sítio de onde já não sai; ela quer precisamente o perigo, aquilo que ainda a excite, que ainda revele nela energia suplementar. Esteve à beira de dizer ao homem, certamente trabalhador na igreja em ofícios menores, esteve tentada a dizer: se esta zona é perigosa, não é uma zona má. Aqui se poderá construir.


Gonçalo M. Tavares

domingo, fevereiro 17, 2008

Moondog


A descoberta musical do dia, graças ao João Lisboa.



mais sobre o viking da 6ª avenida no moondog's corner

sábado, fevereiro 16, 2008





Núvens para todos os gostos, num site imprescindível para quem for apreciador:

The Cloud Appreciation Society

terça-feira, fevereiro 05, 2008

quarta-feira, janeiro 30, 2008

30 de Janeiro

1933 - Adolf Hitler foi nomeado Chanceler alemão pelo presidente Paul von Hindenburg. Começou uma história de horror que o mundo não deve nunca esquecer



.

repeat mode



ultimamente, tenho ouvido este cd em repeat mode.
há bons motivos para o ouvir, no entanto pouparei aqui palavras desnecessárias, visto que o João Lisboa explica porquê, muito melhor do que eu o poderia fazer.




enjoy.

alternativas culinárias





ao desbravar os canteiros, descobri um monte de cogumelos. magníficos exemplares, aliás. podem sempre vir a servir de ementa alternativa, em caso de visitas indesejáveis para o jantar...

rebanho de núvens


anteontem à tarde

activismo

na caixa-de-lata há hoje duas petições para assinar. vão até lá.

segunda-feira, janeiro 28, 2008

lego



logotipo do google em homenagem ao 50º aniversário do LEGO.

de repente, até dá vontade de voltar a ser criança por umas horas e ficar no chão, rodeada destas pecinhas coloridas de encaixe.

carpe diem

aparar as sebes, cortar a relva, apanhar as folhas mortas, remexer a terra, soltar raízes velhas, enterrar os bolbos, podar as àrvores, combater as pragas, sujar as mãos, cansar o corpo, espantar as neuras, aproveitar até ao mais ténue raio estes gloriosos e inesperados dias de sol.

quarta-feira, janeiro 23, 2008

junto ao rio





Belém, ontem, almoço junto ao rio (esplanada para fumadores)

a ponte é uma passagem para a outra margem






Ponte Vasco da Gama, travessia no sentido norte-sul, anteontem ao fim da tarde.

he had a dream


terça-feira, janeiro 22, 2008

o espelho





Well, fuck you, too. Fuck me, fuck you, fuck this whole city and everyone in it. Fuck the panhandlers, grubbing for money, and smiling at me behind my back. Fuck the squeegee men dirtying up the clean windshield of my car. Get a fucking job! Fuck the Sikhs and the Pakistanis bombing down the avenues in decrepit cabs, curry steaming out their pores, stinking up my day. Terrorists in fucking training. SLOW THE FUCK DOWN! Fuck the Chelsea boys with their waxed chests and pumped up biceps. Going down on each other in my parks and on my piers, jingling their dicks on my Channel 35. Fuck the Korean grocers with their pyramids of overpriced fruit and their tulips and roses wrapped in plastic. Ten years in the country, still no speaky English? Fuck the Russians in Brighton Beach. Mobster thugs sitting in cafés, sipping tea in little glasses, sugar cubes between their teeth. Wheelin' and dealin' and schemin'. Go back where you fucking came from! Fuck the black-hatted Chassidim, strolling up and down 47th street in their dirty gabardine with their dandruff. Selling South African apartheid diamonds! Fuck the Wall Street brokers. Self-styled masters of the universe. Michael Douglas, Gordon Gekko wannabe mother fuckers, figuring out new ways to rob hard working people blind. Send those Enron assholes to jail for FUCKING LIFE! You think Bush and Cheney didn't know about that shit? Give me a fucking break! Tyco! Worldcom! Fuck the Puerto Ricans. 20 to a car, swelling up the welfare rolls, worst fuckin' parade in the city. And don't even get me started on the Dom-in-i-cans, 'cause they make the Puerto Ricans look good. Fuck the Bensonhurst Italians with their pomaded hair, their nylon warm-up suits, their St. Anthony medallions, swinging their, Jason Giambi, Louisville slugger, baseball bats, trying to audition for the Sopranos. Fuck the Upper East Side wives with their Hermes scarves and their fifty-dollar Balducci artichokes. Overfed faces getting pulled and lifted and stretched, all taut and shiny. You're not fooling anybody, sweetheart! Fuck the uptown brothers. They never pass the ball, they don't want to play defense, they take five steps on every lay-up to the hoop. And then they want to turn around and blame everything on the white man. Slavery ended one hundred and thirty seven years ago. Move the fuck on! Fuck the corrupt cops with their anus violating plungers and their 41 shots, standing behind a blue wall of silence. You betray our trust! Fuck the priests who put their hands down some innocent child's pants. Fuck the church that protects them, delivering us into evil. And while you're at it, fuck JC! He got off easy! A day on the cross, a weekend in hell, and all the hallelujahs of the legioned angels for eternity! Try seven years in fuckin' Otisville, J! Fuck Osama Bin Laden, Al Qaeda, and backward-ass, cave-dwelling, fundamentalist assholes everywhere. On the names of innocent thousands murdered, I pray you spend the rest of eternity with your seventy-two whores roasting in a jet-fuel fire in hell. You towel headed camel jockeys can kiss my royal Irish ass! Fuck Jacob Elinsky, whining malcontent. Fuck Francis Xavier Slaughtery my best friend, judging me while he stares at my girlfriend's ass. Fuck Naturelle Riviera, I gave her my trust and she stabbed me in the back, sold me up the river, fucking bitch. Fuck my father with his endless grief, standing behind that bar sipping on club sodas, selling whisky to firemen, cheering the Bronx bombers. Fuck this whole city and everyone in it. From the row-houses of Astoria to the penthouses on Park Avenue, from the projects in the Bronx to the lofts in Soho. From the tenements in Alphabet City to the brownstones in Park slope to the split-levels in Staten Island. Let an earthquake crumble it, let the fires rage, let it burn to fucking ash and then let the waters rise and submerge this whole rat-infested place. [pause] No. No, fuck you, Montgomery Brogan. You had it all, and you threw it away, you dumb fuck!
movie stills de little black spot

as letras miudinhas

caixa-de-correio, um post magnífico d'a natureza do mal

segunda-feira, janeiro 21, 2008

em defesa do serviço nacional de saúde

Porque este é um assunto sério.
Assinem e divulguem esta petição,
aqui

diferença aparentemente subtil

sexta-feira, janeiro 18, 2008

post com dedicatória

a uma amiga que anda a desperdiçar oportunidades porque já sabe que não vão resultar:




quinta-feira, janeiro 17, 2008

terça-feira, janeiro 15, 2008

contos do gin-tónico # 2

A minha primeira caçada aos gambuzinos aconteceu pelos tempos em que eu andava ainda na escola. Convidaram-me e explicaram-me. Até me ofereceram o saco conveniente e necessário. Excitado, preparei-me em casa. Treinei devidamente, emboscado atrás da porta, a tentar caçar experimentalmente o meu pai, que subia a escada. Pareceu-me que não gostou. Os pais, não é...?Na noite da caçada, lá fomos. Eu entusiasmado, com a lanterna e o saco apropriado. E também a moca que estava atrás da porta, que à noite há ladrões, foi a justificação que me veio à cabeça no momento. Todos concordaram. Mas não me venham dizer que não há gambuzinos. Apanhei três. Um deles parece-me que se chamava António André e ficou coxo. Ainda está, creio. Uma fractura excelente, mesmo pela rótula. Tudo me leva a crer que a caça aos gambuzinos é realmente importante. Temos que apanhá-los. Temos mesmo. Seja lá como for.
Mário-Henrique Leiria

segunda-feira, janeiro 14, 2008

sábado, janeiro 12, 2008