sexta-feira, novembro 30, 2007

anita mais atrevida



o renas e veados tem vindo a publicar uma série de capas alternativas, perversamente deliciosas, dos clássicos livros infantis da Anita.

the perfect christmas carol

It's fucking Christmas time again!


Fuck Christmas!
It's a waste of fucking time
Fuck Santa!
He's just out to get your dime,
Fuck Holly and fuck Ivy
And fuck all that mistletoe!
White-bearded big fat bastards
Ringing bells where e'er you go
And bloated men in shopping malls
All going Ho-Ho-Ho
It's fucking Christmas time again!

Fuck Christmas!
It's a fucking Disney show
Fuck reindeer
And all that fucking snow!
Fuck carols
And fuck Rudolph
And his stupid fucking nose
And fucking sleigh bells tinkling
Everywhere you fucking goes!
Fuck stockings and fuck shopping
It just drives us all insane!
Go tell the elves
To fuck themselves
It's Christmas time again!

(Composers: Eric Idle & John Du Prez
Author: Eric Idle
Singer: Eric Idle)

Da série JINGOBÉ, JINGOBÉ – FUCK CHRISTMAS!, absolutamente a não perder no Provas de Contacto






quinta-feira, novembro 29, 2007

jens lekman


os dias de glória

Envelheces tanto de cada vez que o dia termina
e olhas para trás. Tens medo do começo do fim,
das tardes de domingo; um dia, distraído,
tens medo do sexo, da amabilidade e da noite,
e dos rostos que foram belos – e não são mais.
Envelheces muito
quando o mundo contraria as pequenas coisas,
sentes esse cansaço, nada a fazer.
Mesmo da poesia, que iluminava o tempo, vais
colhendo apenas a amargura; os outros procuram nela
sinais de um destino, datas curiosas, zangas, ventanias,
armadilhas, mas tu sabes – e só tu sabes –
que a tua vida é a tua vida e que o poema
é empurrado por outro sopro, por um reflexo,
um medo brutal, pela memória dos que morreram
e levaram uma parte de ti, um pouco do que havia
de comum entre ti e a vida, esse desperdício – às vezes –,
esses momentos de glória em dias felizes.
Envelheces com os ossos que envelhecem.
Envelheces sem querer.
Por ti serias eternamente jovem, adolescente,
e percorrerias as estradas das serras, as florestas,
não para viveres sempre, mas para estares vivo
mais um instante, porque o espectáculo é belo
uma vez por outra.
Envelheces pouco a pouco,
porque as coisas não são o que foram nem são o que são.


Francisco José Viegas, in Se me comovesse o Amor

na origem das espécies

segunda-feira, novembro 26, 2007

domingo, novembro 25, 2007


a frase do dia

O dia 25 de Novembro é como o aniversário de um divórcio. Pode ter sido necessário. Pode até ter sido um alívio. Mas ninguém o festeja.

Daniel Oliveira no Arrastão

sábado, novembro 24, 2007


sexta-feira, novembro 23, 2007

lost



a celeste chegou há três anos, quase morta de cansaço, vinda sabe-se lá de onde. ontem à tarde, um gesto desastrado fez com que se perdesse de novo nos ares. por momentos, deve ter apreciado o vôo em liberdade, mas, se ninguém a recolher, dificilmente sobreviverá. apesar do frio e da chuva, ainda mantenho uma janela aberta, para que possa regressar, se conseguir encontrar o caminho de volta.
Nunca encontrei um pássaro morto na floresta.
Em vão, andei toda a manhã
a procurar entre as árvores
um cadáver pequenino
que desse o sangue às flores
e as asas às folhas secas...
Os pássaros quando morrem
caem no céu.

José Gomes Ferreira

quarta-feira, novembro 21, 2007

os meus bigodudos



quando o pompom perdeu a mãe, foi o che que tomou a seu cargo a tarefa de lhe ensinar todas as artes e ofícios que fazem parte da vida de um gato. aos sete meses e quase maior que o pai adoptivo, o mais novo já o força a retiradas estratégicas nas lutas rituais que lhes ocupam as horas em que não estão enroscadinhos e quentes a calanzar.

em destaque

o delicioso post com as memórias da infância da menina-limão

segunda-feira, novembro 19, 2007

seeqpod playlist


SeeqPod Music beta - Playable Search

a playlist do dia.

é só música, mas a variedade é grande e a qualidade de audição menos sujeita aos soluços da ligação que o youtube. experimentem

chema madoz














domingo, novembro 18, 2007

hey, you...


Julia M. Cameron

Encosta-te a mim,
nós já vivemos cem mil anos
encosta-te a mim,
talvez eu esteja a exagerar
encosta-te a mim,
dá cabo dos teus desenganos
não queiras ver quem eu não sou,
deixa-me chegar.
Chegado da guerra, fiz tudo p´ra sobreviver
em nome da terra, no fundo p´ra te merecer
recebe-me bem, não desencantes os meus passos
faz de mim o teu herói, não quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo
o que não vivi, hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.

Encosta-te a mim,
desatinamos tantas vezes
vizinha de mim, deixa ser meu o teu quintal
recebe esta pomba que não está armadilhada
foi comprada, foi roubada, seja como for.

Eu venho do nada, porque arrasei o que não quis
em nome da estrada, onde só quero ser feliz
enrosca-te a mim, vai desarmar a flor queimada
vai beijar o homem-bomba, quero adormecer.

Tudo o que eu vi,
estou a partilhar contigo o que não vivi,
um dia hei-de inventar contigo
sei que não sei, às vezes entender o teu olhar
mas quero-te bem, encosta-te a mim.







(happy birthday, sister)

quinta-feira, novembro 15, 2007

sábado, novembro 10, 2007

Glorius Autumn Days # 2





Aviso à navegação

No Paladru tem havido posts regulares de boa música e boa fotografia.

quinta-feira, novembro 08, 2007

>:]



Felizmente, cá em casa, não há tacos de basebol.

vídeo roubado à menina-alice

domingo, novembro 04, 2007

catálogo de nuvens