
Fugiu de casa. Durante dois dias não voltou para comer nem para dormir. O apelo do cheiro das flores, dos bichinhos a voar, da caça, da liberdade selvagem, foi mais forte. Hoje, com algumas arranhadelas quando a agarrei pela coleira, consegui resgatá-la do telhado de um barracão. Agora dorme regalada ao pé do aquecimento e ronrona de mimo e satisfação com as nossas embevecidas atenções. O barulhinho que faz quando quer festas faz lembrar um rolinha a arrulhar. Depois da crise de afirmação e rebeldia, anda de volta da mãe - que a lambe toda - a ver se consegue mamar. Contradições de gata adolescente.






















