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terça-feira, março 10, 2009

marcha contra o optimismo


1.
Leio numa caixa de comentários de um blogue amigo: «As pedras são degraus de outros caminhos...». Nunca fui muito com este género de filosofia. Pedras são pedras em qualquer parte. Não acredito que exista alguém que goste de caminhar por um caminho cheio de pedras. Podem ser muito optimistas e mais tarde pensar que são «degraus de outros caminhos...». Mas enquanto percorrem o caminho duvido que não pensem: «Ora aqui está uma boa merda!».

2.
Não foi necessário ler Cândido de Voltaire para saber que sou pessimista. O optimismo nunca me atraiu. Sempre o considerei sem sal. E vendo bem as coisas é. Por exemplo: a chamada grande literatura é, toda ela, pessimista. Onde é que existe optimismo nos livros de Kafka, Dostoievski, Céline, Mishima, Hemingway, Faulkner, Cossery? Não me lembro. O mundo é irremediavelmente absurdo e está irremediavelmente condenado. E a esperança? A esperança é outra conversa. Talvez um dia fale aqui sobre ela. Mas não associo esperança a optimismo. Um pessimista pode ter esperança. É possível. Só que a esperança não o cega. Por outras palavras: um pessimista é alguém que tem os olhos bem abertos.

3.
Os pessimistas são sempre mais criticados do que os optimistas. Se alguém chama a atenção para possíveis obstáculos na vida, há logo alguém que exclama: «Ai! És tão pessimista!». Mas o contrário não se verifica. Ninguém diz: «Ai! És tão optimista!». Ou: «Lá vens tu com o teu optimismo!». Os pessimistas são, muitas vezes, discriminados. São acusados de ver obstáculos em tudo, quando na realidade isso (o facto de ver obstáculos) só traz vantagens: os pessimistas são mais rápidos a desviarem-se deles. Os optimistas não. Tropeçam, caem, lamentam-se, depois vão ler Paulo Coelho e esperam, com isso, aprender a "caminhar".


junto-me ao manuel a. domingos na sua marcha contra o optimismo.


sexta-feira, março 06, 2009

quinta-feira, março 05, 2009

transfusão


blood makes noise

o blog ciência ao natural, vai direitinho para a barra dos links, tão depressa quanto a minha preguiça o permitir.


sábado, fevereiro 14, 2009

behind the curtain


a joana desafiou-me a entrar numa corrente blogosférica. são seis, as características que devo revelar a meu respeito.


1) estar a responder a este desafio por detrás de um écran, ajuda muito. dizer que sou tímida e pouco comunicativa são eufemismos para designar o verdadeiro bicho-do-mato que vai tentando combater - mais ou menos eficazmente - a fobia social que remonta a episódios caricatos da infância (já anteriormente relatados).

2) sou viciada em informação. livros, blogues, feed reader's, fóruns, twitter...tudo o que vier à rede é peixe e, se pudesse, passava o dia inteiro a ler.

3) odeio o inverno, a chuva e o frio. os dias cinzentos deprimem-me seriamente e preciso de sol e luz para ter vontade de saír da cama. (ok, confesso que nos dias de sol, o que gosto mesmo é de saír da cama directamente para uma espreguiçadeira)

4) ter tempo para as coisas que gosto é um privilégio a que dou importância crescente.

5) tenho muito mau-feitio e é preciso pouco para me fazer perder a calma. há anos que tento convencer-me que é mais eficaz ser delicadamente embirrante, mas na maioria das vezes, acabo a levantar a voz e a mandar as pessoas...err...dar uma volta.

6) finalmente, acabei de confessar mesmo há pouco, que sou procrastinadora.


passo à scarlata, à menina-alice, à menina-limão, ao nick e à margarete. (perdoem-me)

(este post vai ser publicado em stéreo, aqui e no twitter)

domingo, fevereiro 08, 2009

tecendo a teia # 2




sábado, fevereiro 07, 2009

tecendo a teia

twitter # 2



aqui



aqui

e para descobrir quem está no twitter, nada melhor do que isto

a arte de roubar



roubado aqui

sexta-feira, fevereiro 06, 2009

casa dos poetas

EM CASO DE INCÊNDIO


Em caso de incêndio, parte o vidro

Em caso de inundação, levanta o vidro

Em caso de vinho, levanta muitos copos

Em caso de lábios, procura o seu dono antes de beijar

Em caso de beijos, não apontes a curvas perigosas

Em caso de curvas perigosas, evita aquelas que pertencem

À mulher do teu vizinho

Em caso da mulher do teu vizinho, não te deites no chão molhado

Em caso de chão molhado, vai passear para secares com políticos corcundas

Em caso de políticos corcundas, desliga a electricidade e pede-lhes

Que saiam de tua casa

Em caso de saírem de casa, por favor deixa os ratos irem primeiro

Em caso de ratos, centenas e milhares, grelha-os gentilmente

E serve com molho worcester

Em caso de molho worcester, repara na pronúncia incomum que faz a palavra se revelar diferente do que parece

Em caso de coisas revelando-se diferentes do que parecem, não te mexas, não faças nada

Em caso de não fazeres nada acerca de problemas frequentes, lança foguetes e vai dormir

Em caso de ires dormir, senta-te com o Kama Sutra para as pessoas maduras e ouve o fogo intenso.



Jenny Lewis - (tradução de Tiago Nené)

lido na casa dos poetas, o blog descoberta-do-dia.

life summarised in 4 bottles




roubado ao arco da velha

terça-feira, fevereiro 03, 2009

portugal



nunca pensei que o google news fosse tão certeiro nos diagnósticos da actualidade nacional.

muttley's corner # 7

domingo, janeiro 25, 2009

twitter


e pronto, lá criei uma conta no twitter. agora só falta perceber o que é, para que serve e como funciona. ninharias, portanto.

quinta-feira, janeiro 22, 2009

mississipi in my mind

a este, alicinha, eu não resisti.




You're Adventures of Huckleberry Finn!

by Mark Twain

With an affinity for floating down the river, you see things in black
and white. The world is strange and new to you and the more you learn about it, the less
it makes sense. You probably speak with an accent and others have a hard time
understanding you and an even harder time taking you seriously. Nevertheless, your
adventurous spirit is admirable. You really like straw hats.



Take the Book Quiz
at the Blue Pyramid.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

last breath


como é que eu demorei tanto tempo a descobrir isto?

domingo, janeiro 18, 2009

sábado, janeiro 17, 2009

retalhos da vida de um médico

sou fã incondicional das crónicas do besugo. conheço muito poucos que saibam, como ele, descrever a perda, a dor e a morte, da perspectiva de quem assiste e acompanha estas viagens sem retorno.

sábado, janeiro 03, 2009

grandes civilizações

(...)

o vinho é indissociável do nascimento da química. De facto, a produção de bebidas por fermentação natural de alguns produtos vegetais data dos primórdios da civilização, encontrando-se registos desta actividade há pelo menos 6000 anos.


Entre os sumérios a cerveja era tão apreciada que existia uma deusa da cerveja, Ninkasi, e o código de Hammurabi incluía uma série de disposições sobre a cerveja, nomeadamente prescrevia punições físicas para os taberneiros que a diluissem. Já os egipcios pareciam preferir o vinho sendo a cerveja - henket ou zythum - a bebida da povo e aparentemente dos sacerdotes de Ámon. De facto, Ramsés III passou a ser conhecido como o faraó-cervejeiro depois de agraciar os referidos sacerdotes com quasi meio milhão de ânforas do precioso líquido.

ler "o espírito do vinho" na íntegra, aqui.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

where on earth?





hm?








não faço a mínima ideia. juro.

sábado, dezembro 06, 2008

olivesaria


sim, sou uma azeitona, como recentemente me apelidaram no olivesaria. um blog que recomendo a quem - como eu - cresceu e viveu nos olivais.